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"Expulsão da Iugoslávia do Kominform e um exemplo do Internacionalismo Proletário"



Entre outros vigorosos ensinamentos colhidos da histórica resolução do Bureau de Informação sobre a situação do PC da Iugoslávia destaca-se a do profundo sentimento de apoio de todos os Partidos irmãos do mundo inteiro àquela resolução, demonstrando assim a força fraternal do internacionalismo proletário e a unidade do movimento comunista à base dos princípios do marxismo-Ieninismo-stalinismo.


A resolução de Bucareste passou a ser discutida no mundo inteiro, por milhões de comunistas e veio servir não somente para o reforçamento dos laços fraternais de todos os partidos comunistas como também para fortalecer a luta pela democracia e pela paz, pela independência das nações e pelo progresso.


Viu-se, pois, que a atual direção do PC da Iugoslávia ficou isolada na sua presunção e na sua traição aos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo. Abandonando o seio da grande família dos Partidos Comunistas, os dirigentes Iugoslavos nada mais fizeram do que servir à causa dos imperialistas, trair os interesses, do povo Iugoslavo e pôr em perigo a independência de seu país.


A repercussão do importante documento e os seus ensinamentos vieram demonstrar, mais uma vez, o quanto foi necessário a formação do Bureau de Informação e o quanto vem confirmar estas palavras de Zhdanov no seu informe à primeira reunião dos Nove Partidos Comunistas na Polônia:


“Alguns companheiros acreditaram que a dissolução do Komintern significava a liquidação de todas as ligações e de qualquer contacto entre os Partidos Comunistas irmãos. Entretanto, a experiência demonstrou que um tal isolamento dos Partidos Comunistas não é justo, é nocivo e substancialmente falso. O movimento comunista desenvolve-se no quadro nacional, mas ao mesmo tempo há tarefas e interesses comuns aos Partidos Comunistas dos diversos países. Temos frente a nós, um quadro bem estranho: os socialistas que cospem veneno para demonstrar que o Komintern dirigiu diretivas de Moscou aos comunistas de todos os países, reconstituíram a sua Internacional, enquanto que os comunistas se abstêm até de encontrar-se e, ainda, de consultar-se reciprocamente sobre questão que lhes interessa, por temor da calúnia dos inimigos a respeito da “mão de Moscou”. Os representantes das diversas atividades — os cientistas, os cooperadores, os militantes sindicais, os jovens, os estudantes — acham possível manter entre si contatos internacionais, trocar as suas experiências e consultar-se sobre questões concernentes ao seu trabalho, organizar conferências e reuniões internacionais, e os comunistas, mesmo os de países que têm relações de aliança, se sentem impedidos de estabelecer entre si relações de amizade. Não há dúvida que uma tal situação, se se prolongasse, estaria prenhe de consequências muito nocivas para o desenvolvimento do trabalho dos partidos irmãos. Esta exigência de consultar-se e de coordenar voluntariamente a ação dos diversos partidos amadureceu sobretudo agora, quando o continuar neste isolamento poderia conduzir a um enfraquecimento da compreensão recíproca e muitas vezes, também, a sérios erros”.


Por estas razões foi organizado o Bureau de Informação cujas tarefas em defesa da unidade do movimento operário, do fortalecimento dos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo e da independência” das nações crescem dia a dia de importância, empunhando a gloriosa e invencível bandeira do internacionalismo proletário, a bandeira da paz e do progresso. Contra isso foi que os dirigentes do PC Iugoslavo tomaram posição, traindo, evidentemente, a causa do proletariado mundial e os interesses da Iugoslávia, precisamente quando se verificaram erros e desvios por parte da direção do mesmo Partido que antes concordara em participar do Bureau de Informação e seguir voluntariamente os princípios a que se referia Zhdanov. O dever do Bureau em nome dos Partidos irmãos foi o de fraternalmente criticar esses desvios e erros, a fim de fortalecer a posição do PC Iugoslavo na luta pela consolidação do regime democrático popular e da independência da Iugoslávia.


