URC: "Os 75 anos da vitória sobre o nazifascismo"

09/05/2020

 

Comemora-se hoje, em todo o mundo, o 75° aniversário da vitória das forças progressistas, democráticas e revolucionárias, lideradas pela grande União Soviética, sobre o fascismo.    

O fascismo se mostrou como a face mais reacionária e decadente do regime capitalista. Durante os anos em que esteve no poder em países como Itália, Japão e Alemanha, o fascismo exterminou com particular crueldade os melhores filhos do povo desses países, mostrando claramente o que significa e o que compreendemos por decadência burguesa.

A História mostrou que, em tempos de crise, para salvar seu regime baseado na exploração do homem pelo homem, a grande burguesia não vacila em adotar métodos terroristas e criminosos contra as amplas massas. Frente ao terror imposto pelas grandes burguesias fascistas, os povos opuseram decidida resistência ao arbítrio e se lançaram em gloriosas campanhas e jornadas de luta para se libertarem do fascismo.    

Lutando pela emancipação nacional contra os invasores fascistas, levantaram-se em armas não somente os povos coloniais da Ásia, África e América Latina, mas também os povos das próprias potências imperialistas ocidentais que, devido à traição de seus governantes burgueses, caíram sob a bota da ocupação fascista. As guerras de emancipação nacional foram particularmente ferozes em países como França, Itália e Espanha, onde a resistência armada abrangia exércitos guerrilheiros de centenas de milhares de combatentes. Nesse período, as guerras libertadoras antifascistas foram grandes demonstrações de internacionalismo, fortalecendo suas fileiras com milhares de voluntários vindo do estrangeiro.    

Lembremos que o movimento comunista internacional, encabeçado pela III Internacional Comunista, ou Comintern (dissolvida no ano de 1943 como forma de ampliar ainda mais a aliança mundial contra o fascismo), esteve na vanguarda desta luta. Os liberais, conservadores e sociais-democratas vacilaram em se opor ao fascismo, quando não colaboraram abertamente com esse, a julgar pelo papel deplorável cumprido pela II Internacional reformista. Os países ocidentais assistiam completamente calados ao avanço do fascismo, na esperança de que esse se jogasse contra a União Soviética e fizesse eventualmente parte de uma aliança capitalista militar mundial contra o país do socialismo. Após se darem conta de que os imperialistas fascistas alemães, japoneses e italianos não estavam dispostos a compartilhar os resultados do saque mundial com os "democráticos" imperialistas franceses, britânicos e norte-americanos, as soberanias desses respectivos países (salvo o último) já se encontravam destruídas, e os capitalistas ocidentais, junto a seus agentes políticos liberais e sociais-democratas, não tiveram outra alternativa que não se colocar sob a direção da União Soviética e do Exército Vermelho para combater o fascismo.    

Nunca é demais destacarmos o papel decisivo da União Soviética na luta contra o nazifascismo. A história da Guerra Antifascista demonstrou que o Estado e o sistema socialista soviético possuíam uma extrema vitalidade, sendo capazes de resistir aos testes da História. É impossível explicarmos o gesto heroico dos povos soviéticos sem entendermos o papel crucial que o Partido Comunista, liderado por Josef Stalin, jogou nesse processo.    

A vitória das forças democráticas na Guerra Antifascista representou um gigantesco golpe no sistema internacional do imperialismo, dada a expansão significativa que o sistema socialista obteve com tal vitória. Após a vitória contra o nazifascismo, países como Albânia, Bulgária, Iugoslávia, Polônia, Romênia, Tchecoslováquia, tomaram o rumo do socialismo. Desabou o sistema colonial do imperialismo e os povos outrora massacrados das colônias e semicolônias se levantavam um após outro por sua emancipação. Muitas destas lutas assumiram a perspectiva também da construção da sociedade socialista, como na China, Coreia e Indochina (países como Vietnã, Laos e Camboja seriam libertados e trazidos para o campo do socialismo). Desta forma, o 9 de maio de 1945 foi a data histórica que marcou a entrada acelerada de um terço da humanidade no caminho da construção do comunismo.    

Após a derrota das forças nazifascistas, os imperialistas norte-americanos tomaram o lugar dos fascistas de países como Alemanha, Itália e Japão, e se tornaram a fortaleza da reação internacional. Desde 1945, para caminharem em seu projeto de dominação mundial, os imperialistas norte-americanos reabilitaram as velhas potências e elementos criminosos do fascismo. Cometeram inumeráveis crimes e atos de agressão na esperança de derrotar os povos em luta, sem calcular que, com seus atos genocidas, apenas aceleraram a decomposição do sistema capitalista mundial. Em meio à pandemia de Covid-19, as debilidades do imperialismo ianque se escancaram como nunca, às quais busca resolver por meio de novas guerras de agressão, militarismo e roubo, esforçando-se para trazer consigo toda a humanidade trabalhadora para o fundo do poço no qual mergulha. Assim, o 9 de maio de 1945 deixou claro qual é o novo e principal inimigo dos povos: o imperialismo ianque.    

Atualmente, as burguesias de todos os países desenvolvem seu anticomunismo primário, buscando impor, não somente pela manipulação midiática, mas pela repressão e pelo terror, sua visão de mundo que falsifica a História. De modo completamente dissimulado, tentam estabelecer uma semelhança entre comunismo e nazismo, como se representassem "diferentes lados de uma mesma moeda", "disputas de irmãos". Baseando-se nessas mentiras, as burguesias têm perseguido e proibido as atividades não só dos Partidos Comunistas, como também dos sindicatos e dos instrumentos de luta mais amplos da classe operária. Estabelecendo falsas equivalências entre comunismo e fascismo, a reação mundial, encabeçada pelo imperialismo ianque, não hesitou em reabilitar até mesmo em tempos recentes forças fascistas para perseguir os comunistas. Desde os anos de 2014 e 2015, por exemplo, na Ucrânia, fascistas já levantam abertamente suas suásticas e caminham em batalhões na capital Kiev. Também no restante do Leste da Europa, sob falsos discursos de "defesa da democracia", os Partidos Comunistas têm sido colocados na ilegalidade e grupos fascistas têm sido reabilitados. Tais fatos demonstram que, a despeito dos golpes brutais sofridos pelo fascismo com sua derrota na Segunda Guerra Mundial, sua morte não foi definitiva. Assim, a luta contra o fascismo, agora apoiado e reabilitado pelo imperialismo norte-americano, permanece na ordem do dia da luta dos povos.    

A União Reconstrução Comunista, desde sua fundação em 2012, coloca no centro do debate político nacional a necessidade do reestabelecimento em nosso país de um Partido Comunista, que atue verdadeiramente como vanguarda da classe operária brasileira, e que tenha como base uma ideologia e programa corretos. É impossível que o proletariado brasileiro desenvolva uma luta contra o avanço do fascismo brasileiro carecendo daquele que é o seu mais importante e principal instrumento, a saber, o destacamento de vanguarda organizado e consciente do proletariado. Essa é certamente mais uma das importantíssimas lições que o 9 de maio de 1945 deixa para as novas gerações de comunistas.

Viva aos 75 anos da derrota histórica do fascismo!    
Viva aos grandes mártires de todo o mundo que tombaram na luta contra o fascismo!    
Viva ao grande camarada Stálin!    
Viva aos povos do mundo!
 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA

 

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