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Ka Oris foi covardemente assassinado pelo Estado reacionário das Filipinas



O camarada Ka Oris, porta-voz do Novo Exército Popular (NPA), não foi morto em um confronto armado como anunciaram os reacionários e seus meios de comunicação nas Filipinas.


O Partido Comunista das Filipinas denunciou por meio do camarada Marco Valbuena, que Ka Oris foi emboscado na estrada entre a cidade de Impasug-ong e a rodovia federal às 20h do dia 29 de outubro.


Ka Oris e o assessor Eighfel Dela Peña (Ka Pika) estavam desarmados na emboscada. Ainda não está claro se eles foram emboscados enquanto se moviam ou foram abordados e executados. Claramente, no entanto, eles não estavam em posição de lutar ou revidar e foram assassinados a sangue frio.


Para ocultar o assassinato criminoso de revolucionários desarmados e criar uma falsa imagem de um confronto armado, o 4º ID encenou ataques aéreos quatro horas depois nas proximidades de Barangay Dumalaguing, Impasug-ong, província de Bukidnon. Por cerca de duas horas, das 12h40 às 2h, as forças armadas filipinas lançou pelo menos seis grandes bombas, disparou dezenas de foguetes e metralhou a encosta da montanha, destruindo a paz e causando medo e pânico entre as pessoas. Em seguida, eles mentiram sobre um confronto armado às 11 horas (10 horas depois), onde Ka Oris e Ka Pica foram supostamente mortos.


Segundo sua esposa Ka Maria Malaya, o camarada Ka Oris e seu assistente médico, Ka Pika, estavam em uma motocicleta em busca de tratamento médico.


Desde então, as forças do Estado reacionário filipino tentam criar desesperadamente um cenário para esconder mais um crime contra os guerrilheiros comunistas que lutam pela libertação do país e pelo socialismo.


Dadas as circunstâncias, as famílias de Ka Oris e Ka Pika exigem que se realize uma autópsia nos corpos das vítimas para determinar as reais circunstâncias de sua morte. Assim como também reivindicam que os corpos de Ka Oris e Ka Pika sejam imediatamente entregues para que possam realizar um velório adequado e dar a todos aqueles que conheceram Ka Oris a oportunidade de prestar suas últimas homenagens. Ka Oris há muito desejava retornar à Ilha Siargao, onde cresceu quando menino.


Jorge Madlos, que dedicou a sua vida à Revolução Filipina, era um estudante da Universidade Central de Mindanao, quando da declaração da Lei Marcial pelo ditador e fantoche ianque Ferdinando Marcos na década de 70. Com outros camaradas, tomou a decisão de ir para a clandestinidade e se juntar a Novo Exército Popular na luta armada no campo. Ka Oris, como passou a ser conhecido, tornou-se porta-voz do NPA e era uma figura bastante conhecida da luta armada revolucionária no país.


Em vídeo divulgado no twitter do Partido, Ka Oris aparece falando estas palavras: “mas todos nós iremos morrer, alguns por bala ou por doença. Isto não importa. O importante para o velho e para o jovem não é se morre ou vive, mas se persevera pela nossa causa que é justa; enquanto a motivação do outro lado é a mineração, expansão de plantations para os interesses dos estrangeiros e políticos locais que servem como cães às corporações multinacionais. A diferença é imensa. Se nós morremos, nós morremos. Eles podem não morrer porque são protegidos pelos militares, mas isso não importa. A revolução continua. Você pode ver isso pelo tanto de jovens em nosso exército. Por isso chamamos de Novo Exército Popular, porque muitos deles são jovens. Agora eles ainda são o novo povo. Nós avançaremos, nós continuaremos quando não Ka Oris já não estiver. A revolução não se decide em torno de Ka Oris. A revolução não se decide em torno de Tiamzons. A revolução pertence ao povo. Isto não é por nós, velhos, que reivindicamos aquela revolução que não avançou por nossa causa. A Revolução está avançando porque é a base do progresso, o povo quer mudança”.


Ka Oris, presente!

Viva a Guerra Popular nas Filipinas!

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