Mapeamento do fascismo na Europa

20/08/2019

 

Fruto de mais uma crise do capitalismo, o fascismo volta a tomar a Europa. Seguindo a onda do Trumpismo – e muitas vezes aliadas deste – uma série de nações europeias presenciam o crescimento de partidos e organizações de caráter abertamente fascista.

 

A Europa vive os seus piores dias em muitas décadas. A crise econômico-financeira parece ter enterrado de vez os anos de prosperidade desse continente. O crescente desemprego, o aumento da pobreza e da desigualdade social e o afluxo de imigrantes vindos principalmente do Oriente Médio e da África somam-se à diluição do “ideal” europeu cristão. Notamos algumas similitudes nos projetos das agremiações dessa nova onda fascista de caráter oportunista, como a figura de um líder forte, em alguns casos a saída da União Europeia, o apelo nacionalista-burguês e chauvinista ancorado nos símbolos da pátria, munidos do discurso “anti-sistema”, anti-islâmico, racista e homofóbico. Sabemos que como há cem anos atrás, a pequena burguesia é a classe social mais suscetível a abraçar o fascismo e a burguesia como os banqueiros e industrias são os segmentos da sociedade que financiam as forças do atraso no sentido de colocar no poder governos fantoches e reprimir as lutas das classes trabalhadoras, visando manutenção e ampliação das suas taxas de lucro. Esse crescimento das forças fascistas foi, por ora, em grande medida, barrado nas eleições para o Parlamento Europeu pelos liberais “verdes” [1].

 

- Itália

A Itália é um dos principais bastiões dessa guinada fascistizante pela qual vem passando a Europa. A Liga, do atual vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, partido com mais apoio na Itália, está na dianteira desse processo. O crescimento de Salvini obteve êxito devido a estratégias muito parecidas com as de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Sabemos que Steve Bannon trabalha para o líder italiano. Todo cotidiano de Salvini é relatado nas redes sociais, sua página no Facebook tem mais seguidores do que a de qualquer político europeu. Com isso, os estrategistas tentam aproximar Salvini do povo, humanizando a sua figura, passando a imagem de cidadão comum com hábitos simples, que acompanha futebol etc.

 

A Liga alimenta um forte discurso conservador, xenofóbico e com imensa carga preconceituosa contra os povos do sul da Itália, região mais empobrecida. Mantendo essa mesma linha, no caso brasileiro, Bolsonaro insufla o preconceito contra a região Nordeste. Seguindo os passos dos presidentes de Brasil e Estados Unidos, Salvini é um aliado íntimo do assassino em massa e primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu. O sionista vem estreitando relações com essa leva de partidos fascistas europeus [2]. Mesmo com esse cenário de alinhamento com as forças pró Ocidente, é interessante mencionar a adesão da Itália às Novas Rotas da Seda, projeto chinês que visa integrar comercialmente, por meio de rotas marítimas e terrestres, a Ásia com a Europa e além. Esta proposta é combatida pelos EUA devido à guerra comercial. Contudo, estamos diante de uma configuração mundial em que torna-se impossível virar as costas para a China.

 

- Suécia

No país nórdico, temos o partido Democratas Suecos, cuja liderança é Jimmie Åkesson. A Suécia foi um país fortemente marcado pelo Nazismo nos anos 30 e 40, forças do atraso que insistem em retornar agora no século XXI. Como no caso ucraniano, os fascistas povoam as ruas atacando violentamente manifestações com pautas democráticas, como pelos direitos dos LGBT. A legenda de Åkesson até recentemente tinha militantes nazistas históricos entre os seus membros. O debate político na Suécia não possui mais como pauta principal as questões que envolvem o Estado de Bem Estar e sim assuntos referentes ao “problema” da imigração. Um ponto em comum entre quase todos os partidos de extrema direita europeus – o FPÖ (Partido da Liberdade da Áustria coloca-se como uma exceção – é a hostilidade em relação à Rússia. Observamos que a “ameaça” de um ataque russo pelo Mar Báltico fazem com que assuntos como políticas de defesa e a eminência de ataques estrangeiros sejam recorrentes nas campanhas eleitorais.

 

- Espanha

No caso espanhol, o Vox conquistou 24 lugares do Congresso nas eleições de abril de 2019. O partido de Santiago Abascal, que em 2016 tinha tamanho e influência irrisórios, em poucos meses, no início de 2019, foi de 0% a 10% de apoio do eleitorado, conquistando 24 deputados no Congresso. Como explicar essa rápida subida? Fácil, o Vox usou as mesmas vias que os seus aliados fascistas. Seguindo a linha das eleições nos Estados Unidos e Brasil, a equipe de propaganda do Vox conta com sites que compartilham conspirações e conteúdos falsos. O uso excessivo das redes sociais servem para agudizar a polarização com o PSOE e o PODEMOS, do lado da esquerda liberal, e com o PP da direita. Utilizam uma linguagem que visa enfraquecer a confiança do povo nos velhos políticos e jornalistas. Assim como os outros seguidores de Steve Bannon, Santiago Abascal publica constantemente no Twitter; cada postagem possui um link de um vídeo ou de uma fotografia de recintos repletos de gente com a hashtag #EspañaViva.