No entanto, não compreenderam assim os dirigentes Iugoslavos e violaram “os princípios que regem a vida normal dos Partidos Comunistas” não aceitando as críticas fraternais como também violaram as bases em que foi formado o Bureau de Informação, recusando a discutir com os Partidos irmãos a situação criada no PC Iugoslavo. Opuseram-se aos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo e assumiram, arrogantemente, uma posição estúpida contra a URSS, tentando negar a liderança da grande nação soviética na luta pela paz e pela independência das nações e se atreveram a desafiar a grande família dos Partidos Comunistas.


A resposta a essa arrogância e a essa traição por parte dos Partidos irmãos foi esmagadora. A solidariedade unânime à Resolução significa que se eleva cada vez mais o grau ideológico dos Partidos Comunistas, torna-se cada vez mais poderoso o espírito da compreensão recíproca e de fraternidade que une os comunistas do mundo inteiro e cada vez mais sólida a frente da democracia e da paz contra o imperialismo e seus agentes.


Nem um só Partido Comunista aceitou o convite para participar do pseudo Congresso anunciado pela atual direção do P.C. Iugoslavo. Todos os Partidos Comunistas condenaram a conduta de renegados que assumiram os atuais dirigentes do P. C. Iugoslavo.


O Partido Comunista da França saúda a Decisão do Bureau de Informação


O Bureau político do PC francês aprovou, unanimemente, a resolução de Bucareste, condenando os erros dos dirigentes Iugoslavos. O Comitê central do mesmo Partido aprovou as resoluções do Bureau a respeito, mostrando que os dirigentes Iugoslavos abandonaram os princípios do internacionalismo proletário, negaram o papel dirigente da URSS na luta pelo aniquilamento do hitlerismo, a libertação da Iugoslávia e de outros países, papel que desempenha hoje na luta pela independência nacional dos povos, pela paz e pelo socialismo. Concluindo, o PC francês reafirma a solidariedade fraternal dos comunistas franceses com todos os partidos irmãos fieis à causa do comunismo e destacadamente o Partido Comunista (bolchevique) da URSS que denunciou a falsa política dos dirigentes Iugoslavos.


Os Atuais Dirigentes do PC Iugoslavo estão traindo os Povos da Iugoslávia


O Partido Comunista da Romênia aprovou a conduta dos seus delegados na reunião de Bucareste na qual foi formulada a Resolução. Em todo o Partido foi o documento submetido à ampla discussão e todos os organismos foram unânimes em acusar com indignação a posição nacionalista e anti-soviética, a posição de traição ao marxismo-leninismo dos atuais dirigentes Iugoslavos. As reuniões foram orientadas no sentido de elevar o nível ideológico e político dos membros do Partido e de combater toda e qualquer tendência nacionalista. O órgão do Partido Comunista romeno, “Scanteia”, escreveu o seguinte:


“Desarmando a Iugoslávia diante dos imperialistas, opondo-se á frente da democracia e do socialismo em cuja vanguarda se encontra a União Soviética, apoio sólido na luta pela independência nacional, os atuais dirigentes Iugoslavos não compreendem ou fingem não compreender que eles são levados ao caminho da traição á independência nacional da Iugoslávia”.


Reforçar a união entre a Classe Operária e os Camponeses


Na Hungria, a resolução do Bureau de Informação sobre a situação no P. C. Iugoslavo suscitou um vivo interesse não só por parte dos membros do Partido dos Trabalhadores Húngaros (Partido Comunista) como também entre as grandes massas populares.


O Comitê Central adotou, unanimemente, uma resolução na qual aprova a atitude da delegação do Partido e a resolução do Bureau de Informação, condenando a falsa linha política que vêm seguindo os atuais dirigentes do P.C. Iugoslavo.


Houve, em seguida, uma reunião de militantes responsáveis e o Partido dos Trabalhadores Húngaros em Budapeste. No curso da reunião, a que compareceram cinco mil militantes, o camarada Rakosi fez um informe a respeito da posição do Partido em face da situação criada no PC da Iugoslávia e a respeito da Resolução de Bucareste. Respondendo à questão: como é possível que o Partido Comunista Iugoslavo tenha cometido os erros enumerados pela Resolução do Bureau de Informação, Rakosi declarou:


“A maioria dos dirigentes do Partido Comunista Iugoslavo não compreendeu o papel dirigente do Partido Comunista e da classe operária nem a natureza da aliança entre a classe operária e os camponeses”.


