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A ascensão de López Obrador no México


Antes entrar no assunto das eleições de 1 ° de junho se faz necessário um breve resumo da condição política do México nos últimos anos. “O bom serviçal dos Estados Unidos Enrique Peña Nieto continua dilacerando o povo e o país. Peña Nieto privatizou os campos de petróleo, as minas e os bancos. Durante o seu mandato colaborou com os militares, paramilitares e policiais dizimando os levantes populares contra o seu governo. O massacre dos estudantes em Iguala no ano de 2014 assombrou o mundo, além disso, perseguiu professores, jornalistas, mulheres, indígenas e camponeses. Não contente Peña Nieto permitiu que traficantes de drogas, banqueiros e empresários lavassem bilhões de dólares em contas no exterior para sonegar impostos. A frase de Porfírio Díaz se faz mais atual do que nunca “México, tão longe de deus e tão perto dos EUA”. [1]

A retrograda elite mexicana alinhada aos interesses estadunidenses, ceifaram nas ultimas décadas as candidaturas de centro-esquerda e esquerda por meio de uma quantidade infindável de fraudes. Em 1988 colocaram de forma ilegítima Carlos Salinas de Gortari no posto de presidente. Em 2006 e 2012 o prejudicado foi Andrés Manuel López Obrador, eleito agora.

Enrique Calderón (PAN) e de Enrique Peña Nieto (PRI) eleitos de forma controversa em 2006 e 2012 respectivamente contribuíram para o acúmulo de insatisfações do povo oprimido. Ambos acirraram a repressão contra os setores democráticos e populares tanto no campo como na cidade, aprovaram reformas trabalhistas que vem assolando o povo, lançaram a fictícia guerra ao narcotráfico – matança de periféricos. Sabemos que os âmbitos locais, estaduais e federais possuem o narcotráfico como importante parceiro, nada muito diferente da Colômbia e do Brasil. A submissão ao capital estrangeiro e ao imperialismo norte-americano, principalmente no que se refere à questã