"A bandeira do dia da mulher convoca a unir e lutar contra Regime EUA-Duterte!"

15/03/2019

 

Neste dia histórico, de ações coletivas das mulheres se tornando uma força mundial a ser reconhecida, as mulheres revolucionárias filipinas sob a bandeira de Malayang Kilusan e Bagong Kababaihan (MAKIBAKA) continuam a feroz tradição de mulheres fortes que resistem e lutam ao longo da linha e do programa da revolução nacional democrática contra o sistema semicolonial e semifeudal. Ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, reconhecemos e juramos derrubar o principal inimigo das mulheres filipinas e de todo o povo filipino hoje: o regime norte-americano de Duterte.

 

No comando deste regime está Rodrigo Duterte, que é a misoginia personificada. Ele é um chauvinista que reivindica estimar a memória de sua falecida mãe ativista, mas reduz nosso valor aos nossos órgãos sexuais e ordena que seus cães raivosos na FAF (Forças Armadas Filipinas) mutilem mulheres que ousam desafiar sua tirania e ditadura. Ele é um mentiroso descarado que há muito rouba o crédito pelo árduo trabalho de mulheres ativistas na cidade Davao, que realizam programas e legislações pró-mulheres a fim de desodorizar o mau cheiro de seu sexismo entrincheirado.

 

Duterte é um tirano patriarcal raivoso que ataca as mulheres e crianças pobres com suas políticas desastrosas, e persegue mulheres ativistas e figuras de boa oratória entre as mulheres da oposição e da mídia. Protegido por seus generais militares fascistas igualmente machistas e seus amigos avarentos da burguesia compradora dirigente, senhores de terra e seus mestres imperialistas, ele goza de total impunidade, perpetuando abusos contra as mulheres filipinas e seus filhos enquanto saqueia e destrói suas casas e seus meios de subsistência.

 

O regime EUA-Duterte exacerba o estado inerentemente miserável das mulheres no país. Nas áreas rurais, já privadas de terra para cultivar, as camponesas sofrerão muito como resultado da promulgação de Duterte para a lei da medida de tributação do arroz, que inundará o país com arroz importado inicialmente barato. Com os cartéis de arroz controlando a oferta e o preço do produto no país, e considerando a negligência criminosa que o governo reacionário tem há muito perpetrado contra os camponeses produtores de arroz, as mulheres, que compreendem a quase metade deles, temem a perda não apenas de suas rendas, mas também de suas terras. 

 

As mães Lumad, especialmente em Mindanao, lamentam que as escolas Lumad, que construíram meticulosamente em meio a longas décadas de negligência do governo, estejam sendo sistematicamente fechadas pelas tropas da FAF e suas forças paramilitares, Bagani e Alamara. A crescente militarização da FAF, o fascismo inerente à lei marcial e Oplan Kapayapaan forçam as mulheres Lumad e camponesas, juntamente com suas famílias, a abandonar suas comunidades e meios de subsistência. Enquanto as mulheres e suas famílias estão sendo expulsas, o regime corrupto de Duterte acolhe afetuosamente as grandes plantações estrangeiras e empresas de mineração que estupram e exploram os camponeses, os recursos de Lumad e as terras ancestrais. 

 

Nas cidades e em seus centros, o tormento suportado pelas mães e mulheres das milhares de vítimas do genocídio de Duterte contra o povo pobre, ativistas, líderes de movimentos de massa, defensores da paz, religiosos e até crianças desafortunadas por meio da Oplan Kapayapaan, sua lei marcial, e por Oplan Tokhang, é agravado pelo regime fascista da impunidade. A sentença de morte já foi proferida contra o povo pobre urbano, que não encontra trabalho devido à inexistente industrialização nacional, enquanto aos trabalhadores chineses têm sido ofertado trabalho e permitido ficar no país. Àqueles que encontram emprego são assediados com baixos salários que mal sustentam uma vida familiar decente e uma contratualização permanente. Em meio a tudo isso, mais e mais mulheres são forçadas a procurar trabalho no exterior, onde um número alarmante delas são vítimas de tráfico humano, assédio sexual e estupro.

 

Contudo, estas variadas formas de opressão – sob o auspício de políticas neoliberais sendo implementadas através do fascismo austero – inflamam ainda mais o ódio da luta filipina, e incitam mais e mais mulheres a se reunirem à causa da luta revolucionária contra o imperialismo dos EUA, os senhores de terra, a burguesia compradora e os capitalistas burocráticos. Apesar do desespero do regime EUA-Duterte contra todas as formas de dissidência tentando, em vão, suprimir e desacreditar as demandas legítimas, juntamente com as rendições forçadas de civis no campo, as mulheres em seus milhões continuam a resistir a fim de realizar uma verdadeira reforma agrária, o aumento de salários, o fim da contratualização e outros direitos democráticos.

 

Mais importante, mais e mais mulheres estão escolhendo por se juntar à mais elevada forma de luta – avançando a luta revolucionária armada travada pelo NEP (Novo Exército Popular). As mulheres combatentes vermelhas, sendo a maioria delas do setor da juventude, estão realizando variadas tarefas militares e políticas no NEP. Elas são comandantes militares, oficiais políticas, agentes de inteligência, oficiais médicas, quadros de instrução, propagandistas ou planejadoras de produção em várias unidades e formações do Exército Vermelho. 

 

Eles são comandantes militares, oficiais políticos, agentes de inteligência, oficiais médicos, quadros de instrução, propagandistas ou planejadores de produção em várias unidades e formações do Exército Vermelho. Elas são maturadas na guerra popular prolongada, provando sua coragem revolucionária em face de dificuldades e sacrifícios cruéis, especialmente na lei marcial de Duterte em Mindanao. Seu crescente número e sua total participação na resistência revolucionária armada é um grande tapa na cara da misoginia de Duterte e em seu governo fascista-machista.

 

Enquanto a classe dominante está em desordem com as próximas eleições de meio de mandato, as mulheres filipinas rejeitarão os candidatos favorecedores de Duterte, à medida que mais e mais delas perceberem a futilidade e o circo que são as eleições reacionárias. Elas entendem claramente que somente através da luta democrática nacional haverá alguma mudança significativa e proveitosa na vida do povo filipino.

 

Em face da intensificação da opressão e do fascismo como os do tempo da ditadura Marcos, as mulheres revolucionárias filipinas aprendem as lições da história e continuam a resistir pelos interesses de classe como os operários, camponeses, pequeno-burgueses, os pobres urbanos e a minorias nacionais a fim de acabar com o governo brutal do regime EUA-Duterte, atingir a justiça revolucionária pelo povo filipino e realizar uma genuína mudança social através da revolução democrática nacional.

 

Unir as mulheres, lutar para derrubar o regime fascista EUA-Duterte!

Avançar a revolução democrática nacional à níveis mais elevados!

 

8 de março de 2019

 

Escrito por Ka Teresa (Novo Exército Popular - Mindanao do Sul)

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