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Por ocasião das piadas que atribuem ao camarada Stalin


Apesar da morte do camarada Stalin já completar quase 65 anos e seu nascimento ter completado no dia 18 de dezembro, 138 anos, os veículos oficiais da imprensa burguesa como Rede Globo, Record, Band na televisão aberta e jornais como O Globo e etc, realizaram uma grande campanha de difamação e veiculação de mentiras à respeito do período em que liderou a União Soviética, o Partido Comunista e o Exército Vermelho. Inclusive com a divulgação da narrativa do próprio governo russo atual, e da Igreja Católica Ortodoxa, solidários aos supostos “milhões de mortos e perseguidos”, por ocasião do aniversário de 100 anos da Grade Revolução Socialista de Outubro. Cometendo até algumas gafes, por conta da defesa intransigente de boa parte do povo da Rússia da Revolução e de Stalin, e em uma entrevista por exemplo da GloboNews realizada na Rússia, um senhor apesar da jornalista ter feito uma pergunta enviesada e já induzindo a resposta, respondeu brevemente e em inglês sobre a positividade do período de Stalin na União Soviética, para que não pudesse haver nenhuma forma de edição do que foi dito após ter citado a infalibilidade da estratégia do Líder de aniquilamento total do inimigo fascista e invasor. Mesmo com uma larga campanha, do governo, da imprensa burguesa, da Igreja (abertamente defensora da monarquia czarista), Stalin ainda figura segundo pesquisa realizada pelo “Levada Center”, com a pessoa mais marcante de todos os tempos e todas as nações.

E a resposta dos partidos que se auto intitulam comunistas para isso é a reiterada negação da liderança de Stalin para o proletariado do mundo todo e algumas piadinhas por parte de militantes dos partidos revisionistas sem nenhum conhecimento ou com pouco aprofundamento que mais ajudam a reação e o imperialismo do que de fato dão golpes no inimigo. O Partido Comunista do Brasil, maior agremiação revisionista e oportunista do nosso País, que a partir de 1992 em seu 8º Congresso passa a não falar mais em Marx, Engels, Lenin e Stalin, mas apenas em Marx, Engels e Lenin, além de ter assumido uma visão hostil ao Presidente Mao fruto de uma crítica supostamente “demolidora” por parte de seu antigo secretário-geral e revisionista de marca maior João Amazonas, líder do processo contrarrevolucionário que tomou o PCdoB após a Chacina da Lapa, ainda que o PCdoB revisionista da época de Amazonas seja apenas a sombra do atual oportunismo e fisiologismo burguês do atual Partido. E o Partido Comunista Brasileiro, que também não cita Stalin em nenhuma resolução de seus últimos Congressos, defende a vulgarizada e reacionária posição de “Nem Trotsky, Nem Stalin” ainda que defender isso seja o equivalente à defender Kautsky e Lenin, ou seja, um elemento completamente contrário ao marxismo-leninismo e o Socialismo Científico, totalmente incompatíveis, e que ainda tentou sabotar a construção do socialismo, assim como também seus apoiadores fizeram em países mundo afora, e a posição reacionária de “indefinição de uma linha como doutrina oficial”, sendo um posicionamento coeso em relação à adoção do kruschovismo em 1958, além de figurar entre os integrantes de seu Comitê Central figuras abertamente anti-stalinistas e portanto anti-comunistas por definição, como Antonio Carlos Mazzeo que veem como positivo a “desestalinização” do Partido após o XX Congresso do PCUS, como por exemplo em seu livro “O PCB VIVE E ATUA: DA CRISE DO STALINISMO À UM NOVO CICLO DE LUTA CLANDESTINA CONTRA A DITADURA (1956-1976)”.

A partir então de toda a influência do kruschovismo no ocidente (o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética e seu secretário-geral Kruschov), e dos seus representantes brasileiros, muitos supostos defensores do legado do Camarada Stalin, ainda que não o defendam como um dos líderes da Revolução Mundial, pilar fundamental do marxismo-leninismo Pensamento Mao Tsé-Tung, e não defendam portanto a linha política que dele deriva, aderem ao “stalinismo” (algo inexistente pela continuidade entre Lenin e Stalin e palavra do próprio Stalin) por questão de “estética” e repetem chavões como “Stalin matou foi pouco”, ou piadinhas relacionadas à fuzilamento (algo extremamente sério) ou GULAG que era o sistema penitenciário soviético, tido pela reação e o imperialismo como campos de concentração, o que gera incontáveis confusões não apenas entre pessoas que não tem o conhecimento à respeito do marxismo-leninsmo ou da história do movimento comunista internacional, brasileiro e a história dos países socialistas, mas entre os próprios adeptos da tal “estética stalinista” (que também não possuem esse conhecimento). Muitos que fazem tais piadas tem para si que realmente Stalin matou muitas pessoas, e apesar disso foi bom por que as pessoas que matou deveriam mesmo terem sido mortas. Levando à crer que o Camarada Stalin com uma canetada levava um número alto de pessoas à morte traidores, reacionários, invasores, etc, e que esse é o significado político da defesa do Camarada Stalin.

