RPDC: "China deve se abster das suas imprudentes declarações"


Kim Chol publicou no dia 3 o comentário intitulado “China deve se abster das suas imprudentes declarações que derrubam o pilar das relações bilaterais”.


Talvez por temerem a ameaça e a chantagem e os rumores de guerra dos EUA estes dias se escutam continuadamente nos grandes países vizinhos as palavras irracionais e indiscretas levando à etapa mais tensa a cada dia e agravando a situação da Península Coreana, afirma e comentarista e segue:


Os jornais Renmin Ribao e Huan Qiu Shibao, reconhecidos como publicações que representam a posição oficial do partido e governo da China, divulgaram recentemente vários comentários que insistem em que a possessão de armas nucleares por parte da República Popular Democrática da Coreia é uma ameaça aos interesses estatais do seu país, imputam a esta a responsabilidade da piora das relações entre os dois países e ignoram os vis atos da China que dança conforme a música que toca os EUA.


Os comentários dizem que a RPDC “ameaça a segurança do Nordeste Asiático” realizando o teste nuclear a menos de 100km da fronteira com a China, afeta a situação regional e “oferece aos EUA o pretexto para o fortalecimento da disposição estratégica” sobre a região, e acrescentam que a oposição à possessão de armas nucleares da RPDC devém os interesses comuns dos Estados Unidos e China e faz falta recrudescer a sanção sobre a RPDC para evitar a guerra que poderá em perigo seu país.


E no vacilam em soltar até disparates de que o controle das relações RPDC-China está nas mãos do segundo e que se o primeiro não deseja uma confrontação militar, deve escolher um entre os seguintes pontos: “o isolamento de longo prazo ou o outro caminho para a segurança estatal”, e “a amizade com a China ou a renúncia nuclear”.


Isto é uma grave violação aos direitos independentes e legítimos, à dignidade e os máximos interesses da RPDC e uma aberta ameaça sobre o virtuoso país vizinho com longa história e tradição de amizade.


Na China fala dos “danos das três províncias no Nordeste pelo teste nuclear”, o que demonstra as más intenções deste país que não deseja o melhoramento das armas nucleares da RPDC.


Quanto ao “prejuízo dos interesses estatais”, de que se ouve falar dos políticos e publicações chinesas, não é a China, mas a RPDC o país que sofre repetidamente devido a conduta infiel e traidora da outra parte.


Alguns chineses insistem em que a possessão de armas nucleares da RPDC agrava a situação do Nordeste Asiático e oferece aos EUA o pretexto para fortalecer sua disposição estratégica sobre a região. Contudo, a estratégia estadunidense de domínio sobre a região da Ásia-Pacífico se iniciou já antes da RPDC contar com armas nucleares, tomando como alvo principal a China.


Devidamente, a China merece expressar agradecimento à RPDC e reconhecer com sinceridade o fato desta ter contribuído para a defesa da paz e segurança do continente chinês frustrando a tentativa de agressão dos EUA mediante a árdua luta de mais de 70 anos na linha de frente da confrontação anti-ianque.



Alguns políticos estúpidos e homens de imprensa da China cometem disparates ao falar que as relações tradicionais de amizade Coreia-China convinham aos interesses de ambos países naquele tempo. Eles devem falar com a correta compreensão sobre a essência da história.


Dizem que se a RPDC não renunciar às armas nucleares, não vacilarão em exercer duras sanções econômicas e cometer até a intervenção militar, o que não passa de uma arrogante lógica chauvinista de grande potência, segundo a qual para os interesses da China devem ser sacrificados não somente os interesses estratégicos, mas também a dignidade e direito à existência da RPDC.


Ninguém pode mudar nem modificar a linha de possessão nuclear da RPDC indispensável para a existência e o desenvolvimento do Estado. E por mais preciosa que seja a amizade Coreia-China, a RPDC nunca a mendigará trocando-a com as armas nucleares consideradas como a vida.


A RPDC, convertida em potência nuclear, não tem a necessidade de rediscutir que são várias suas opções.


A China não deve tratar de examinar o limite da nossa paciência, mas tem que tomar a justa opção estratégica vendo como serenidade a realidade.



A China deve refletir sobre as consequências graves que serão produzidas por sua imprudência atual que derrubar o pilar das relações RPDC-China.

Da KCNA (Korean Central News Agency)


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NOVACULTURA.info

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