Mao: "De Onde Vêm as Ideias Corretas?"

19/07/2019

 

De onde vêm as ideias corretas? Caem do céu? Não. São inatas dos cérebros? Não. Só podem vir da prática social, dos três tipos de prática: a luta pela produção, a luta de classes e os experimentos científicos na sociedade. A existência é sócia do povo e determina seus pensamentos. Uma vez dominados pelas massas, as ideias corretas, características da classe avançada, se converterá em uma força material para transformar a sociedade e o mundo.

Na prática social, a gente se enfrenta com todo tipo de lutas e extrai ricas experiências de seus êxitos e fracassos. Inumeráveis fenômenos da realidade objetiva se refletem nos cérebros das pessoas por meio dos órgãos e seus cinco sentidos, a visão, a audição,  o olfato, o paladar e o tato.

Ao começar, o conhecimento é puramente sensitivo. Ao acumular-se  este conhecimento o mesmo produzirá um salto e se converterá em conhecimento racional, em ideias. Este é o processo do conhecimento.

É a primeira etapa do processo de conhecimento em seu conjunto, a etapa que conduz da matéria objetiva à consciência subjetiva, da existência das ideias.

Nesta etapa, porém não se tem comprovado se a consciência e as ideias (incluindo teorias, políticas, planos e resoluções) reflitam corretamente as leis da realidade objetiva, como também não podem determinar se são justas.

Logo se apresenta a segunda etapa do processo de conhecimento, a etapa que conduz da consciência à matéria, das ideias à existência, isto é, aplicar na prática social o conhecimento obtido na primeira etapa para ver se essas teorias, políticas, planos e resoluções podem alcançar as conseqüências esperadas.

 

Falando em geral, os que derem bons resultados são adequados, e os que derem maus resultados são errôneos, especialmente na luta da humanidade contra a natureza.

Nas lutas sociais, as forças  que representam a classe avançada às vezes tem algum fracasso, mas a causa não é de que suas ideias sejam incorretas, mas na verdade da correlação das forças em luta, as forças avançadas ainda não são tão poderosas naquele momento quanto as forças reacionárias, e conseqüentemente fracassam temporariamente, porém alcançam os êxitos previstos mais cedo ou mais tarde.

Depois das provas da prática, o conhecimento do povo realizará outro assalto, que é mais importante que o anterior. Porque só mediante o segundo salto poderá provar o que ocorreu de errado e certo no primeiro salto de conhecimento, isto é, das ideias, teorias, políticas, planos e resoluções formadas durante o curso da reflexão da realidade objetiva.

Não há outro método para comprovar a verdade. A única finalidade do proletariado e seu conhecimento do mundo são transformar o mesmo.

O pequeno só pode ganhar um conhecimento correto depois de muitas reiterações do processo que conduz da matéria à consciência e da consciência à matéria, quer dizer, quer dizer, da prática ao conhecimento e do conhecimento à prática.

Está é a teoria marxista do conhecimento, é a teoria materialista dialética do conhecimento.

Porém muitos dos nossos camaradas não compreendem  está teoria do conhecimento.

Quando lhes é perguntado de onde extraem suas ideias, opiniões, políticas, métodos, planos, conclusões, eloqüentes discursos e longos artigos, consideram estranha a pergunta e não podem responder.

Encontramos freqüentemente incompreensíveis fenômenos de salto na vida cotidiana em que a matéria pode transformar-se em consciência e a consciência em matéria.

Por isso, é preciso educar nossos camaradas na teoria materialista dialética do conhecimento para que orientem corretamente seus pensamentos seja para investigar e estudar bem, seja para realizarem um balanço correto de suas experiências, para que superem suas dificuldades, cometam menos erros, trabalhem bem e lutem esforçadamente para converter a China numa grande potência socialista e ajudar as grandes massas dos povos oprimidos e explorados do mundo, cumprindo assim os grandes deveres internacionais que havemos de assumir.

 

 

Este artigo é um fragmento de "Decisões do Comitê Central do Partido Comunista da China sobre alguns problemas no atual trabalho rural" (projeto), que foi elaborado pelo camarada Mao Tsé-Tung quando presidente, que foi quem redigiu e extraiu esse trecho.

 

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