O Camarada Stalin que como diria Graciliano Ramos é “O homem que a burguesia odeia com razão.” E Pedro Pomar “Artificie da vitória contra o fascismo.” Ainda tem em suas costas uma grande quantidade de lixo proveniente das propagandas da Guerra Fria, que se iniciaram exatamente pelo grande apreço e admiração por todos os povos amantes da paz e da liberdade, ocasionado pela vitória esmagadora contra o nazi-fascismo de Hitler, e a política correta traçada para a vitória dos povos que lutavam pela independência, e a consequente derrota de todos os países que compunham o Eixo fascista, além da inevitável e futura derrota de todo o imperialismo-capitalismo. Como diria o próprio Stalin:

''Toda minha vida enfrentei dificuldades. Nasci pobre, meu próprio pai me batia com muita violência. Toda minha vida lutei comigo mesmo e com outras pessoas. Crescendo em ambiente hostil, onde nada empurra você para frente, mas para o retrocesso. Toda minha vida fiz coisas nas quais muitos irão questionar o valor puro dessas ações, porém sei que fiz a coisa certa dentre as opções que me foram expostas. Eu sei que após a minha morte jogarão muito lixo sobre o meu túmulo, porém os ventos da história o removerão.''

O fato dos ensinamentos de Stalin sejam atuais, profundos e valiosos para a revolução de hoje, tanto a Revolução Brasileira, quanto toda a Revolução Proletária Mundial, faz com que as classes dominantes retrógradas, a burguesia, o latifúndio, o imperialismo e seus agentes no movimento popular se esperneiem com o objetivo de fazer a classe operária, os camponeses e o povo não saibam que Stalin era um verdadeiro democrata, um defensor intransigente da paz contra os provocadores de guerra e aventureiros, convicto internacionalista proletário, patrono da liberdade e independência de todos os povos. Querem que o povo acredite que Stalin na verdade era um “carrancudo ditador que assassinava sem dó quem o criticasse”, e que Stalin e Hitler eram quase irmãos na política, sem diferença alguma.

Após a promulgação da Constituição Soviética de 36, a primeira à condenar o racismo e uma das primeiras à obter o direito de sufrágio universal, secreto, direto e igual, em uma época que nos EUA por exemplo os negros não tinham direito à voto, e na maioria dos países do mundo as mulheres ainda não possuíam esse direito, o Stalin, acusado pelos contrarrevolucionários kruschovistas e trotrskistas de ser um burocrata, fez uma declaração à respeito das eleições, que além de desmentir que o Partido Bolchevique fosse um partido único com o mesmo objetivo que os partidos eleitorais e burgueses dos países capitalistas, também diz respeito ao combate de Stalin aos burocratas, que segundo ele próprio surgem da guerra de libertação, por exemplo da guerra civil e da própria posterior Grande Guerra Patriótica e o costume militar de “mandar e obedecer”, ao invés dos oficiais e soldados passarem pelas mesmas dores e privações, além de realizarem suas tarefas no espírito democrático. Stalin diz sobre as reformas eleitorais que entraram em vigor:

"Você está confundido com o facto de que só um partido se apresentará às eleições. E não consegue ver como pode haver eleições com opções diferentes nestas condições. Evidentemente, os candidatos serão apresentados não só pelo Partido Comunista, mas também por todo o tipo de organizações públicas, alheias ao Partido. E temos centenas delas. Não temos disputa de partidos, porque temos uma classe capitalista em luta com a classe operária, que é explorada pelos capitalistas. A nossa sociedade é composta exclusivamente de trabalhadores livres do campo e da cidade – trabalhadores, camponeses e intelectuais. Cada um destes estratos tem os seus interesses específicos e expressa-os através das numerosas organizações públicas que existem”

