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História das Três Internacionais

"Fora FMI-Banco Mundial! Lutar contra a Pilhagem Imperialista!"

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  • há 2 horas
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A Liga Internacional das Lutas dos Povos (ILPS) se une às massas trabalhadoras do mundo que lutam contra a pilhagem imperialista do FMI e Banco Mundial contra seus próprios meios de subsistência. A ILPS conclama seus membros a assumir o chamado para acabar com o FMI-Banco Mundial em sua reunião anual em Bangkok, entre 12 e 18 de outubro deste ano.

 

Em outubro de 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Grupo Banco Mundial realizarão suas reuniões anuais em Bangkok, na Tailândia, de 12 a 18 de outubro. As instituições financeiras internacionais (IFIs) são as duas ferramentas imperialistas mais brutais do capital monopolista, tendo trazido misérias incalculáveis às massas, especialmente nas neocolônias. Com a Ásia e o Pacífico abrigando 60% da população mundial, a maioria vivendo em condições abjetas, o povo está enfurecido para confrontar essas instituições, exigindo seu fechamento. Estes são os próprios instrumentos letais responsáveis pela destruição de nossas estruturas políticas, econômicas e sociais que teriam possibilitado a libertação nacional e a democracia genuína para nossas nações, não apenas na Ásia e no Pacífico, mas em todo o mundo.

 

O FMI e o Banco Mundial foram criados em 1944, quase ao final da Segunda Guerra Mundial. Sua agenda era lucrar com a reconstrução da Europa, que havia sofrido uma destruição massiva durante a guerra. O objetivo do FMI era fornecer empréstimos de curto prazo para o balanço de pagamentos, enquanto o Banco Mundial (inicialmente conhecido como Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) deveria fornecer assistência para infraestrutura e desenvolvimento econômico. A filosofia fundacional dessas instituições financeiras internacionais era promover uma doutrina global de livre mercado, em oposição à ideologia socialista da então União Soviética.

 

Conforme a crise voltou a atingir o mundo capitalista nos anos 60, principalmente seu ente hegemônico, os Estados Unidos, o FMI e o Banco Mundial foram ajustados para melhor facilitar a crescente exploração das novas neocolônias em busca de superlucros. O sistema de Bretton Woods entrou em colapso em 1971, o que levou à remoção do ouro como lastro do dólar, e o FMI perdeu seu papel primário na manutenção de câmbios fixos. Enquanto isso, a crise do petróleo de 1973 levou à Comissão Conjunta Estados Unidos-Arábia Saudita para Cooperação Econômica, com base na qual o sistema do petrodólar surgiu. Em troca de receber segurança militar dos EUA, todo o petróleo da Arábia Saudita tinha de ser vendido em dólares americanos, o que também significava que, globalmente, os países precisavam constituir reservas em dólares americanos para poder comprar petróleo. Houve um fluxo massivo de petrodólares dos países exportadores de petróleo, levando à concessão de empréstimos a juros baixos no mercado aberto por bancos comerciais, e os países neocoloniais tomaram empréstimos livremente por diversas razões, incluindo desenvolvimento econômico, expansão militar e a demanda burguesa por bens de consumo de alto padrão.

 

Um repentino aumento nas taxas de juros promovido pelo Federal Reserve dos EUA levou ao súbito incremento dos juros sobre os empréstimos dos bancos comerciais. As neocolônias já cambaleavam com o aumento dos preços do petróleo, além da duplicação do serviço de sua dívida, e precisavam urgentemente de fundos para seu balanço de pagamentos, bem como para seus programas de desenvolvimento nacional.

 

Com o fluxo massivo de petrodólares dos países exportadores de petróleo, o FMI mudou seu curso, deixando de ser o monitor da fixação de câmbios para se tornar a principal instituição a oferecer empréstimos condicionados baseados em seus programas de ajuste estrutural (PAE).

 

O início do programa de empréstimos condicionados das instituições financeiras internacionais levou a décadas sucessivas de miséria e pauperização das massas nas neocolônias. Os PAEs foram usados pelo imperialismo estadunidense e seus aliados para forçar os países a aceitar o neoliberalismo, baseado na adoção de reformas estruturais em larga escala. As medidas de austeridade forçaram os governos a implementar desregulamentação, privatização, estabilização e liberalização comercial. Da década de 1980 até os dias atuais, houve ondas sucessivas de reformas políticas que resultaram em desemprego massivo, subemprego, informalização e flexibilização da classe trabalhadora. As comunidades sofreram com a falta de emprego, a inflação e a remoção brutal dos serviços sociais.

