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"A teoria de ‘integrar dois em um’ é uma filosofia reacionária para restaurar o capitalismo"



TRÊS IMPORTANTES LUTAS NA FRENTE FILOSÓFICA DA CHINA (1949-1964)


PARTE 4


O grande líder Presidente Mao destacou:


“toda coisa se divide em dois”. “A lei da contradição nas coisas, ou seja, a lei da unidade dos contrários, é a lei mais fundamental da dialética materialista” (Sobre a contradição).


Esta tese científica do Presidente Mao, que revela profundamente as leis objetivas das coisas e expõe de forma penetrante a essência da dialética materialista, é uma arma afiada para que o povo chinês leve a cabo os três grandes movimentos revolucionários – a luta de classes, a luta pela produção e a experimentação científica –, consolide a ditadura do proletariado e persevere na continuação da revolução sob esta ditadura.


A extensa e profunda divulgação do magistral conceito de que um se divide em dois entre as massas populares suscitou sumo ódio e temor no punhado de inimigos de classe no país e no mundo. Em 1964, Liu Shaoqi ordenou a Yang Sien-chen, seu agente nos círculos filosóficos, que desatasse uma aguda polêmica sobre a questão de se um se divide em dois ou “integrar dois em um”. O quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao dirigiu de maneira direta esta importante luta de princípios na frente filosófica da China. Tomando o pensamento Mao Tsé-tung como arma, os operários, camponeses e soldados, assim como os quadros intelectuais revolucionários, criticaram a reacionária teoria de “integrar dois em um” e a fizeram fracassar ante a dialética revolucionária de que uma se divide em dois.


“Base teórica” da linha revisionista contrarrevolucionária de Liu Shaoqi, a teoria de “integrar dois em um” penetrou nas esferas política, econômica, ideológica, cultural e artística. A fim de liquidar a venenosa influência deixada pela mencionada linha nos diversos terrenos, devemos criticar em maior medida o idealismo e a metafísica burgueses de Liu Shaoqi, Yang Sien-chen e semelhantes falsificadores políticos e criticar a teoria reacionária de “integrar dois em um”.


Uma reação à continuação da revolução sob a ditadura do proletariado

Às ordens de Liu Shaoqi, o renegado Yang Sien-chen, que há tempos se ajoelhara aos pés dos reacionários do Kuomintang, saiu em cada momento crucial da revolução socialista a atacar o Partido na frente filosófica. Se opôs raivosamente à linha revolucionária proletária do Presidente Mao e tentou remodelar nosso Partido e Estado por meio da concepção reacionária de mundo de “integrar dois em um”.


Em 1958, Yang Sien-chen propugnou com motivos ocultos “utilizar a identidade da contradição” e, mediante insinuações, arremeteu contra nosso Partido dizendo que este “só fala da luta entre os contrários e não da unidade dos mesmos”. Seu objetivo foi o de assentar um fundamento filosófico para a teoria de Liu Shaoqi da “extinção da luta de classes” e opor-se à grande obra do Presidente Mao: Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo.


Em estreita coordenação com o coro antichinês no exterior, a camarilha renegada de Liu Shaoqi tramou, entre 1961 e 1962, uma restauração contrarrevolucionária de cima a baixo. Enquanto isso, Yang Sien-chen correu de um lado a outro, propalando sua reacionária filosofia e opondo-se com maior fúria ao pensamento filosófico do Presidente Mao. Lançou o disparate de que a unidade dos contrários significa “pontos comuns”. Clamou sem escrúpulos por “integrar em um” o proletariado e a burguesia, o socialismo e o imperialismo, o marxismo e o revisionismo.


O Presidente Mao foi o primeiro a se precaver do perigo dos complôs contrarrevolucionários de Liu Shaoqi e sua camarilha e advertiu uma e outra vez a todo o Partido e o povo que se guardassem do revisionismo. Na X Sessão Plenária do VIII Comitê Central do Partido, celebrada em 1962, planteou, de forma mais completa, a linha básica para nosso Partido durante toda a etapa histórica do socialismo e lançou o grande chamamento de que “não se deve esquecer jamais a luta de classes”. Sob a sábia direção do Presidente Mao, nosso Partido fortaleceu a propaganda e a educação sobre a dialética revolucionária de que um se divide em dois, desatou um amplo movimento de educação socialista, sustentou uma aberta polêmica contra o revisionismo contemporâneo e deu duros golpes nos inimigos de classe de dentro e de fora do país. Mesmo assim, estas advertências e lutas não mudaram nem podiam mudar a natureza contrarrevolucionária de Liu Shaoqi, Yang Sien-chen e cia, que ansiavam restaurar o capitalismo. Yang Sien-chen, antes de mais nada, apregoou abertamente a teoria de “integrar dois em um” na cátedra da antiga Escola Superior do Partido sob o Comitê Central. Ao final de um cuidadoso planejamento, esta filosofia reacionária foi exposta ao público em 1964.


