EUA e Arábia Saudita firmam mega-acordo de 350 bilhões de dólares


É uma notícia que não deve surpreender ninguém: os preços das ações das principais indústrias bélicas (no original: contratistas de defensa) dispararam nessa última segunda-feira (22), depois que Donald Trump firmou o maior contrato de venda de armas da história dos Estados Unidos com a Arábia Saudita no último final de semana.


O acordo, saudado pela Casa Branca como uma “expansão significativa de ... relação de segurança” entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, vale 350 bilhões de dólares pelos próximos dez anos. No entanto, 110 bilhões serão pagos imediatamente.


Como acontece com a Ásia Oriental, onde o governo dos Estados Unidos cita o programa de armas nucleares da Coréia do Norte como justificativa para o incremento militar na região, Washington DC afirma que a “ameaça iraniana” e as contínuas hostilidades no Oriente Médio são as razões que estão por trás deste acordo sem precedentes.


“Este pacote de equipamentos e serviços militares sustenta, a longo prazo, a segurança da Arábia Saudita e da região do Golfo por conta das ameaças iranianas”, pronunciou a Casa Branca em um comunicado, “assim como para reforçar a capacidade do reino em auxiliar no combate ao terrorismo em toda a região, reduzindo a carga sobre o exército norte-americano e para levar a cabo essas operações”.


A notícia do acordo, sem dúvida reforçou o valor de mercado e os preços das empresas do complexo industrial-militar. Segundo a CNBC: “Pouco depois da abertura dos mercados, Lockheed Martin subiu cerca de 2%, Raytheon 1,4%, Northrop Grumman subiu 1% e General Dynamics, aproximadamente 0,5%. As ações dessa quatro empresas atingiram níveis recordes.


No entanto, o setor de defesa não foi o único beneficiado pela viagem do presidente estadunidense à Arábia Saudita. Enquanto presidente e a sua família, estavam literalmente sobre o tapete vermelho no fim de semana, foi noticiado que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos doaram o equivalente à 100 milhões de dólares ao fundo do Banco Mundial, ideia original da filha de Trump, Ivanka.


Também vale a pena ressaltar que, após o governo Trump ter realizado ataques aéreos contra a Síria, após um ataque químico no país em abril, as ações das empresas do complexo industrial-militar também dispararam.


Do Odio de Clase

Traduzido por F. Fernandes

NOVACULTURA.info

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