 

A desregulamentação significou a ausência de controle de preços sobre bens essenciais, incluindo aluguel de moradia, transporte, energia, educação e assistência médica, incluindo medicamentos. As instituições estatais continuam sendo privatizadas até hoje, com milhões de trabalhadores expulsos de seus empregos. Nos últimos anos, reformas previdenciárias também vêm sendo implementadas, com os Estados-nação se eximindo da responsabilidade de fornecer pensão a uma força de trabalho que foi o motor de sua produtividade e crescimento.

 

Em 1989, o Tesouro dos EUA, junto com o FMI e o Banco Mundial, introduziu o chamado “Consenso de Washington” de neoliberalismo desenfreado, que tornou obrigatórias as reformas estruturais para os programas de empréstimo do FMI-BM. Entre os pilares centrais do Consenso de Washington estavam a disciplina fiscal, reformas tributárias regressivas, proteção da propriedade privada, desregulamentação, privatização, liberalização comercial, taxa de câmbio de mercado aberto, entre outros.

 

Reformas agrárias baseadas no mercado foram institucionalizadas, junto com a desregulamentação de uma multiplicidade de culturas, levando os camponeses a sofrer com o alto custo da produção agrícola, enquanto reformas baseadas no mercado foram impostas com a colaboração de compradores e acordos com o FMI. Essas reformas, junto com os diabólicos acordos da OMC, permitiram que corporações agroquímicas, fundos de hedge e outros investidores pilhassem os recursos dos povos, ao mesmo tempo em que fortaleceram o domínio do capital monopolista na produção industrial e agrícola. Por um lado, sementes híbridas e geneticamente modificadas tomaram conta do mercado de sementes, enquanto, por outro, políticas de mercado aberto na indústria de mineração permitiram um novo influxo de corporações mineradoras imperialistas para explorar minerais considerados a base mais crítica para a expansão do capitalismo neste século.

 

Enquanto as comunidades sofrem com a perda de meios de subsistência, fome e pobreza, esquemas de microfinanças têm sido promovidos pelo imperialismo estadunidense e seus aliados ocidentais, levando as comunidades a um endividamento ainda maior, o que tem resultado em conflitos comunitários bem como em suicídios.

 

Outro esquema utilizado pelas IFIs são as Parcerias Público-Privadas (PPP), que permitiram que empreendimentos capitalistas usassem infraestrutura e recursos públicos, colhendo bilhões de dólares em lucros, enquanto privam o povo do acesso e uso dos serviços sociais, deixando-o à mercê dos ventos ásperos das provisões do setor privado, que estão muito acima de suas possibilidades.

 

Não apenas a classe trabalhadora e o campesinato sofreram, mas também a juventude nas neocolônias é deixada sem futuro. Quanto mais o ensino superior, mesmo a educação básica está muito além de suas possibilidades; são forçados a correr atrás de qualquer trabalho disponível, sendo frequentemente sugados para a pequena criminalidade, enquanto suas energias e vigor são desperdiçados nas mãos da ganância e do descaso capitalistas.

 

As mulheres, sejam da classe trabalhadora ou do campesinato, sofrem com os muitos empreendimentos voltados ao lucro que o FMI e o Banco Mundial sempre lançam em nome do empoderamento feminino, onde são empurradas para salários miseráveis e de fome, sofrendo não apenas às mãos do imperialismo, mas também do patriarcado.

 

A ILPS conclama pelo fim do FMI-Banco Mundial e de todas as IFIs imperialistas. Somente lutando contra o domínio político do capital financeiro, o coração do próprio sistema imperialista, pode-se alcançar o fim da pilhagem dos meios de subsistência dos povos. É apenas por meio da derrubada do domínio apoiado pelo imperialismo em cada Estado, especialmente nas neocolônias, que o sistema imperialista que gera o FMI-Banco Mundial será finalmente derrubado. A ILPS conclama seus membros a continuar apoiando as lutas de libertação nacional umas das outras rumo a esse fim. Cada libertação bem-sucedida de uma nação do sistema imperialista é uma vitória para o movimento anti-imperialista como um todo!

 

Declaração da Liga Internacional das Lutas dos Povos (ILPS)

 

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