O camarada Rakosi assinalou, sob os calorosos aplausos da assistência, que o Partido dos Trabalhadores Húngaros vê a garantia dos interesses da nação numa aliança estreita com a União Soviética e com as democracias populares. O camarada Rakosi mostrou também que o exemplo Iugoslavo nos ensina até onde podem levar a presunção e o medo da autocrítica. O comitê da federação nacional dos camponeses, que receberam terras em virtude da reforma agrária, realizou uma conferência nacional em que foram discutidos problemas da política interna e externa bem como a situação econômica do país. A conferência adotou uma resolução na qual aprova, em nome dos camponeses, a resolução do Partido dos Trabalhadores Húngaros sobre a situação no PC Iugoslavo. A conferência acentua na sua resolução que os dirigentes do Partido Comunista Iugoslavo negam estupidamente o papel dirigente da classe operária e bem sabem os camponeses húngaros o quanto suportaram em sua própria carne as consequências funestas dessa “teoria” nefasta. Não teriam nunca obtido a sua libertação se não fosse ajudado pela classe operária.


Esse é um dos fatos mais relevantes registrados no movimento mundial de solidariedade à Resolução de Bucareste, a posição dos camponeses húngaros que reconheceram e aceitaram voluntariamente a liderança do proletariado na luta pela sua libertação e pelo socialismo. Essa é uma eloquente resposta aos atuais dirigentes Iugoslavos que se diziam dirigentes de um Partido de vanguarda da classe operária e não são hoje mais do que nacionalistas burgueses que querem entregar os operários e os camponeses Iugoslavos à opressão imperialista.


O Apoio sem Reservas do PC da Albânia


O Partido Comunista da Albânia publicou um comunicado que em síntese expressa o seguinte:


O Comitê Central do Partido Comunista da Albânia se solidariza unanimemente e sem reservas com a Resolução do Bureau de Informação dos Partidos Comunistas sobre a situação no Partido Comunista da Iugoslávia. O Comitê Central condena a traição aberta dos dirigentes do Partido Comunista Iugoslavo que traíram o marxismo-leninismo e o campo do socialismo e passam a entrar em luta aberta contra a gloriosa pátria do socialismo, contra o Partido de Lenin e Stalin, contra o campo democrático anti-imperialista. Os dirigentes do Partido Comunista Iugoslavo traíram a causa sagrada do heroico povo irmão da Iugoslávia e conduzem o país ao caminho da catástrofe. O comitê Central do Partido Comunista da Albânia esteve sempre em divergência com o comitê central do Partido Comunista Iugoslavo que procurou impor ao nosso país e ao nosso Partido os seus próprios métodos e sua política trotskista de traição. O Comitê Central do Partido Comunista da Albânia acusa também os dirigentes do Partido Comunista Iugoslavo de quererem perturbar as relações albano-iugoslavos e de “colonizar” a Albânia.


O comunicado do Partido Comunista da Albânia que, apesar de ser um partido jovem, soube ser fiel, numa hora difícil, aos princípios do marxismo-leninismo, apresenta um exemplo prático sobre até que ponto pôde chegar o nacionalismo burguês dos atuais dirigentes do PC da Iugoslávia. Mostra, com fatos, que os dirigentes Iugoslavos quiseram transformar a Albânia num apêndice econômico e político da Iugoslávia, o que contraria o princípio stalinista da autodeterminação dos povos. E o Comitê Central do Partido Comunista da Albânia diz bem claro que pôde enfrentar a arrogância burguesa dos atuais dirigentes Iugoslavos, graças a ajuda leal e fraternal do Partido Bolchevique e dos queridos camaradas Stalin e Molotov.


O Abandono dos Princípios Essenciais do Marxismo-leninismo


O Comitê Central do Partido Operário Polonês após ter examinado o informe do camarada Zavadsky dedicado à reunião do Bureau de Informação, votou, unanimemente, uma resolução aprovando inteiramente e sem reserva a resolução do Bureau de Informação sobre a situação no PC Iugoslavo . O camarada Zavadsky acentuou no seu informe que a política e a conduta da atual direção do PC Iugoslavo mostram o perigo que ameaça, nas condições da democracia popular, os Partidos Comunistas e Operários como partidos governamentais quando, sob a pressão das forças capitalistas que não ainda inteiramente derrotadas e das forças externas do imperialismo, eles se afastam, um mínimo que seja, do marxismo-leninismo. Adiante disse o camarada Zavadsky que a solidariedade internacional dos trabalhadores, a ajuda e a confiança mútuas na luta contra o imperialismo, pela paz e o socialismo constituem a base das relações normais entre as democracias populares e a União Soviética. Afastando-se dessa base, os dirigentes do PC Iugoslavo precipitam o seu país nos braços do imperialismo que fazem disso um instrumento de chantagem imperialista.