 

A essência é idêntica aos projetos de Salvini, Trump etc., vide os seguintes trechos de uma propaganda política do Vox: “Se você não ri da honra porque não quer viver entre traidores; se você anseia por novos horizontes sem desprezar suas origens; se você mantém intacta sua honradez em tempos de corrupção; se você ama sua pátria como ama seus pais, você saberá que está conseguindo fazer a Espanha grande outra vez”. Trata-se de uma versão espanhola do “Make América Great Again” [3].

 

O Vox ascendeu devido ao fracasso dos outros partidos em resolver as questões referentes aos conflitos regionais – País Basco e Catalunha. Em resumo, o Vox se posta contra o separatismo catalão e basco, contra o feminismo, o casamento igualitário e a imigração, especialmente a muçulmana. Propaga um discurso de ira contra a corrupção e de críticas à política tradicional, além de tangenciarem um punhado de outros temas, dentre os quais citam-se a propriedade de armas e a liberação da caça. A Espanha vive hoje os resíduos políticos e sociais do regime de Franco e o crescimento do Vox representa isso. A burguesia espanhola, atarvés de uma propaganda massiva vem recuperando os vestígios da ideologia franquista.

 

- Áustria

Em 1999, o FPÖ (Partido da Liberdade da Áustria) tornou-se o segundo maior partido na eleição do Conselho Nacional (uma das câmaras que formam o Parlamento) e formou uma coalizão com o conservador ÖVP (Partido Popular Austríaco). Essa mesma aliança governa desde dezembro de 2017, com o chanceler federal do ÖVP, Sebastian Kurz. O vice-chanceler Heinz-Christian Strache, do FPÖ, porém, não precisou se preocupar em endurecer a política contra os refugiados.

 

Isso porque Kurz deu uma guinada à direita, fazendo de tudo para manter os refugiados bem longe da Áustria. O ministro do Interior, Herbert Kickl, quer manter os que requisitam asilo "concentrados" num único lugar – o que escancara as aspirações nazistas do político austríaco. Alguns políticos do FPÖ atuam próximos a associação estudantis para disseminar os ideais conservadores.

 

- Dinamarca

O Partido Popular Dinamarquês foi fundado em 1995 e desde então tornou-se um dos mais populares e influentes partidos da Dinamarca, especialmente entre os estratos mais conservadores do proletariado e da pequena burguesia. O partido possui pautas conservadoras, defendendo as tradições cristãs dinamarquesas e as políticas xenofóbicas e rejeitando veementemente o multiculturalismo. No aspecto econômico, o partido apoia a intervenção do Estado na economia e opta pela preservação do Estado Social, mas afirmando que tal preservação dependerá do controle rigoroso da imigração.

 

- Alemanha

O AfD (Alternativa Para a Alemanha) entrou pela primeira vez no Parlamento após as eleições gerais de 2017, quando recebeu 12,6% dos votos. Desde então, sofre uma certa estagnação no âmbito nacional – obteve 11% nas eleições europeias –, mas no Leste da Alemanha, região mais afetada pela crise, tem seu pilar e continua possuindo forte apoio. Em suas manifestações, o partido costuma assegurar que todos os seus militantes portem a bandeira alemã e acusa os demais partidos de sentirem vergonha dos símbolos nacionais. O movimento alemão xenófobo e nacionalista chamado Pegida, aliado do AfD, adota o slogan "patriotismo não é crime", alegando que as elites e políticos como Angela Merkel envergonham-se de qualquer símbolo nacional.

 

Hans-Olaf Henkel, ex-executivo da IBM e ex-presidente da mais importante Associação Federal da Indústria Alemã, é um dos defensores mais efusivos da AfD. O Partido é apoiado por centenas de economistas burgueses alemães. O AfD que se coloca como anti-euro mas pró-Europa e pró-UE, tem o argumento central de que o euro é uma moeda falida que ameaça a integração europeia, empobrecendo a economia e tornando-a pouco competitiva. A grande leva de imigrantes que se estabelecem na Alemanha serve de pretexto para o discurso xenofóbico do partido, principalmente anti-istã, religião predominante entre os refugiados, se dissipar nas massas. Graças a este discurso sedutor e mentiroso típico dos fascistas, tem captado eleitores e, tornando-se, segundo as pesquisas recentes, o terceiro maior partido da Alemanha.

