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"Expulsão da Iugoslávia do Kominform e um exemplo do Internacionalismo Proletário"



Entre outros vigorosos ensinamentos colhidos da histórica resolução do Bureau de Informação sobre a situação do PC da Iugoslávia destaca-se a do profundo sentimento de apoio de todos os Partidos irmãos do mundo inteiro àquela resolução, demonstrando assim a força fraternal do internacionalismo proletário e a unidade do movimento comunista à base dos princípios do marxismo-Ieninismo-stalinismo.


A resolução de Bucareste passou a ser discutida no mundo inteiro, por milhões de comunistas e veio servir não somente para o reforçamento dos laços fraternais de todos os partidos comunistas como também para fortalecer a luta pela democracia e pela paz, pela independência das nações e pelo progresso.


Viu-se, pois, que a atual direção do PC da Iugoslávia ficou isolada na sua presunção e na sua traição aos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo. Abandonando o seio da grande família dos Partidos Comunistas, os dirigentes Iugoslavos nada mais fizeram do que servir à causa dos imperialistas, trair os interesses, do povo Iugoslavo e pôr em perigo a independência de seu país.


A repercussão do importante documento e os seus ensinamentos vieram demonstrar, mais uma vez, o quanto foi necessário a formação do Bureau de Informação e o quanto vem confirmar estas palavras de Zhdanov no seu informe à primeira reunião dos Nove Partidos Comunistas na Polônia:


“Alguns companheiros acreditaram que a dissolução do Komintern significava a liquidação de todas as ligações e de qualquer contacto entre os Partidos Comunistas irmãos. Entretanto, a experiência demonstrou que um tal isolamento dos Partidos Comunistas não é justo, é nocivo e substancialmente falso. O movimento comunista desenvolve-se no quadro nacional, mas ao mesmo tempo há tarefas e interesses comuns aos Partidos Comunistas dos diversos países. Temos frente a nós, um quadro bem estranho: os socialistas que cospem veneno para demonstrar que o Komintern dirigiu diretivas de Moscou aos comunistas de todos os países, reconstituíram a sua Internacional, enquanto que os comunistas se abstêm até de encontrar-se e, ainda, de consultar-se reciprocamente sobre questão que lhes interessa, por temor da calúnia dos inimigos a respeito da “mão de Moscou”. Os representantes das diversas atividades — os cientistas, os cooperadores, os militantes sindicais, os jovens, os estudantes — acham possível manter entre si contatos internacionais, trocar as suas experiências e consultar-se sobre questões concernentes ao seu trabalho, organizar conferências e reuniões internacionais, e os comunistas, mesmo os de países que têm relações de aliança, se sentem impedidos de estabelecer entre si relações de amizade. Não há dúvida que uma tal situação, se se prolongasse, estaria prenhe de consequências muito nocivas para o desenvolvimento do trabalho dos partidos irmãos. Esta exigência de consultar-se e de coordenar voluntariamente a ação dos diversos partidos amadureceu sobretudo agora, quando o continuar neste isolamento poderia conduzir a um enfraquecimento da compreensão recíproca e muitas vezes, também, a sérios erros”.


Por estas razões foi organizado o Bureau de Informação cujas tarefas em defesa da unidade do movimento operário, do fortalecimento dos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo e da independência” das nações crescem dia a dia de importância, empunhando a gloriosa e invencível bandeira do internacionalismo proletário, a bandeira da paz e do progresso. Contra isso foi que os dirigentes do PC Iugoslavo tomaram posição, traindo, evidentemente, a causa do proletariado mundial e os interesses da Iugoslávia, precisamente quando se verificaram erros e desvios por parte da direção do mesmo Partido que antes concordara em participar do Bureau de Informação e seguir voluntariamente os princípios a que se referia Zhdanov. O dever do Bureau em nome dos Partidos irmãos foi o de fraternalmente criticar esses desvios e erros, a fim de fortalecer a posição do PC Iugoslavo na luta pela consolidação do regime democrático popular e da independência da Iugoslávia.


No entanto, não compreenderam assim os dirigentes Iugoslavos e violaram “os princípios que regem a vida normal dos Partidos Comunistas” não aceitando as críticas fraternais como também violaram as bases em que foi formado o Bureau de Informação, recusando a discutir com os Partidos irmãos a situação criada no PC Iugoslavo. Opuseram-se aos princípios do marxismo-leninismo-stalinismo e assumiram, arrogantemente, uma posição estúpida contra a URSS, tentando negar a liderança da grande nação soviética na luta pela paz e pela independência das nações e se atreveram a desafiar a grande família dos Partidos Comunistas.


A resposta a essa arrogância e a essa traição por parte dos Partidos irmãos foi esmagadora. A solidariedade unânime à