As forças do atraso avançam no interior de São Paulo

07/05/2019

 

As forças do atraso avançam no interior paulista, dessa vez esta possui como alvo o assentamento Luiz Beltrame. Terreno ocupado, localizado em Gália, 19 famílias de assentados pela reforma agrária são ameaçadas de despejo. Tal ocupação já havia sido legitimada pelo INCRA, porém um processo judicial depois de 5 anos de ocupação legal invalidou a legitimação da ocupação perante o Estado reacionário, logo o antigo dono das terras tenta retomar a propriedade fundiária, a qual em suas mãos não possuía produtividade para servir ao povo brasileiro.

 

A luta pela existência do Luiz Beltrame começou em 2009, em 2010, as duas fazendas haviam sido expropriadas pelo INCRA por improdutividade, desde então, com o processo de regulação do assentamento, os campesinos conseguiram transformar a produção inexistente das duas fazendas de Gália, em um território rico em variedades diferentes de culturas de subsistência, oriunda da prática agroflorestal, vendida para os trabalhadores, nas cidades da região por um preço acessível.

 

O fato é que os camponeses representantes da nova forma produção e a nova sociedade em contraste com o velho estado e os representantes da velha sociedade, cujo quais mantinham a terra improdutiva para especulação, acabaram estabelecendo a função social da terra em pró dos interesses nacionais, do atendimento da demanda do mercado interno, tão requerida pelos trabalhadores da região. A eficiência da produção local do assentamento, pode ser constatada por meio de diversas reportagens feitas pela própria imprensa burguesa e mesmo outros materiais empíricos feita por instituições universitárias da região1.

 

Em Gália, pode se afirmar que a perseguição ocorreu por meios burocráticos, a partir de uma decisão autoritária do STF, em 2015, de retomar o direito da posse de terra para o antigo proprietário, que não gerou empregos e nem beneficiou minimamente em nenhuma esfera o nosso país, quando este tinha a propriedade da terra. Cabe ressaltar a irresponsabilidade do INCRA em não recorrer quando decisão do STF foi deferida.

 

Nessa nota divulgaremos também por meio das próprias palavras dos camponeses toda situação trágica que estes se encontram, essa a qual demonstra tudo o que esses camponeses e o Brasil tem a perder com este despejo, isto é comida para diversas famílias da região, as quais são produzidas de maneira responsável e eficiente:

 

 

A URC, sempre estará ao lado das massas subalternas contra as diversas ingerência desse governo antinacional, antipovo e a favor de tão meramente o atraso de nosso país e o avanço imperialista dos EUA em toda nação. O velho estado ataca quem produz com reintegrações de posse e despejos, perdoa com isenções fiscais o improdutivo que sonega impostos criando dívidas trilionárias com o estado brasileiro.

 

Apoiaremos o MST em sua resistência, além de auxiliá-los em suas demais atividades, necessárias para sua subsistência, atuaremos como agente capaz de resguardar seus interesses populares e nacionais, como sempre fizemos quando tivemos possibilidade.

 

NOTA

1 Ver reportagem da Record: https://www.recordtvpaulista.com.br/portal/noticia/160/86; Ver também os trabalhos de extensão da Universidade Estadual de São Paulo: http://unan.unesp.br/artigo-o-veneno-que-vem-do-ceu&pagina=1

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