 

- França

Juntamente com o italiano Matteo Salvini, Marine Le Pen, liderança da Frente Nacional – atual Agrupamento Nacional –, se destaca como uma das principais lideranças das recentes movimentações fascistas na Europa.  Por muito pouco Le Pen não venceu Emmanuel Macron no pleito presidencial em maio de 2017. Com o enfraquecimento do atual presidente, ela e seu partido crescem vertiginosamente, o que foi provado nas eleições europeias de maio de 2019.

 

A Frente Nacional defende pautas nacionalistas, anti-imigração, “anti-sistema”, além de pautas que preservem os valores tracionais cristãos franceses, ou seja, dispõe de todo o coquetel fascista.

 

No mês de maio um grupo de deputados e senadores franceses pediu a criação de uma comissão para investigar a relação entre a líder do partido de direita Agrupamento Nacional (RN, na sigla em francês), Marine Le Pen e o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon. A denúncia foi fundamentada em imagens divulgadas por um documentário do canal France 2, que mostram Bannon reunido com o marido de Le Pen em Londres, para abordar supostamente uma ajuda financeira ao partido francês, algo proibido por lei [4].

 

Exatamente como fez Trump e Bolsonaro na reta final de suas campanhas, nos últimos anos Le Pen vem amenizando as posições abertamente fascistas para alcançar a presidência, contudo ela continua se opondo à “islamização” do país, à União Europeia e apoiando o Brexit, elementos que impulsionaram a sua popularidade. Uma de suas principais promessas é reduzir a migração em 80%, o equivalente a 10 mil pessoas por ano. O eleitor que vem somando apoio à Marine Le Pen é mais jovem, proveniente do proletário e pequena burguesia, com baixa escolaridade, morador de regiões rurais e subúrbios e orientado por valores “anti-globalização”.

 

- Eslovênia

Janez Jansa, o dirigente do Partido Democrata Esloveno (SDS), em junho do presente ano venceu as eleições legislativas eslovenas com 25,03% dos votos. Embora não possa governar sem o apoio de outras formações políticas, a estreita vitória de Jansa construiu-se com uma mistura das narrativas do presidente norte-americano Donald Trump, dos slogans anti-Europa e anti-imigração e do ultranacionalismo húngaro de Viktor Orbán.

 

- Ucrânia

O caso ucraniano é parecido com o brasileiro, pois a fascistização da política e da sociedade são consequências, em grande medida, de um golpe parlamentar e da crise econômica. No país do Leste Europeu, os fascistas, apoiados pelo Ocidente, seja nas ruas, seja nas vias parlamentares, acumulam, desde o Euromaidan, força e influência sem precedentes. O fatídico massacre de Odessa é a prova cabal disso: naquele dia, 50 anti-fascistas foram queimados, baleados e espancados até a morte por uma multidão de fascistas.

 

No movimento fascista ucraniano podemos destacar os Partidos Svoboda, Pravy Sektor e o temido Batalhão Azov. O primeiro se auto proclama nacionalista, anti-semita e anti-comunista. Atualmente se encontra no ranking dos cinco maiores partidos do país. A filiação ao partido é restrita aos ucranianos étnicos; anteriormente, o partido não aceitava o ingresso de ateus ou ex-membros do Partido Comunista. Nos últimos anos, o Svoboda filiou supremacistas brancos e hooligans.

 

O Pravy Sektor (setor direito) foi criado em novembro de 2013 como uma confederação paramilitar de várias organizações nacionalistas na onda dos acontecimentos ocorridos na praça Euromaidan, em Kiev. A confederação se transformou em um partido político em 2014 e naquele momento reunia em torno de 10.000 membros. O setor direito guarda muitas semelhanças com o Svoboda e preza por um forte sentimento nazista.

 

No início de 2014, no calor dos acontecimentos do golpe contra o presidente pró-Rússia Víktor Yanukovich, o Batalhão Azov foi fundado por hooligans do FC Metalist Kharkiv. Esse batalhão consiste em uma organização paramilitar que atualmente é ligado ao Ministério do Interior da Ucrânia. O grupo é acusado de ser uma organização nazista e de ter cometido crimes de guerra – torturas, estupros, saques, limpeza étnica e perseguição de minorias – no conflito da porção leste do território ucraniano, onde luta contra os separatistas pró-russos. Os nazistas andam impunemente pela Ucrânia perseguindo homossexuais, judeus e russos. Todos os agrupamentos mencionados acima reivindicam o legado de Stephan Bandera, líder nacionalista que colaborou com os nazistas durante a segunda grande guerra [5].

