"Conversa entre Kim Il Sung e Ludo Martens"

21/12/2018

 
Estou muito satisfeito por você estar fazendo outra visita ao nosso país, camarada presidente, e lhe dou as boas vindas. Sua atual quarta visita é um testemunho do fato de que nossos dois partidos estão trabalhando em estreita união e cooperação uns com os outros. Saúdo também todos vocês que vieram ao nosso país para fazer um filme introdutório sobre a Coreia.

Como você já teve uma conversa com nossos funcionários, não tenho intenção de abordar detalhadamente a situação de nosso país.

Os estadunidenses estão tentando nos espremer até a morte. O inimigo está tentando nos destruir para impedir que sigamos avançando pelo caminho do socialismo, através de bloqueios econômicos e alienação, mas sem sucesso. Devido às suas manobras, estamos passando por algumas dificuldades; no entanto, a construção socialista em nosso país está indo bem. Muitos de nossos amigos em todo o mundo estão oferecendo suporte ativo para nós. Somos muito gratos a seu partido e a muitos de nossos outros amigos por seu apoio e incentivo.

Exprimo os meus agradecimentos a você pelas atividades que vem realizando em apoio a nós e sua intenção de fazer até mesmo um filme com o qual dará ampla publicidade ao estado de nossa construção partidária e construção socialista entre os países europeus e em desenvolvimento, em o tempo em que o nosso partido está superando dificuldades. Eu dei muita importância à sua decisão de produzir um filme introdutório sobre nós.

Agora, não apenas algumas pessoas se atrevem a criticar os estadunidenses que consideram desempenhar o papel de "gendarme internacional". Os de um certo país estão tolerando os estadunidenses que os desprezam e, com medo deles, estão deixando de lançar uma luta ousada contra o imperialismo e pelo socialismo.

Cada vez que encontro estrangeiros, eu lhes digo: "No mundo, há países grandes e pequenos, desenvolvidos e em desenvolvimento, mas não pode haver superior ou inferior, dominador ou dominado". No mundo podem haver países grandes e pequenos, mas não países superiores e inferiores; pode haver países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas não dominadores e dominados. Os estadunidenses estão olhando para o nosso país como um país pequeno; nosso país é pequeno, mas nunca inferior. Nosso país é um país em desenvolvimento, mas nunca toleraremos a dominação dos outros.

Estamos fazendo todos os esforços para consumar a causa revolucionária do Juche, mantendo firme os princípios do Juche na ideologia, independência política, auto-suficiência na economia e autoconfiança na defesa. É isso que o nosso partido adota como sua linha básica. Como temos nos apegado a esta linha em nossa luta, apesar de sermos um país pequeno, não somos subjugados por outros. No futuro, também, aderiremos firmemente à linha de independência; nós nunca viveremos em subordinação aos outros.

Obrigado por sua alta apreciação sobre nosso sucesso na construção socialista e na luta pela reunificação nacional e por suas palavras que estamos contribuindo muito para fortalecer e desenvolver o movimento comunista internacional. Nosso partidos são partidos de países pequenos, mas que estão mantendo a independência. Quanto menores os países, mais solidamente eles devem se unir uns aos outros, de modo a não tolerar a interferência das grandes potências chauvinistas ou que ajam de modo arrogante e insolente.

Você disse que estudou as realizações de Stalin e escreveu um livro sobre ele; Isso é uma coisa muito boa. A União Soviética veio à ruína por perseguir o revisionismo após a morte de Stalin. A União Soviética era um país grande, ocupando um sexto da área terrestre da Terra e possuindo uma população de 290 milhões e com uma filiação partidária de 18 milhões e uma história de mais de 70 anos de construção socialista; mas tudo desmoronou ali. Apesar de sua história cobrir mais de 70 anos de construção socialista, o partido soviético exercia a burocracia, deixando de realizar trabalho com as massas, o principal conteúdo do trabalho partidário. O povo, sem receber nenhuma educação ideológica, passou a conhecer apenas o dinheiro, esforçando-se ao máximo para conquistá-lo, em vez de aderir ao leninismo. O partido acabou caindo em ruínas porque não educou o povo em idéias socialistas e comunistas, levando-os a conhecer apenas dinheiro, carros particulares e datchas.