O jornal “Robotnik”, órgãos do Partido Socialista polonês, aprovou a resolução do Bureau de Informação e acentuou:


“Uma espécie de idolatria perigosa em torno de Tito, de perseguições brutais e vergonhosas aos membros do Partido que tiveram a audácia de criticar os dirigentes do Partido e pediram o retorno ao caminho justo, ameaçam a existência mesma do Partido Comunista Iugoslavo”.


Essa atitude do Partido Socialista é uma grande lição. Enquanto os socialistas de Blum e Saragat chafurdam no charco imperialista e “cospem veneno” contra a URSS e as democracias populares, os socialistas poloneses reconhecem o acerto da Resolução, a pureza ideológica dos Partidos irmãos com o Partido Bolchevique à frente, e mostram-se assim fieis à luta pelo socialismo ao contrário dos atuais dirigentes Iugoslavos, que se dizendo comunistas, querem apenas transformar o PC da Iugoslávia em partido de kulaks.


Os Dirigentes Iugoslavos traíram a Causa do Socialismo


A Resolução do Bureau de Informação teve a aprovação unânime do Partido Comunista e das grandes massas da Tchecoslováquia. A direção do Partido Comunista decidiu empreender uma grande campanha de esclarecimento sobre os problemas ideológicos e as conclusões políticas decorrentes da Resolução do Bureau de Informação. Essa campanha teve início, imediatamente. O órgão central do Partido, “Rude Pravo”, publicou um editorial no qual se lê:


“O fato de o Bureau de Informação ter discutido a situação do Partido Comunista Iugoslavo é uma prova da grande força da frente socialista que não receia falar abertamente das fraquezas e dos erros dos Partidos Comunistas. A história nos ensina que aqueles que no movimento operário traíram o marxismo-leninismo não puderam frear a marcha daquele movimento, do contrário foram escorraçados da história. A frente socialista, mais unida ainda, marchará para a frente”.


A Resolução do Bureau de Informação tem sido discutida em todos os organismos do Partido. Numerosas e vibrantes reuniões nas usinas e fábricas, nos bairros e nas aldeias condenaram com vigor a direção do PC Iugoslavo. Na sua recusa ao convite feito pelos dirigentes atuais do PC Iugoslavo para assistir ao Congresso, o PC da Tchecoslováquia publicou uma resolução da qual extraímos este trecho:


“Após a publicação da Resolução do Bureau de Informação, a direção do PC Iugoslavo continua a não aceitar a crítica justa, defendendo seu ponto de vista anti-partidário e, ao lugar de reconhecer os seus erros, abandona a política de princípios na luta que encetou contra os Partidos Comunistas. Além disso, informações vindas da Iugoslávia atestam que o V Congresso do PC Iugoslavo não foi preparado à base da democracia interna, mas sob a base de um regime interno não democrático, não podendo, por conseguinte, exprimir a verdadeira opinião dos membros do P. C. Iugoslavo “.


Os Dirigentes do Partido Iugoslavo servem ao Jogo do Imperialismo Americano


O Partido Comunista dos Estados Unidos, pela palavra de seu presidente, William Foster e do seu secretário geral, Eugene Dennys, apoiou a resolução do Bureau de Informação. Em sua declaração de apoio, assinala o seguinte:


“Os imperialistas dos Estados Unidos se servem da imprensa e do Departamento de Estado para desfigurar o verdadeiro sentido da Resolução do Bureau de Informação dos Partidos Comunistas como também a situação que a determinou. A Resolução prova, na realidade, que as forças dirigentes no campo da paz e da democracia do mundo inteiro estão vigilantes em face de qualquer perigo. Suas medidas oportunas condenam ao fracasso as tentativas dos iniciadores do plano Marshall que visam dividir e desorientar o campo anti-imperialista que luta pela paz e pelo progresso social”.


