"Obituário de Georgi Dimitrov"


Georgi Mikhailovitch Dimitrov nasceu em 18 de junho de 1882 na cidade de Radomir, e é de uma família de proletários revolucionários. Quando ele tinha apenas 15 anos de idade, o jovem Dimitrov que trabalhava como tipógrafo em uma gráfica, juntou-se ao movimento revolucionário e engajou-se no trabalho do sindicato mais antigo de tipógrafos.

Em 1902, Dimitrov ingressa no Partido Social-democrata dos Trabalhadores Búlgaros. Ele combateu ativamente o revisionismo ao lado da ala de Tesnyaki, liderada por Dimitri Blagoyev.

A abnegada luta revolucionária de Dimitrov fez com que este ganhasse simpatia dos trabalhadores revolucionários da Bulgária, então que, em 1905, elegeram-no secretário da Aliança das Associações Comerciais Revolucionárias da Bulgária. Naquele posto, ele permaneceu até 1923, quando aquela aliança foi dissolvida pelos fascistas.

Enquanto dirigente das lutas do proletariado búlgaro, Dimitrov demonstrou coragem e firmeza nestas, foi repetida vezes perseguido e preso. No levante armado de setembro de 1923 na Bulgária, ele encabeçava o Comitê Revolucionário Central, um verdadeiro exemplo de coragem revolucionária, com uma firmeza inabalável e uma devoção sem igual à causa da classe operária. Devido a sua liderança no levante armado de 1923, o tribunal fascista condenou Dimitrov, mesmo ausente, à morte. Em 1926, após o julgamento provocativo, projetado pelos fascistas, contra a direção do Partido Comunista, Dimitrov foi novamente condenado à morte em sua ausência.

Forçado, em 1923, a emigrar da Bulgária, Dimitrov levou a vida de um revolucionário profissional. Ele trabalho ativamente no Comitê Executivo da Internacional Comunista.

Em 1933, ele foi preso em Berlin por atividade revolucionária. Durante o Julgamento de Leipzig, Dimitrov tornou-se o porta-bandeira da luta contra a guerra imperialista e o fascismo. Sua conduta heroica no tribunal, as palavras de ira que atirou na face dos fascistas, expondo a provocação infame destes em conexão com o incêndio do Reichstag, desmascarou os provocadores fascistas e despertou novos milhões de trabalhadores em todo o mundo para a luta contra o fascismo.

Em 1935, Dimitrov foi eleito Secretário Geral do Comitê Executivo da Internacional Comunista. Ele levou a cabo uma persistente luta pela criação e consolidação de um proletariado unido e das frentes populares para a luta contra o fascismo, e contra a guerra que os governos fascistas da Alemanha, Itália e Japão estavam preparando. Ele chamou incansavelmente as massas trabalhadoras de todos os países para reunirem-se em torno dos partidos comunistas a fim de bloquear o caminho dos agressores fascistas.

Dimitrov fez um grande trabalho nas fileiras do movimento comunista internacional no que se refere a formação de quadros dirigentes dos Partidos Comunistas leais aos grandes ensinamentos do Marxismo-Leninismo, aos princípios do internacionalismo proletário, à causa da defesa dos interesses das massas populares em seus respectivos países.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Georgi Dimitrov chamou aos comunistas para encabeçar o movimento antifascista de libertação nacional, e incansavelmente trabalhou na organização de todas as forças patrióticas para derrotar os invasores fascistas. Ele liderou a luta do Partido do Trabalho Búlgaro (Comunistas) e de todos os patriotas búlgaros que se levantassem em armas contra os invasores fascistas da Alemanha.

Pelos seus excelentes serviços prestados para a luta contra o fascismo ele foi, em 1945, condecorado com a Ordem de Lenin pelo Presidium do Soviete Supremo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Após a morte do fascismo na Alemanha, Georgi Mikhailovitch Dimitrov liderou a construção da nova República Popular Democrática da Bulgária e lançou as bases para a amizade eterna entre o povo búlgaro e os povos da União Soviética. Trabalhando infatigavelmente pela consolidação de um campo anti-imperialista unido e pela mobilização de todas as forças democráticas, Georgi Mikhailovitch Dimitrov, de maneira impiedosa, expôs a traição à causa do socialismo e da frente anti-imperialista unida pela camarilha nacionalista de Tito.

Sobre a pessoa de Dimitrov, os povos trabalhadores de todo o mundo perderam um ardente combatente, do qual deu toda a sua heroica vida ao supremo serviço da causa do proletariado, da causa do comunismo. A morte de Dimitrov foi uma grande perda para a classe trabalhadora internacional e para o movimento comunista, e para todos os combatentes da paz e da democracia popular. Pela sua abnegada luta dentro das fileiras do movimento operário, pela sua ilimitada devoção aos grandes ensinamentos de Lenin e Stalin, Dimitrov ganhou o apreço das massas trabalhadoras de todo o mundo.

A vida de Dimitrov, fiel camarada de guerra de Lenin e Stalin, revolucionário convicto e bastião da luta antifascista, servirá de exemplo inspirador para todos os combatentes da causa da paz e da democracia, e do comunismo.

Adeus, nosso querido amigo e camarada de guerra!

Assinado:

Andreyev, Beria, Bulganin, Voroshilov, Kaganovitch, Kosygin, Malenkov, Mikoyan, Molotov, Ponomarenko, Popov, Pospelov, Stalin, Suslov, Khrushchev, Shvernik, Shkiryatov.

(Julho de 1949)

Traduzido por I.G.D.

NOVACULTURA.info

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