"Você pensa que não haverá diversas opções eleitorais. Mas haverá, e prevejo campanhas eleitorais muito animadas. Não são poucas as instituições no nosso país que funcionam mal. Há casos em que este ou aquele governo local deixa de satisfazer algumas das variadas e crescentes necessidades dos trabalhadores da cidade e do campo. Edificaram uma boa escola ou não? Melhoraram as condições de habitação? É ou não um burocrata? Ajudaram a tornar mais eficaz o nosso trabalho e as nossas vidas mais civilizadas? Tais serão os critérios com que milhões de eleitores irão medir a aptidão dos candidatos, rejeitar os inaptos, riscando os seus nomes das listas de candidatos, e promover e eleger os melhores. Sim, as campanhas eleitorais serão animadas, e serão centradas em numerosos e muito agudos problemas, sobretudo de natureza prática, de primeira importância para o povo. O nosso novo sistema eleitoral mexerá com todas as instituições e organizações e compeli-las-á a melhorar o seu trabalho. O sufrágio universal, igualitário, direto e secreto na URSS será um chicote nas mãos da população contra os órgãos governamentais que funcionam mal. Na minha opinião, a nossa nova Constituição soviética será a constituição mais democrática do mundo"

No seu discurso final, no dia 5 de março, último dia do plenário, Stalin minimizou a necessidade de procurar inimigos, inclusive trotskistas, muitos dos quais, afirmou, regressaram ao Partido. A sua questão principal era a necessidade de afastar os funcionários do Partido de dirigir todos os aspetos da economia, combater a burocracia e elevar o nível político daqueles funcionários. Por outras palavras, Stalin subiu a aposta na crítica aos Primeiros Secretários:

"Alguns camaradas de entre nós pensam que, se são Narkom (= Comissários do Povo), sabem tudo que há para saber. Acreditam que o cargo, em si mesmo e por si, garante muito grandes e quase infinitos conhecimentos. Ou pensam: se sou um membro do Comité Central, não o sou por acidente, logo, eu sei tudo. Isto não é assim.”

É também importante ressaltar, que a democracia popular e a ditadura do proletariado, não são um “Estado de Direito” burguês só que com “trabalhadores no governo”. Mas uma Nova Democracia, um novo regime fundado da derrubada da ditadura burguesa e latifundiária. Mesmo no Estado mais democrático, na república burguesa mais livre, o Estado ainda tem o mesmo fundamento, que é servir de balcão de negócios para a classe dominante, e reprimir o povo como um todo. Todo Estado é a organização armada de uma classe, sendo o Poder Judiciário, o Parlamento, apenas um biombo da dominação burguesa. E no Brasil esse Estado se reveste de uma superestrutura ainda menos democrática, pois se trata de um país semi-colonial, independente apenas de maneira formalizada, mas servil às potências estrangeiras na pratica, tendo sua economia totalmente ditada pelo imperialismo sobretudo norte-americano, até quase “oficialmente” através do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Isso fez com que ocorresse por exemplo a ditadura militar, hoje inclusive com documentos que comprovam o envolvimento direto dos Estados Unidos no golpe militar de 1964. E fez com que o Brasil adotasse o neoliberalismo e atualmente com o golpe parlamentar o neocolonialismo aberto, inclusive na jurisdição, apesar de dizer que o Brasil é um país soberano. Foi levado cada vez mais à subalternização de ser um país agroexportador e consumidor de manufaturas acabadas, o que nos torna endividados, apesar de ser lucrativo para os latifundiários feudais (herdeiros das sesmarias de Portugal).

A única forma portanto de alcançar a sociedade livre da exploração do homem pelo homem, um País verdadeiramente soberano, independente, onde o povo toma seu destino em suas próprias mãos, é através da Revolução Democrática ininterrupta ao Socialismo liderada pelo proletariado e seu Partido em aliança com os camponeses, que por meio da Guerra Popular Prolongada derruba o Estado reacionário e funda um novo.

É dessa forma que alcançamos a Paz, nos livrando da sociedade de classes onde uma explora a outra, e isso também desmistifica a mentira de que Stalin além de um “ditador” era um “genocida”, ou que “matou foi pouco”, um sujeito ávido por guerras e morte. Pois o próprio Stalin, um fiel combatente pela Paz Mundial e a liberdade dos povos dizia: "Não tememos ameaças e estamos preparados para responder aos provocadores de guerra, golpe por golpe. Aqueles que desejam a paz e buscam relações comerciais conosco, terão sempre nosso apoio. Mas aqueles que tentarem atacar nosso país receberão uma esmagadora resposta que há de ensiná-los a não meter seu focinho de porco no nosso jardim soviético".

E sobre a política de Paz:

"a política de cooperação com a URSS compromete as posições dos provocadores de guerra e torna inútil a política desses senhores", disse Stalin na entrevista ao "Pravda", em 28-10-1948

Em todas as épocas e em todos os países, os homens progressistas se levantaram sempre para condenar a guerra e sugerir meios pacíficos de solucionar os conflitos entre os Estados. Mas isso não eram apenas sonhos generosos e utópicos, em contato sério com a realidade.