Apesar da traição da direção atual do PC Iugoslavo, diz em seguida a declaração, o campo anti-imperialista, que luta pela paz, cresce cada vez mais. Efetivamente, nos Estados Unidos, como em todos os países do mundo, as forças que lutam pela paz reconhecem que a pedra angular dessa luta está na amizade com a União Soviética, cuja influência em cada país se faz sentir mais e mais entre os povos amantes da liberdade.


Estamos com o Socialismo


O Partido Comunista Italiano aprovou a Resolução do Bureau de Informação e o secretário geral do Partido, camarada Palmiro Togliatti, fez uma análise minuciosa dos erros dos dirigentes do PC Iugoslavo. A resolução do Partido Comunista Italiano, em que apoia sem reservas a Resolução de Bucareste, assinala


“a contribuição decisiva dos camaradas do PC (b) da URSS, de seu Comitê Central e do camarada Stalin na denúncia dos crimes e na condenação dos desvios cometidos pelos dirigentes atuais do PC Iugoslavo”.


O órgão central do PC italiano, “L'Unitá”, publicou artigos dos dirigentes do Partido que analisam os erros da direção do PC Iugoslavo. O camarada Togliatti escreve:


“A nossa frente única socialista é constituída em primeiro lugar pelo país onde o socialismo é já vitorioso, pelos países da democracia popular que iniciaram os seus primeiros passos pelo caminho do socialismo (nas condições diferentes para cada um dos países e diferentes daquelas em que se processou a grande revolução de outubro de 1917), e enfim uma parte da frente única socialista é constituída pelo movimento operário e democrático que se organiza e se desenvolve nos países capitalistas dominados, como o nosso país, pelos imperialistas. Nossa frente única marcha para o socialismo e emprega várias formas de luta que mudam em função das condições reais, mas não há mais do que um guia para todos: no domínio da teoria, o marxismo-leninismo; no domínio das forças reais, o país do socialismo que tem à sua frente um partido marxista-leninista temperado nos combates de três revoluções e de duas guerras vitoriosas”.


“É na incompreensão desse fato, continua o camarada Togliatti, que reside a causa essencial dos erros dos dirigentes Iugoslavos. Estes se deixaram arrastar por uma presunção e por ambições sem limites. Eles não quiseram compreender que a libertação da Iugoslávia teria sido impossível sem a vitória decisiva do país do socialismo na segunda guerra mundial e sem o apoio da URSS Os dirigentes Iugoslavos perderam a orientação, romperam com o marxismo-leninismo e cometendo erros após outros acabaram “por se encontrar fora da frente única socialista”. Está fora de dúvida, afirma o camarada Togliatti, que existem no Partido Comunista Iugoslavo quadros combativos que não se deixam arrastar para o caminho da traição ao socialismo, o caminho da traição aos interesses dos povos da Iugoslávia”.


Somos Gratos ao Comitê Central do Partido Comunista (b) da URSS


Os organismos do Partido Operário (comunista) Búlgaro, após tomarem conhecimento da decisão do Comitê Central que aprovou a Resolução do Bureau, submeteram o mesmo documento a ampla discussão em todo o país, exprimindo a sua profunda convicção de que as forças sãs do Partido Comunista Iugoslavo saberão com êxito vencer a crise criada no mesmo Partido pelos erros dos seus atuais dirigentes.


A organização do Partido da cidade de Smolian, em sessão ampliada, votou uma resolução da qual colhemos o seguinte:


“Exprimimos nossa profunda gratidão ao Comitê Central do Partido Comunista (b) da URSS e a seu grande dirigente, o camarada Stalin, que velam firmemente para salvaguardar a frente única das democracias populares, que se colocam sempre em vigilância contra todo e qualquer abandono do marxismo-leninismo e indicam pelos seus sábios conselhos o caminho justo que conduz ao socialismo”.


As decisões dos organismos de base do Partido Operário Búlgaro e das organizações da Frente Patriótica mostram que o povo búlgaro, que aspira estreitar os laços fraternais com os povos da Iugoslávia, condena resolutamente a política nacionalista dos dirigentes do P.C.I. Essa é a maneira com que Dimitrov responde às calúnias dos atuais dirigentes Iugoslavos, contra a classe operária e o povo búlgaro.