Foi a partir da época de Khrushchev que a União Soviética começou a cambalear. Quando Stalin estava vivo, ele liderou bem o partido. Em seus dias, a luta contra o cosmopolitismo também foi travada de forma agressiva. O cosmopolitismo é uma teoria da sociedade mundial. Na época de Stalin, o povo soviético era convidado a apresentar ao Estado o que recebiam como presentes daqueles nos países capitalistas - mesmo que fosse apenas uma caneta-tinteiro. Mas se não fosse Stalin a União Soviética não teria sido capaz de derrotar os fascistas alemães. Eu ainda mantenho em casa uma cópia do filme soviético sobre a batalha em defesa de Moscou, que assisti muitas vezes.

Stalin realizou um desfile em comemoração à vitoriosa Revolução Socialista de Outubro em Moscou, com o inimigo a menos de 40 km de distância. Ao evacuar os membros do Politburo e outras pessoas para as áreas locais, ele permaneceu no Kremlin, comandando a batalha continuamente. Como lutou de maneira tão corajosa, Stalin desfrutou de respeito entre seu povo. Durante a guerra, os soldados do exército soviético lutaram sob o slogan "Por Stalin", "Pelo Partido" e "Pela Pátria", e venceram na guerra. Após a morte de Stalin, no entanto, Khrushchev falou mal de Stalin e negou suas conquistas, com a desculpa de se opor a um "culto à personalidade". Mais tarde, Gorbachev vendeu a União Soviética aos imperialistas. Eu tenho uma ideia de que o antigo povo soviético certamente restaurará sua pátria soviética.

Eu o aprecio altamente pelo livro que escreveu sobre Stalin. Eu lhe agradeço por sua gentileza em me dar uma cópia do livro. Eu muito lê-lo.

Apreciar muito as realizações feitas por Lenin e Stalin e lutar pela vitória da causa socialista e comunista é um importante dever que recai sobre os comunistas. Quero que nós dois continuemos a lutar devotadamente, de mãos dadas, pela vitória do comunismo em todo o mundo.

Como no passado, no futuro nosso partido seguirá aderindo aos dois princípios na luta pela construção do socialismo e do comunismo. Em outras palavras, continuaremos na luta para ocupar tanto a fortaleza ideológica como material do socialismo e do comunismo por um lado e, para este fim, manteremos as três revoluções - ideológica, cultural e técnica. Sem as revoluções ideológica, cultural e técnica que levamos a cabo, seria impossível construir o socialismo e o comunismo em um país, menos ainda no mundo.

Nós estamos agora vencendo na luta contra o inimigo e firmemente defendendo o socialismo porque nosso partido avança com as três revoluções em base constante sem perseguir uma política revisionista. Nossa experiência mostra que somente a luta para ocupar as fortalezes ideológica e material podem garantir a completa vitória do socialismo e o sucesso na construção do comunismo.

A União Soviética colapsou porque falhou em levar adiante a revolução ideológica. É por isso que demos uma educação efetiva a todo o povo, estabelecendo as massas como os mestres da revolução e da construção e pondo maior ênfase na revolução ideológica que ainda estamos realizando e fortalecendo. Vigorosamente empreender a revolução ideológica torna a revolução técnica melhor. Em vista da experiência de nosso partido, penso que é importante para os comunistas manter alto as bandeiras das revoluções ideológica, cultural e técnica, para construir com sucesso o socialismo e o comunismo.

Você disse que uma nova tempestade da revolução virá percorrendo todo o mundo; penso que está certo.

Você disse que durante sua visita ao Palácio das Crianças de Mangyongdae viu crianças cantando e dançando bem; nossas crianças vão para os palácios para crianças depois da escola para aprimorar seus talentos e aptidões. Construímos edifícios onde os jovens podem desfrutar de atividades extracurriculares de acordo com seus gostos e os nomeamos de "palácios de estudantes" e "palácios das crianças". Em nosso país as crianças são "reis". Todas as crianças gostam de ir nesses palácios e seus pais gostam de os ver lá depois da escola. Os pais não tem tempo de cuidar dos filhos por um longo tempo porque todos trabalham. Se não houvesse tais palácios, eles teriam dificuldades em educar seus filhos porque os jovens costumam fazer travessuras ocasionalmente depois da escola. Contudo, agora podem se engajar em atividades extracurriculares depois da escola em tais palácios que possui variados círculos, e os pais não precisam se preocupar.

