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Cuba resiste ao bloqueio imperialista como um exemplo para a saúde do seu povo



Em meio a pandemia do novo coronavírus que assola o mundo, Cuba mais uma vez se destaca pelo seu sistema de saúde e seu sistema econômico e político em comparação aos demais países da América Latina. Além de ter controlado a situação com êxito desde os primeiros momentos em 2020, tendo chegado aqui com pouco mais de 60 mil casos de pessoas contaminadas e somente 370 mortes ao todo (número abaixo do que foi registrado em um único dia na capital de São Paulo, por exemplo), o país caribenho agora demonstra também sua capacidade na área da saúde.


A República de Cuba e seus pesquisadores e cientistas avançam na produção de quatro vacinas contra a Covid-19. A Soberana 01, Soberana 02, Abdala (CIGB-66) e Mambisa são as vacinas em processo de desenvolvimento atualmente, com duas delas (Soberana 02 e Abdala já passando para a fase III dos testes clínicos em humanos no último mês).


Como aponta uma matéria no site NOVACULTURA.info, “Cuba tem um polo científico desenvolvido, uma poderosa divisão de biotecnologia e seus próprios laboratórios, onde produz quase todas as vacinas que necessita e medicamentos de ponta. (…) Cuba desponta, assim, como uma possibilidade de os países assolados e subjugados pelo capitalismo mundial terem acesso a uma vacina eficaz em meio a uma desigual disponibilidade de imunizantes, decorrente da monopolização por parte dos países imperialistas”.


Assim, em um cenário desolador para o continente americano conforme indicada a Organização Panamericana de Saúde (OPS), cujos países, no ano passado, registraram mais de 35 milhões de pessoas infectadas pela doença e cerca de 850 mil mortes, representando quase metade do número de casos e óbitos de todo o planeta, Cuba se destaca graças ao seu sistema socialista e seu foco na saúde do seu povo.


E os méritos de Cuba no campo da saúde são ainda mais impressionantes ao considerarmos que os êxitos e vitórias conquistadas se dão em meio ao cruel e criminoso bloqueio dos Estados Unidos que se estende desde a vitória dos revolucionários em 1959 e que se agravou cada vez mais nos últimos anos, durante a administração de Donald Trump.


Em 2020, o relatório anual de Cuba para as Nações Unidas sobre os efeitos do bloqueio, apresentado pelo Chanceler cubano Bruno Rodríguez, registra que os Estados Unidos intensificaram de “maneira extrema” o bloqueio contra a Ilha, superando pela primeira vez na história um prejuízo de mais de 5 bilhões de dólares em um ano. As perdas de abril de 2019 a março de 2020 conferem, na área da saúde, na ordem de 160 milhões de dólares; os efeitos no setor da educação são estimados em 21 milhões de dólares; e na alimentação e agricultura os danos são contados em mais de 428 milhões de dólares. Rodríguez afirmou na ocasião que “os danos acumulados durante quase seis décadas alcançam, calculados em preços atuais, a cifra descomunal de 144 bilhões de dólares, o que para uma economia pequena como a de Cuba é uma carga verdadeiramente opressora”.


A série de sanções, chantagens e ameaças impostas pela política estadunidense contra o povo cubano, faz com que o sistema de saúde do país sofra graves consequências, como por exemplo, a aquisição de medicamentos, matérias primas, equipamentos e outros insumos para o setor farmacêutico. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ameaça de sanções econômicas qualquer fornecedor que pretenda fazer negócios com o governo de Cuba, para impedir o fornecimento de produtos essenciais para o funcionamento de qualquer sistema de saúde.


São inúmeros os casos nos quais Cuba não consegue ter acesso a equipamentos médicos, instrumentos cirúrgicos, reagentes químicos para pesquisa, medicamentos para tratamento de doenças graves como câncer, devido as ameaças dos Estados Unidos aos grandes fornecedores mundiais.


Mas graças ao investimento em ciência e tecnologia, Cuba consegue superar a sabotagem do imperialismo ianque na área da saúde.


Nos últimos cinco anos, a indústria cubana introduziu no mercado 62 medicamentos, 11 antibióticos, quatro citostáticos para tratamento de câncer, quatro medicamentos para tratamento de dor e 2 antirretrovirais para tratamento de AIDS, entre outros; tanto para uso hospitalar quanto para comercialização (a preços subsidiados) em farmácias. Em 2020, em Cuba, haviam 101 produtos biofarmacêuticos em diferentes fases de investigação e desenvolvimento, o que representa o impressionante número de 1% do total de medicamentos em pesquisa em todo o mundo.


Assim, mesmo diante dessas circunstâncias bastante difíceis, Cuba consegue superar as limitações impostas e se firma como um país que investe tudo que é necessário para o bem estar do seu povo.


E o bloqueio também não pode impedir a solidariedade internacionalista que caracteriza o povo cubano. Desde março de 2020, na primeira onda da pandemia, foram mais de 3 mil trabalhadores cubanos, organizados em 53 brigadas médicas, a contribuir para o enfrentamento do novo coronavírus em 39 países e territórios. Assim, se somaram aos mais de 28 mil profissionais da saúde cubanos que já cumpriam o seu serviço humanitário (como ocorreu no Brasil há alguns anos) por todos os cantos do planeta.


Em um momento no qual o povo brasileiro é jogado a morte no país que se tornou o epicentro da pandemia graças à atuação deliberada dos nossos governantes, o exemplo de Cuba e o caminho revolucionário que seu povo seguiu, é uma arma em nossa justa luta por um Sistema de Saúde que seja, de fato, único, público e decente!


TEXTO PUBLICADO NA EDIÇÃO #01 DO JORNAL RUMOS DA LUTA



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