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Prorrogação da ocupação militar no MS, ataques a camponeses e povos originários em RO e PI



Longe dos holofotes das grandes corporações midiáticas, o início de 2021 tem sido marcado pela continuidade da política de morte do Velho Estado brasileiro em relação aos povos originários e camponeses, com a prorrogação da ocupação militar das áreas Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul e denúncias de despejos e ataques em Rondônia e Piauí.


No Mato Grosso do Sul, o governo Bolsonaro - através de seu Ministro da Justiça, André Mendonça - prorrogou, no dia 14 de janeiro do presente ano, a permanência da Força Nacional de Segurança Pública em Dourados e Caarapó por mais 45 dias. Conforme publicado no Diário Oficial, a prorrogação se fundamenta na necessidade de “policiamento ostensivo para prevenção de conflitos agrários por questões fundiárias”. Em Caarapó, os militares se fixaram ainda em 2016, autorizados pelo então Ministro da Justiça Alexandre de Morais, no auge dos conflitos por terra envolvendo o território Guarani-Kaiowá. Já em Dourados, a presença de militares foi autorizada no início de 2020, pelo ex-ministro Sergio Moro, e a primeira atividade realizada na época pela Força Nacional consistiu numa “missão de incursão”, onde abriu-se fogo direto contra os indígenas da região com apoio do poder fundiário local - representado pelo Sindicato Rural, Federação de Agricultura e Pec