A verdadeira doutrina da paz, científica e ativa, só pôde tomar corpo com a vitória do socialismo, com a edificação de uma sociedade capaz de abolir os antagonismos de classes no seu interior e baseando suas relações exteriores sobre a fraternidade entre os povos.

Não foi por acaso que o organizador do primeiro partido marxista de novo tipo, o fundador do Estado Soviético, tornou-se o criador e campeão de uma verdadeira política de paz, proletária e socialista.

A obra genial de Lenin foi continuada por Stalin, que a enriqueceu constantemente. Enquanto os imperialistas desejam lançar o mundo numa monstruosa destruição atômica e microbiana, um dos maiores méritos de Stalin é justamente o de se manter firme no leme, à frente das inúmeras forças que se reúnem e combatem em defesa da paz.

Da teoria e da prática de Lenin e Stalin, nesta matéria, podem ser destacados três princípios fundamentais:

— A guerra é um fenômeno social inerente, em nossos dias, ao imperialismo, e em cada caso concreto, é necessário revelar suas causas profundas e o seu verdadeiro caráter.

— O socialismo constitui a principal força de paz; a natureza socialista do Estado Soviético inspira toda a política exterior da URSS, colocando-a na vanguarda do campo da paz.

— A guerra não é inevitável, a despeito da vontade agressiva das potências imperialistas, a coexistência pacífica do socialismo e do capitalismo é possível; o estabelecimento de uma paz duradoura depende da capacidade das forças populares de amordaçar os incendiários de guerra e impossibilitá-los de causar danos.

Baseado na exploração do homem pelo homem e na busca ávida de lucro, o capitalismo conduz necessariamente ao emprego da força bruta,às espoliações, às guerras para a conquista de novos territórios, fontes de matérias primas e mercados para a exportação dos capitais e dos produtos fabricados. Na época do imperialismo, quando as principais potências capitalistas já dividiram entre si a dominação do mundo, toda modificação da relação de forças entre elas conduz à luta por uma nova divisão do mundo.

"No capitalismo, um crescimento igual do desenvolvimento econômico dos ramos da economia e dos Estados é impossível. No capitalismo, não há outros meios possíveis para restabelecer, de tempos em tempos, o equilíbrio desfeito, a não ser as crises na indústria, e as guerras, na política".

Esta lei da desigualdade do desenvolvimento do capitalismo — desigualdade que se vai acentuando na época do imperialismo — foi descoberta por Lenin e confirmada pelos fatos. Assim como a primeira crise da economia capitalista mundial conduziu à guerra de 1914 a 1918, a segunda crise nas relações internacionais foi a origem da segunda guerra mundial. Diz Stalin, a respeito:

"Não foi um acidente, mas o resultado inevitável da evolução das forças econômicas e políticas mundiais na base do capitalismo monopolista contemporâneo"

Com a Revolução de Outubro começou a era da ruptura das cadeias do imperialismo. Ao mesmo tempo em que enfraqueceu o sistema capitalista em seu conjunto, a vitória do socialismo na União Soviética colocou, pela primeira vez, a serviço da paz, a potência de um grande Estado. De aspiração generosa, que era antes, do mundo trabalhador, a paz se transformou numa força ativa, dirigida pelo Poder dos Soviets. Tornou-se um movimento com base material sólida, um movimento que não pode deixar de ser levado em conta pelos incendiários de guerra.

Nada mais de classes exploradoras, por consequência, não mais a sórdida corrida aos lucros, as sórdidas lutas para se apoderar dos territórios e das matérias primas dos outros países. Sem capitalistas, não há, portanto, nenhuma necessidade de exportar capitais para o exterior, com o fim de tirar da exploração do trabalho de outrem escandalosos lucros. A União Soviética, para viver e prosperar, conta antes de tudo com o trabalho e a energia de seus povos, com a superioridade do regime socialista, mais capaz do que qualquer outro, de assegurar a valorização de todas as riquezas naturais. O que ela não possui, adquire por meio do intercâmbio econômico normal.

Tendo abolido em suas fronteiras a opressão nacional, o racismo e toda forma de dominação de um povo sobre outro, a União Soviética baseia suas relações exteriores na cooperação e na fraternidade entre os povos, no respeito à independência e à soberania de cada país.

Cada um dos atos da política exterior da URSS se coloca no plano geral da luta consequente para a salvaguarda de suas fronteiras, para a colaboração com os outros países, quaisquer que sejam seus regimes internos, para a organização da segurança coletiva, para a denúncia e o isolamento dos incendiários de guerra.