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"Tirem as mãos da Síria! Não à guerra contra o Irã!"



A Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS), Comissão 4 pela Paz Justa, condena os recentes bombardeios aéreos feitos pelos militares estadunidenses contra a Síria, dirigidos pelo presidente Joe Biden. Convocamos todas as forças anti-imperialistas e democráticas do mundo a prestarem solidariedade ao povo da Síria contra a persistente agressão bancada pelos Estados Unidos - que incluía militares dos Estados Unidos e da Turquia, assim como seus colaboradores reacionários.


O ataque ocorreu em 25 de fevereiro de 2021, quase cinco semanas antes de o regime de Trump ordenar seus primeiros bombardeios aéreos contra a Síria. O Pentágono caracterizou o ataque como uma medida defensiva que “busca desescalar as tensões no leste da Síria e no Iraque”. O Pentágono ainda buscou afirmar que a suposta tentativa de “desescalar” foi feita em resposta ao lançamento de foguetes contra o Iraque, feito por milícias apoiadas pelo Irã. A afirmação não é diferente daquela feita durante o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por Trump, no início de 2020, enquanto aquele se encontrava em uma base militar iraquiana. Está claro, portanto, que Biden acenou que seu governo continuará com a mesma política de agressão contra o Irã, seguida por todos os seus antecessores democratas e republicanos, utilizando mais uma vez ataques diretos contra os povos da Síria e do Iraque enquanto estratégia de dominação militar.


Conforme escreveu recentemente o Movimento de Resistência à Guerra dirigida pelos Estados Unidos em sua declaração, “ao invés de aderir ao clamor das dezenas de milhares de pessoas que tomaram as ruas no Iraque e no mundo durante o ano passado, reivindicando ‘Fora, ianques!’, Biden está intransigentemente jogando por terra todas as chances por uma verdadeira paz na região. Isso não é uma surpresa, dado que Biden e os membros de seus ministérios, a dizer, o Secretário de Estado ianque Antony Blinken e o Secretário de Defesa Lloyd Austin III, levaram a cabo a quase idêntica estratégia democrata e republicana de intensificar as sanções e ameaças de guerra.”


O bombardeio aéreo marca o primeiro ataque militar conhecidamente realizado por Biden, que, quase imediatamente após assumir seu mandato, declarou o fim do apoio dos Estados Unidos à guerra no Iêmen. Ao invés de dar sobrevida às suas falsas declarações de presidente pacifista, estes ataques mostram que a declaração de janeiro sobre o Iêmen foi mera tentativa de enganar as centenas de milhares de pessoas que foram às ruas a nível mundial para pedir o fim desta brutal guerra de extermínio contra o povo iemenita.


Os Estados Unidos mantiveram seu longo apoio à guerra no Iêmen pelas mesmas razões que mantiveram suas políticas de sanções, bombardeios aéreos e guerra civil contra a Síria: intensificar sua supremacia militar e influência política regional, particularmente contra o Irã. A Comissão 4 da ILPS, em sua declaração de janeiro intitulada “Não à guerra contra o Iêmen”, escreveu: “O conflito no Iêmen se mostrou mais uma vez como uma guerra mantida pelos ‘rebeldes hutis’. A verdade é que a Arábia Saudita invadiu brutalmente o Iêmen e recebeu apoio em termos de inteligência, combustíveis e militares por parte dos Estados Unidos, Israel e outros aliados, incluindo a OTAN e outros Estados reacionários como a Turquia.”


Enquanto Comissão de uma aliança anti-imperialista global que se organiza contra todas as guerras de agressão, a Comissão 4 da ILPS enfatiza seriamente que os recentes bombardeios aéreos contra a Síria estão intrinsecamente ligados aos ataques estratégicos dos Estados Unidos contra os povos da Ásia Ocidental e do norte da África, e dentre estes, o apoio à guerra contra o Iêmen, à ocupação sionista na Palestina, à ocupação marroquina no Saara Ocidental, aos persistentes ataques de drones contra a Somália, Iraque, Afeganistão e Paquistão, e ao constante armamento militar de Estados fantoches fascistas como Arábia Saudita, Egito e Turquia. Convocamos todos aqueles que aspiram a uma paz justa e duradoura para que se coloquem contra estes atos de agressão por parte das principais potências imperialistas atuais. Com o crescimento da reação, do fascismo e da agressão imperialista em muitas frentes, os povos do mundo devem compartilhar informações, se organizar e se mobilizar em uma ação unificada, como um só movimento.


Tirem as mãos da Síria!


Não à guerra contra o Irã!


Fora Estados Unidos da Ásia Ocidental e do norte da África!


Resistir à guerra de agressão!


Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS)

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