O Apoio do Partido Comunista Britânico


O Partido Comunista Britânico, por decisão unânime, aprovou a Resolução de Bucareste. E diz ainda:


“O comitê central do nosso Partido está convencido de que os membros de base do Partido Comunista Iugoslavo retificarão os erros de sua direção e responderão á Resolução dos Partidos Comunistas irmãos fazendo todas as modificações necessárias a fim de aplicar os princípios do marxismo-leninismo na política e na ação prática do Partido Comunista Iugoslavo”.


O Apoio de Markos e de Seu Partido


Em meio aos rudes combates pela independência da Grécia contra a ofensiva dos quislings de Atenas dirigidos por oficiais americanos, o comandante do Exército de Libertação da Grécia, Markos Vafiades, falou em nome de seu Partido, o Partido Comunista Grego, aprovando a Resolução do Bureau de Informação. Na nota transmitida pela estação transmissora da Libertação Grega, o Partido Comunista Grego condena a tentativa de líderes comunistas Iugoslavos de “alterar o equilíbrio balcânico mediante a proposta de um bloco balcânico da Iugoslávia, Bulgária e Albânia.


Os comunistas da Grécia tão duramente atacados pelos imperialistas americanos aos quais [não] fazem concessões nem procuram agradar, como fazem os dirigentes Iugoslavos, compreenderam muito bem que o “bloco balcânico” não seria senão uma manobra diversionista dos dirigentes iugoslavos para enfraquecer a frente democrática.


A Palavra do Partido Comunista da China


Em uma transmissão em chinês, o rádio das Áreas Libertadas em Shensi setentrional informou que o Comitê Central do Partido Comunista da China havia aprovado uma resolução condenando Tito por abandonar o caminho do marxismo-leninismo, por haver tomado uma posição antissoviética e demonstrado uma atitude constantemente hostil para o comunismo internacional.


Qualificando as atitudes de Tito, como “equívocas”, o Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista chinês considerou que “Tito havia se precipitado ao fosso dos partidos do nacionalismo capitalista”. Declarou que as divergências de Tito com o Bureau de Informação haviam causado “regozijo entre os inimigos dos povos”. Em resolução do mesmo Partido, aprovada em 10 de julho, os líderes comunistas Iugoslavos são acusados de não estabelecer a diferença ideológica que existe entre os estados socialistas e capitalistas, de não assinalar qual o verdadeiro papel do Partido e do proletariado na luta de classes e de recusar as críticas do Partido Comunista (bolchevique) da URSS e dos outros Partidos irmãos.


A realização desta reunião — diz a resolução — bem como a aprovação da Resolução do Bureau de Informação, é um dever a ser cumprido por todos os comunistas a fim de salvaguardar os princípios do marxismo-leninismo e o passado revolucionário da classe operária mundial e dos povos do mundo inteiro.


“É também um dever de todos os comunistas defenderem a tarefa pacifica e democrática do mundo e impedir que os Iugoslavos sejam enganados e que se convertam em vítimas do imperialismo norte-americano. Ao insistir junto aos comunistas Iugoslavos para que “corrijam os erros do grupo de Tito, do Bureau afirma que era inevitável aos oportunistas ficarem deslizando entre os revolucionários proletários em meio da luta de classes. Pedindo uma melhor educação teórica a base do marxismo-leninismo na China, a resolução acentua:


O Comitê Central do Partido Comunista da China resolve que todos os organismos do Partido estudem conscienciosamente a Resolução do Bureau de Informação sobre a situação no Partido Comunista Iugoslavo, a fim de fortalecer o conhecimento teórico sobre o papel das classes, do Partido e do internacionalismo proletário e da autocrítica.


O Apoio do Partido Socialista Popular de Cuba


Em sua declaração de apoio à Resolução do Bureau de Informação, o Partido Socialista Popular, de Cuba, diz o seguinte:


“O verdadeiro patriotismo, a defesa da independência e da integridade nacional, a luta por uma economia própria e livre, só se encontram entre as fileiras do internacionalismo proletário, nos partidos que sustentam a doutrina revolucionária do marxismo. Os Partidos marxistas sustentam o princípio da crítica e da autocrítica como o meio de descobrir suas debilidades, de corrigir seus erros e de educar seus militantes e as massas trabalhadoras. A crítica e autocrítica dentro dos partidos marxistas atinge a todos por igual por mais altos que sejam seus cargos e por maiores que sejam os seus merecimentos”.


