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História das Três Internacionais

"Libertem Maduro e Flores! Ianques fora da Venezuela e de toda a América Latina!"

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  • há 1 hora
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A Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS) condena a farsa da audiência judicial do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da Primeira Combatente Cilia Flores em um tribunal dos Estados Unidos, quase três meses após seu sequestro em Caracas. Protestos do lado de fora do tribunal, em Caracas e ao redor do mundo, expressaram com coragem a indignação massiva do povo contra a descarada agressão do imperialismo dos EUA e as exigências do povo venezuelano pela libertação de seus líderes democraticamente eleitos e pela expulsão dos ianques da Venezuela.

 

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos mataram mais de 100 venezuelanos e cubanos ao bombardear a cidade de Caracas e sequestrar o Presidente Maduro e Flores. Se havia alguma ilusão de que o direito internacional existia, ela certamente foi destruída naquele momento. O Presidente dos EUA, Trump, tentou justificar isso alegando, sem qualquer evidência, que o Presidente e a Primeira Combatente dirigiam um tráfico global de drogas e utilizavam o Estado venezuelano para contrabandear essas drogas para os EUA — a chamada acusação de “narcoterrorismo”.

 

O principal foco do processo judicial em si foi se Maduro e Flores sequer seriam capazes de pagar seu advogado, dado que as sanções dos EUA tornam impossível o uso da moeda venezuelana nos Estados Unidos — outro lembrete claro da guerra híbrida travada contra a economia da Venezuela. Em mais um ato de guerra híbrida, Trump divulgou declarações públicas mais cedo no mesmo dia afirmando a culpa de Maduro e Flores sem qualquer evidência, usando afirmações como “[Maduro] esvaziou suas prisões em nosso país”, um claro ato de interferência em um processo judicial. Este é apenas mais um dos muitos lembretes recentes de que este julgamento farsesco não tem nada a ver com justiça real, mas sim com a tentativa de justificar os atos ilegais do imperialismo dos EUA.

 

Essas táticas de guerra jurídica dos EUA, e as ações mais amplas dos Estados Unidos na própria Venezuela, são uma resposta a uma nova crise enfrentada pelo imperialismo norte-americano na América Latina, no Caribe e em todo o mundo. À medida que Venezuela, Cuba e outras nações da região passaram a afirmar sua soberania contra décadas de intervenção e saque, os EUA passaram a traçar estratégias para destruir esses movimentos que desafiam firmemente seus planos imperialistas.

 

Os Estados Unidos enfrentam uma profunda crise enquanto Trump conduz guerras injustas contra o Irã e outros países, expandindo excessivamente suas bases militares por todo o mundo, ao mesmo tempo em que a economia dos EUA e de seus aliados entra em forte declínio. Os EUA tentam desesperadamente conter seus rivais econômicos, especialmente China e Rússia, e têm como alvo parceiros comerciais desses países, como a Venezuela. É por isso que os EUA desestabilizaram o país — não para proteger os direitos humanos, mas para defender os superlucros norte-americanos diante da concorrência.

 

Os EUA impuseram condições ao governo bolivariano e à sua presidente em exercício, Delcy Rodríguez. Entre elas, a exigência de que as vendas de petróleo venezuelano sejam aprovadas pelo governo dos EUA — uma potência estrangeira — e que o alívio das sanções esteja vinculado à abertura das indústrias venezuelanas ao investimento estrangeiro, concedendo essencialmente mais controle às corporações multinacionais. Além disso, uma Lei de Anistia recentemente aprovada incluiu a libertação de sabotadores violentos apoiados pelos EUA, incluindo muitos que participaram de tentativas de golpes de direita.

 

Com a ameaça de uma nova invasão militar ainda presente, essas condições equivalem a os EUA manterem uma arma apontada para a cabeça do Estado venezuelano. Mas também refletem novas realidades para o imperialismo norte-americano e para o povo venezuelano. Os EUA buscam controle total sobre a economia e o sistema político da Venezuela, mas sabem que não têm capacidade para impor isso por meio de uma ocupação militar, dada a firme resistência do povo venezuelano e o fato de estarem atolados em sua guerra de agressão contra o Irã, ao mesmo tempo em que se preparam para um possível conflito com a China.

 

A tentativa de mudança de regime por Trump fracassou e a Revolução Bolivariana não foi derrotada. Embora utilize táticas mafiosas, Washington foi obrigado a reconhecer a Revolução Bolivariana e o governo venezuelano em exercício. Reformas envolvendo petróleo ou outros recursos exigidos pelos EUA têm contado com a plena participação do Parlamento venezuelano eleito, dentro dos processos da Constituição venezuelana. Isso tem mantido a unidade nacional diante das tentativas dos EUA de desestabilizar o país.

 

Na Venezuela, os EUA apoiaram duas décadas de tentativas fracassadas de golpe e falsos “presidentes no exílio”, como Juan Guaidó e María Corina Machado, que foram firmemente rejeitados pela maioria dos venezuelanos. Enquanto isso, o povo tem ido às ruas em Caracas e em todo o país exigindo o retorno de seu legítimo Presidente e da Primeira Combatente. As comunas, corações pulsantes das economias de base comunitária, são autossuficientes e continuam funcionando de forma independente, administradas pelo povo e suas organizações de massa com apoio do governo.

 

Ao mesmo tempo, os EUA mantêm um bloqueio sufocante contra o povo cubano e seu setor energético, e declararam uma campanha conjunta de contrainsurgência com o governo de direita do Equador, intitulada “Operação Extermínio”, que sugere uma possível intervenção militar contra a Colômbia e uma grande ofensiva fascista apoiada pelos EUA em toda a região.

 

É mais importante do que nunca que os povos do mundo se coloquem ao lado dos povos da Venezuela, Cuba, Colômbia e de todas as nações da América Latina e do Caribe, à medida que os movimentos populares se levantam exigindo a expulsão dos ianques de seus países e de todo o mundo.

 

A ILPS se junta ao povo venezuelano na exigência da libertação imediata e do retorno à Venezuela do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira Combatente Cilia Flores. Convoca seus membros em todo o mundo a se solidarizarem com o povo venezuelano, com a região da América Latina e do Caribe e com o mundo inteiro, e a continuar fortalecendo o movimento em seus respectivos países para destruir o imperialismo dos EUA, pôr fim às guerras e conquistas imperialistas e recuperar as terras e a soberania de nossos povos!

 

Declaração da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS)

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