"A guerra antifascista"

09/05/2019

 

A Segunda Guerra Mundial foi uma prova de fogo para vinte anos de revolução proletária e construção socialista.

 

Hitler, chefe nazista da Alemanha, valorizou erroneamente as contradições existentes na URSS. Especulou com uma insurreição ou com a indiferença das classes camponesas. Teceu planos entorno das tensões que se advertiam entre os russos e outras nacionalidades. Superestimou as possibilidades de sua rede de sabotadores e espiões, construída com o apoio e intervenção direta dos ex-guardas brancos e de elementos hostis ao socialismo. Se sentiu encorajado, sobretudo pela superioridade do armamento, pela preparação profissional das autoridades e pelo treinamento da tropa. Uma potência como a França tinha sido tomada em dias. Quase toda a Europa estava ocupada por nazistas. Sua indústria e sua agricultura abasteciam a maquinaria bélica germânica.

 

Os estados burgueses tinham sido derrubados como castelos de naipes pelos golpes fulminantes da Reichswer. O “Fürer” – como Hitler se designava -, enviou seu delegado Rudolf Hess à Inglaterra para concertar um acordo de paz e uma “santa aliança” anticomunista, tratando assim de isolar a URSS. Como o Estado soviético poderia resistir à sua ofensiva demolidora no momento do apogeu do poderio militar e da capacidade de combate provada em dois anos de vitórias das forças hitlerianas?

 

Os nazistas se lançaram com soberba contra a União Soviética socialista não porque estavam loucos, mas porque se basearam nesses múltiplos fatores.

 

Sob seu ponto de vista, tanto o imperialismo britânico e o yanque, se enfrentavam o imperialismo nazi-alemão devido ao antagonismo de interesses que os tornavam opostos na disputa pelo domínio mundial, estimavam que a URSS não poderia resistir. Em suma, acreditavam que a guerra poderia acabar sem definição. Seu maior interesse estava no máximo enfraquecimento dos soviéticos, assim como nas perdas irreparáveis dos nazistas. Truman – presidente dos EUA – por exemplo, declarou sem papas na língua, no dia seguinte à invasão germânica da União Soviética, que se era visível que os alemães avançavam teria que ajudar os russos, e se estes passassem para uma contra-ofensiva, teria que ajudar os alemães. Churchill – primeiro ministro inglês – estava crente que a URSS não duraria muito. Os chefes militares ingleses eram quase unânimes em relação à opinião de que a derrota soviética chegaria em pouco tempo. Igual era a suspeita do agregado militar da embaixada norte-americana em Moscou, Ivan Yeaton. O Departamento de Defesa em Washington pintava para o presidente Roosevelt um panorama desastroso sobre a situação da URSS na guerra.

 

Os imperialistas yanques e britânicos imaginavam que, por fim, eles poderiam ditar as condições de paz, impor sua hegemonia no mundo e dar um golpe demolidor contra o movimento operário e revolucionário internacional, esmagando ou submetendo sua principal base, a URSS.

 

Por isso violaram reiteradamente seus compromissos com o governo soviético, e não abriram uma segunda frente na Europa Ocidental, senão quando o Exército Vermelho já podia esmagar sozinho, junto com o movimento guerrilheiro em desenvolvimento, as forças hitlerianas.

 

Os resultados foram radicalmente distintos com relação aos perseguidos por uns e outros imperialistas. O nazismo foi derrotado essencialmente pelo país da ditadura do proletariado. Em sua marcha até Berlim, o exército soviético foi decisivo na liberação de uma série de países ocupados pelos hitlerianos.

 

A guerra antifascista travada pelo povo soviético estimulou poderosamente o desencadeamento de um grande movimento de resistência guerrilheira em quase todos os países colonizados pelos nazistas. Os comunistas foram a vanguarda real e reconhecida pelas massas de resistência antifascistas. Se rompeu o cerco hostil que prendia a URSS.

 

Sobre esta base, se criou uma nova situação internacional favorável ao avanço das lutas libertadoras e revolucionárias dos povos. Se conseguiram grandes vitórias na Europa Oriental, Coréia, Vietnã e em pouco tempo o triunfo da Revolução Chinesa. O sistema imperialista foi abalado até seus alicerces.

 

Por Carlos Echague

 

Do pcr.org.ar

 

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