A Aprovação do Partido Comunista Argentino


Extraímos do texto da resolução de apoio do PC Argentino à Resolução de Bucareste estas palavras:


“Estes fatos provam que no período de transição do regime democrático popular ao socialismo não é um caminho fácil, que o imperialismo inimigo dos povos utiliza todas as possibilidades de infiltração e desagregação no partido do proletariado e que ele pode alcançar êxitos momentâneos quando se esquece a vigilância de classe e se menospreza a suprema tarefa de assegurar, em todas as circunstâncias, a função do Partido como dirigente da classe operária e do povo”.


Fala Prestes em Nome do Seu Partido


A posição dos comunistas brasileiros não foi diferente. A imprensa popular divulgou a Resolução de Bucareste que foi publicada, na íntegra, na “Folha do Povo”. “A Classe Operária” em editorial indicou a importância do documento, chamando a atenção de todos os comunistas, de todos os democratas e patriotas para a significação ideológica e política da Resolução. Em artigos escritos por dirigentes comunistas, em notícias sobre a solidariedade dos Partidos irmãos em torno da Resolução, podemos sentir bem qual foi a repercussão do fato e do novo caminho aberto para a discussão e os mais profundos ensinamentos acerca dos problemas suscitados pelo aparecimento das democracias populares e pelo desenvolvimento da luta contra o imperialismo e pelo fortalecimento e unidade da frente única socialista.


O mais importante na repercussão do grande documento em nosso país foi o artigo do camarada Prestes, publicado na “A Classe Operária”. “Uma grande lição e uma séria advertência. Nesse artigo Prestes ensina:


“Para os comunistas brasileiros é particularmente útil o cuidadoso estudo da Resolução de Bucareste. O baixo nível teórico e ideológico de nosso Partido, em grande parte decorrente do próprio atraso político de nosso proletariado e de sua formação ainda recente, com forte influência de ideologias estranhas ao proletariado, nos mostra que não estamos isentos de incorrer em falhas tão graves, e nos pode até mesmo levar a erros tão sérios quanto os de agora cometidos pelos dirigentes Iugoslavos.”


E adiante, Prestes adverte:


“... é claro que não estamos imunes contra os mesmos erros cometidos pelo Partido Comunista da Iugoslávia, e devemos, por isso, tomar c exemplo Iugoslavo como advertência capaz de proteger-nos de idênticos perigos. Para tanto, precisamos fazer esforços cada vez maiores para elevar o nível teórico e ideológico de todo o Partido, aproveitando principalmente dessa grande lição prática da ciência social do marxismo-leninismo-stalinismo, que constitui a Resolução da Conferência de Bucareste”.


Várias e importantes iniciativas foram feitas no sentido de uma mais ampla divulgação do documento como a da publicação de um folheto contendo a Resolução e o artigo de Prestes. Os dirigentes comunistas nacionais em artigos que passaram a ser publicados na “A Classe Operária” analisam, ponto por ponto, a Resolução de Bucareste ligando-os aos problemas brasileiros e continuando ao mesmo tempo a debater o problema da crítica e autocrítica levantado por Prestes em seu estudo “Como enfrentar os problemas da Revolução Agrária e Anti-imperialista”.


“A Classe Operária” iniciou uma seção “A Declaração do Bureau de Informação em Debate”, seção de perguntas e respostas que vem despertando grande interesse na discussão do documento e para uma mais viva compreensão dos sérios objetivos da Resolução. E é assim que em nosso país se processa uma virada em todo o campo da educação política e ideológica dos comunistas para o fortalecimento da luta democrática, pela independência nacional, pela vitória do povo contra a reação e sua ditadura, pela organização e o fortalecimento da frente democrática a fim de solucionar os prementes problemas da Revolução Brasileira, a Revolução Agrária e Anti-imperialista.


Publicado na Problemas - Revista Mensal de Cultura Política nº 12 - Julho de 1948.

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