Lenin disse que a luta na filosofia


“expressa, em última instância, a tendências e a ideologia das classes inimigas dentro da sociedade moderna” (Materialismo e empiriocriticismo).


A aparição da teoria de “integrar dois em um” estava destinada, no plano internacional, a satisfazer as necessidades do imperialismo e do social imperialismo de subverter a grande China socialista e, dentro do país, a satisfazer as necessidades da restauração contrarrevolucionária da burguesia. Essa teoria é uma filosofia a serviço dos esforços de Liu Shaoqi por restaurar o capitalismo e é uma reação à continuação da revolução sob a ditadura do proletariado.


Idealismo e metafísica burgueses dos pés à cabeça

Os oportunistas e revisionistas de todo tipo, com o propósito de lutar contra a filosofia marxista, sempre tentam desesperadamente apagar o limite entre o materialismo e o idealismo, entre a dialética e a metafísica. Ao apregoar a reacionária teoria de “integrar dois em um”, Yang Sien-chen adotou exatamente esta vil tática contrarrevolucionária. Disfarçou de dialética a referida teoria, dizendo o absurdo de que “integrar dois em um” e “um se divide em dois” têm o mesmo significado”. Tentou deliberadamente negar o antagonismo fundamental entre “um se divide em dois” e “integrar dois em um”.


Lenin destacou:


“A divisão de um todo e o conhecimento de suas partes contraditórias é a essência da dialética” (Sobre a dialética).” Em uma palavra, a dialética pode ser definida como a doutrina da unidade dos contrários. Isto encarna a essência da dialética, mas exige explicações e desenvolvimento” (Resumo do livro de Hegel “Ciência da lógica”).


Em Sobre a contradição, Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo e suas demais importantes obras filosóficas, o Presidente Mao desenvolve ainda mais este magistral conceito de Lenin. O Presidente Mao disse.


“A lei da unidade dos contrários é a lei fundamental do universo. Esta lei tem validade universal, tanto na natureza e na sociedade humana, como no pensamento humano. Os contrários em uma contradição formam uma unidade enquanto lutam entre si, o que impulsiona o movimento e a mudança nas coisas” (Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo).


O conceito formulado pelo Presidente Mao de que um se divide em dois sintetiza de modo profundo e conciso a lei da unidade dos contrários e encarna a essência da dialética materialista.


De acordo com o conceito de que um se divide em dois, toda coisa encerra contradições. Os dois aspectos de uma contradição dependem um do outro e lutam entre si, e isto determina a vida de todas as coisas. A natureza, a sociedade e o pensamento humano estão cheios de contradições e lutas e não existe o “integrar dois em um”. Sem contradição não haveria a natureza, nem a sociedade, nem o pensamento humano, nem tampouco o mundo. As contradições se encontram em todos os processos, percorrendo desde o começo até o fim e impulsionam o desenvolvimento das coisas. A constante aparição e solução das contradições são a lei universal deste desenvolvimento.


Ao aplicar à sociedade socialista o conceito de que “um se divide em dois”, devemos saber que em toda a etapa histórica do socialismo existem classes, as contradições de classe e a luta de classes, existe a luta entre o caminho socialista e o capitalista, existe o perigo da restauração capitalista e existe a ameaça da subversão e agressão por parte do imperialismo e do social imperialismo. Para resolver estas contradições é necessário fortalecer a ditadura do proletariado e perseverar na continuação da revolução sob dita ditadura. Inclusive uma sociedade comunista terá contradições e estará repleta de lutas entre o novo e o velho, entre o avançado e o atrasado, entre o correto e o errôneo. O Presidente Mao destacou:


“Onde quer que vivam grupos de pessoas – ou seja, exceto os desertos desabitados – se dividem invariavelmente em esquerda, centro e direita. Em dez mil anos seguirá existindo esta situação”.


Só quem persiste neste conceito e o aplica para guiar a prática revolucionária é consequente materialista dialético. Negar o conceito de que um se divide em dois significa negar a universalidade das contradições, significa abjurar da dialética materialista e conduz inevitavelmente à traição, no político, da revolução proletária e da ditadura do proletariado.


O elemento essencial da teoria de “integrar dois em um” consiste em fundir as contradições, liquidar a luta, combater a revolução e fazer com que o proletariado seja “integrado” à burguesia, o marxismo ao revisionismo e o socialismo ao imperilaismo e ao social imperialismo. Esta concepção idealista e metafísica burguesa do mundo, reacionária até a medula, se opõe diametralmente à concepção do mundo de que um se divide em dois.


