Partido Comunista da Índia (Maoísta) intensifica guerra de guerrilhas

27/07/2020

 

Padecendo sob fome e miséria, o povo indiano é constrangido pela canalhice de seus governantes a viver em um país que já assume o lamentável terceiro posto no mundo em número de infectados pelo coronavírus, com aproximadamente 1,4 milhão de casos, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos. Mais de 33 mil indianos já vieram a óbito em razão da doença. As medidas de quarentena por parte do governo têm sido utilizadas muito mais como pretexto para intensificar a repressão às massas populares que para efetivamente salvaguardar sua saúde. O mundo tem permanecido em choque diante das notícias e cenas de milhões de operários migrantes que, esfomeados e sem qualquer dinheiro para honrar seus respectivos aluguéis e pagar por sua alimentação, têm retornado a pé para suas aldeias, sob as piores condições.

 

Esta grave situação não tem sido capaz de conter o avanço da guerra popular de libertação que é conduzida desde 1967 pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta) – por intermédio de seu braço armado, o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) –, que então ainda assumia o título Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista). Nos últimos dias, os comunistas indianos organizados no PCI (M) têm fortalecido suas posições e intensificado seus ataques contra a reação hindu. Há muitas ações de pequeno, médio e grande porte que merecem ser destacadas.

 

Na data de 25 de julho, o PCI (M) conduziu uma greve geral no estado de Telangana que reivindicou a libertação de Varavara Rao e outros presos políticos. Varavara Rao, conhecida figura democrática e poeta, está preso desde agosto de 2018 sob duras condições de carceragem, acusado mentirosamente de terrorismo pelo Estado reacionário indiano. Estando atualmente com 79 anos de idade, contraiu recentemente a doença da Covid-19 enquanto estava na cadeia, tendo sua saúde gravemente deteriorada por se situar no grupo de risco da doença.

 

A presença do PCI (M) tem progredido no estado de Telangana. Em 22 de julho, cerca de dez guerrilheiros do EGPL explodiram um rolo compressor e uma retroescavadeira em um canteiro de obras de uma estrada que está sendo construída pelo governo no âmbito do Projeto de Conectividade Rodoviária Central, que faz parte de um programa específico da reação indiana para combater o que ela compreende como “Extremismo de Esquerda” (EE). A ação ocorreu entre as aldeias Bathinapalli e Tippapuram, localizadas próximas à divisa com o estado de Chhatisgarh.

 

No estado de Jharkhand, distrito de Singhbhum Ocidental, em 15 de julho, cerca de cem combatentes do EGPL conduziram uma grande e complexa ação guerrilheira que resultou na explosão de doze ou treze depósitos de armas da Guarda Florestal local, além de um dormitório e dezenas de veículos. Ademais, espalharam pôsteres convocando os aldeões a se unirem à luta armada e denunciando as ações dos guardas florestais em benefício de grandes empresas que violam os direitos das populações tribais.

 

Em 6 de julho, no estado Chhastirgarh, distrito de Dantewada, dois guardas distritais de reserva (GDR) foram feridos após seus carros terem atravessado minas terrestres plantadas por combatentes do EGPL. O ocorrido se deu no contexto no qual um grupo de policiais incursionava em aldeias do local para tentar atacar guerrilheiros e prender dirigentes do PCI (M).

 

 

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