 

- Inglaterra

A primeira manifestação de extrema direita nos tempos recentes na Inglaterra foi o Brexit. Os políticos e seus articuladores apoiadores da saída Inglaterra fizeram uso das metodologias de Bannon, mas sem lograr êxito no caso das eleições nacionais. Em maio, ocorreram as eleições domésticas e os partidos de extrema direita vinculados ao Brexit foram derrotados.  Apesar de manter-se como primeira força política do país, o maior perdedor foi o Partido Conservador da ex-primeira-ministra Theresa May, que renunciou em meio ao impasse do Brexit. Agora o cargo de primeiro-ministro é ocupado pelo também conservador Boris Johnson. Os resultados do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP) seguiram o mesmo caminho decadente, liderado pelo deputado europeu Nigel Farage, que é criticado na Inglaterra por setores progressistas, graças às suas posições racistas e xenofóbicas. Neste sentido, os ganhadores das eleições locais, foram os partidos que lutaram claramente contra o Brexit.

 

- Holanda

O Partido para a Liberdade (PVV), de Geert Wilders, ficou apenas em segundo lugar, com 13% nas eleições presidenciais de 2017. Porém, Wilders, com sua posição contrária à migração e ao islã, continuou dominando a agenda política. Além disso, surgiu um segundo partido de extrema direita, o Fórum para a Democracia, de Thierry Baudet, com objetivos quase idênticos aos do PVV.

 

- Hungria

Na Hungria, o fascismo se manifesta principalmente através do primeiro ministro nacionalista e conservador Viktor Orbán do Fidesz (União Cívica Húngara) e do Partido Jobbik. Segundo Steve Bannon, Orbán, ao lado de Salvini, são os principais agentes do estrato conservador da política europeia. Já o Jobbik, detentor de grande presença política no cenário local, defende pautas ultranacionalistas e cristãs, como também os “valores tradicionais húngaros”. É racista, antissemita, anti-cigano e homofóbico.

 

Agora, mais um partido dessa corja fascista foi fundado na Hungria. Trata-se do Mi Hazánk (A Nossa Pátria), que já anunciou a formação de uma unidade paramilitar. Como a Guarda Húngara, a unidade paramilitar do Jobbik preza pela “auto-defesa” e a “preservação das tradições”, defendendo também programas educativos e treino militar básico para a juventude húngara. A Guarda Húngara esteve envolvida na perseguição a imigrantes e refugiados na fronteira entre a Hungria e a Sérvia. A recém fundada Legião Nacional ostentará equipamento militar, como uniformes e braceletes para identificá-los em formações militares. Ambas inspiram-se nas unidades paramilitares do Partido da Cruz Cruzada, aliado da Alemanha nazista, que disseminou o terror na Hungria.[fonte]

 

- Grécia

No país mediterrâneo, o Aurora Dourada representa o que há de mais atrasado na política grega e tem seu próprio Füher: Nikoláos Michaloliákos. O partido ultranacionalista, que defende o cristianismo ortodoxo, alimenta posições extremamente racistas e de aversão aos imigrantes. Inúmeras vezes foram acusados de envolvimento com o crime organizado, homicídio de imigrantes, assassinato de comunistas e corrupção. Nas eleições de julho de 2018, o partido não ultrapassou o mínimo de 3% de votos para entrar no parlamento grego e o líder Nikoláos Michaloliákos frisou que o Aurora Dourada não está acabado e que voltará às ruas e as praças – onde se tornou forte e atacou imigrantes e refugiados.

 

- Polônia

O partido católico ultraconservador Lei e Justiça (PiS) chegou ao poder em dezembro de 2015. No percurso eleitoral, seu programa combinava ataques às elites sociais e políticas − de Varsóvia e da União Europeia− e  mensagens contra a imigração. O PiS e seu líder, Jaroslaw Kaczynski, despontaram como os verdadeiros defensores da tradição e da família. A promoção das origens cristãs e democratas é a base de sua ideologia, mas o partido também difunde um discurso de ódio contra o multiculturalismo, os progressos sociais, os gays, o feminismo e até os ecologistas. Kaczynski quer uma Polônia católica idealizada, desprovida de vestígios do comunismo e da social democracia.

 

- Croácia

O governo da presidenta Kolinda Grabar-Kitarovic é liberal com traços conservadores. Zlatko Hasanbegovic, o ministro da cultura, é uma figura conhecida de grupos de extrema direita e tem discurso que minimiza os crimes da Ustasha, organização paramilitar croata fascista e nacionalista. Os grupos fascistas percorrem as ruas croatas que aterrorizando imigrantes, LGBTs etc.

 

29/07/2019

 

Escrito por A.L

 

Notas

[1] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/26/internacional/1558887561_830895.html

[2] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/12/internacional/1544575469_485740.html

[3] https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/vox-da-espanha-segue-a-cartilha-de-trump-e-bolsonaro/

[4] https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/58460/parlamentares-franceses-pedem-investigacao-sobre-relacoes-do-partido-de-le-pen-com-steve-bannon

[5] Documentário: As Máscaras da Revolução. https://www.youtube.com/watch?v=XAWedhn1kBk

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