Refutação da teoria das “necessidades comuns”

Yang Sien-chen falava loquazmente que a identidade de uma contradição significa “pontos comuns” e “coisas comuns”. Deformando a tese de Lenin sobre a identidade da contradição, expressou que a “identidade na esfera da dialética” é “buscar as necessidades comuns”.


Vejamos o que o grande Lenin escreveu sobre essa matéria:


“A dialética é a teoria de como os contrários podem e costumam ser (ou devêm) idênticos; em que condições são idênticos ao converter-se uns nos outros, e por que o entendimento humano não deve considerar estes contrários como mortos, petrificados, mas como vivos, condicionados, móveis e que se convertem uns nos outros” (Resumo do livro de Hegel “Ciência da lógica”).


Lenin estava falando da identidade da contradição. Não se vê aqui nem rastro de “pontos comuns” ou de “necessidades comuns”. A afirmação absurda de Yang Sien-chen de que Lenin queria dizer “necessidades comuns” ao se referir à identidade da contradição é pura mentira e calúnia.


Em Sobre a contradição, o Presidente Mao explica profundamente o conceito de Lenin a respeito da identidade da contradição. Destaca com nitidez:


“todos os contrários estão interconectados; não só coexistem em um todo único sob determinadas condições, senão que, também sob determinadas condições, se transformam um no outro; este é o significado íntegro da identidade dos contrários”.


O ensinamento do Presidente Mao nos diz claramente que o primeiro sentido da identidade da contradição se estriba em que os dois aspectos contraditórios dependem um do outro em condições determinadas. No período da revolução de nova democracia da China, por exemplo, os dois aspectos contrários, as massas populares por um lado e o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático por outro, assim como o proletariado e a burguesia, não existiram isolados um do outro; cada aspecto teve o outro como a condição de sua existência e os dois coexistiram em um todo único. Devemos interpretar só desta maneira o primeiro sentido da identidade da contradição e jamais devemos admitir que Yang Sien-chen o distorça, qualificando-o de “necessidades comuns”. Acaso havia algumas “necessidades comuns” na interdependência entre as massas populares oprimidas, por um lado, e o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático, por outro? Claro que não. Mesmo quando a burguesia nacional, em dado período, participou na frente única da revolução nacional e democrática e teve com o proletariado certas necessidade comuns anti-imperialistas e antifeudais, isto não foi em absoluto a identidade da contradição entre o proletariado e a burguesia. Quando falamos de tais necessidades comuns, tomamos o proletariado, o campesinato, a pequena burguesia e a burguesia nacional como um aspecto da contradição, em contraposição ao outro aspecto que são os três inimigos: o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático. No que diz respeito ao proletariado e à burguesia como os dois aspectos contrários de uma contradição, sua relação é a do explorado com o explorador e as necessidades de um se opõem de maneira fundamental às do outro


O presidente Mao destaca ainda que a questão não se limita à interdependência dos dois aspectos contraditórios, e que, o que é mais importante, cada um deles se transforma em seu contrário sob certas condições determinadas, mudando sua posição com o outro. Eis aquí o segundo sentido da identidade da contradição. Nosso Partido dirigiu o povo chinês em vários decênios de heroica luta. Isto tinha precisamente por objetivo criar condições para promover a transformação das coisas e alcançar a meta da revolução. Por exemplo, depois da revolução de nova democracia, as massas populares, longamente exploradas e oprimidas, se transformaram em donas do país e o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático, ou seja, os três inimigos que as oprimiam e exploravam, foram derrotados definitivamente. Logo da revolução socialista na propriedade dos meios de produção, as massas trabalhadoras transformaram a propriedade individual na agricultura e manufatura na propriedade coletiva socialista, e a propriedade capitalista na indústria e comércio em propriedade socialista de todo o povo. Yang Sien-chen recorreu a todos os meios concebíveis para se opor a estas transformações revolucionárias. Para dizer claramente, sua teoria reacionária das “necessidades comuns” tenta fazer com que o proletariado e o resto do povo trabalhador permaneçam para sempre na miserável situação de explorados e escravizados, deixando que o imperialismo, os latifundiários e a burguesia cavalguem eternamente sobre suas costas.


Partindo da reacionária teoria das “necessidades comuns” Yang Sien-chen fez hora extra para negar o antagonismo básico entre as duas linhas no Partido Comunista da China. Argumentou que ambas linhas no Partido estavam “a favor do socialismo” e que por isso não havia nenhuma luta entre os dois caminhos.


O Presidente Mao destacou de forma profunda:


“Os revisionistas apagam o que distingue o socialismo do capitalismo, a ditadura do proletariado da ditadura burguesa. De fato, não preconizam a linha socialista, mas a capitalista” (Discurso ante a Conferência Nacional do Partido Comunista da China sobre o Trabalho de Propaganda).