São milhares de crianças que diariamente aprendem em tais palácios em Pyongyang; quando se soma os demais palácios pelo país o número aumenta ainda mais. Nos palácios as crianças aprendem o que desejam; aqueles que desejam aprender sobre bordado aprendem sobre bordado, aqueles que desejam aprender a tocar acordeão aprendem a tocar acordão e assim por diante. Aprendem o que desejam de acordo com seus gostos.

Em nosso país não cobramos nada das crianças pela operação dos palácios. Nos palácios as crianças aprendem o que desejam sem qualquer pagamento recebendo excelente tratamento. Em outros países há locais para crianças desenvolverem seus talentos, contudo, em muitos deles é preciso pagar para poder usá-lo.

Você expressou a profunda impressão que teve das felizes crianças coreanas; se não fosse pelo sistema socialista, seria impossível garantir para as crianças educação gratuita e desenvolver seus talentos dessa forma. Em nosso país, quando uma criança talentosa é descoberta, o partido encoraja o desenvolvimento de seus talentos dando orientação exclusiva com tutores individuais. Em nosso país surgiram várias crianças talentosas em pintura, caligrafia, música, dança, bordado, dentre outros.

Você me indagou sobre o prospecto das conversas RPDC-EUA e sobre as Cúpulas Norte-Sul; Os EUA retornou o diálogo conosco; Desde então os diálogos conosco procederam ao segundo estágio e foi aberto o terceiro estágio. Originalmente os estadunidenses dizem que aplicarão sobre nós sanções, até mesmo movimentando documentos na ONU. Contudo, Carter veio recentemente ao nosso país e me prometeu que persuadirá seu governo sobre: primeiro, desistir de aplicar sanções sobre nós; segundo, entrar no terceiro estágio de negociações; terceiro, prestar assistência sobre substituir o reator moderado a gravite por um reator com água leve. E sugeriu que deveríamos permitir a entrada de 2 inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica em nosso país. Eu aceitei a proposta dos estadunidenses, permitindo a entrada do inspetores.

Desde então, os inspetores da AIEA vieram em nosso país com a missão de monitorar as barras de combustível extraídas para a substituição de combustível no reator. Inicialmente, supostamente os inspetores da AIEA teriam sido expulsos. Quando propusemos um plano para melhorar as relações RPDC-EUA, os estadunidenses aceitaram. O plano contém a normalização das relações entre a RPDC e os EUA, a questão nuclear e todos os outros problemas a serem resolvidos tanto pelo nosso país como pelos Estados Unidos.

Como os Estados Unidos costumavam dizer que estávamos fabricando armas nucleares, eu disse durante minhas conversas com os estadunidenses: "Não temos necessidade nem capacidade de produzir armas nucleares. O que devemos fabricar para eles? Enquanto os Estados Unidos estão na posse de mais de 10 mil armas nucleares, qual é o objetivo de nos levar ao ridículo no mundo ao produzir apenas uma ou duas armas nucleares? Temos que fabricar armas nucleares apenas para o fratricídio entre os coreanos? Nós não faremos isso. Já adotamos uma declaração conjunta de desnuclearização da península coreana, juntamente com a Coreia do Sul." Depois de minhas conversas com Carter, os Estados Unidos expressaram sua disposição de fazer tudo o que propusemos. Assim, as negociações do terceiro estágio estão programadas para ocorrer em Genebra a partir de 8 de julho. Os membros de nossa delegação às negociações já foram nomeados e também nos Estados Unidos, e Galucci foi escolhido para liderar sua delegação.

Espera-se que as negociações de cúpula entre o norte e o sul sejam abertas em Pyongyang, a partir de 25 de julho. Acho que essas conversações também serão realizadas sem problemas. Em seu discurso de posse, o presidente sul coreano mencionou dois problemas que reclamavam atenção: em primeiro lugar, nenhuma nação aliada poderia ser melhor que sua nação; em segundo lugar, se o Presidente Kim Il Sung lhe pedisse para ir ao Monte Paektu para conversas, ele iria para o Monte Paektu e se para o Monte Halla, ele iria lá e onde quer que pedíssemos a ele. Depois de fazer tal discurso inaugural, ele seguiu na esteira dos estadunidenses. Quando os estadunidenses insistiram que devíamos nos livrar de nossas supostas armas nucleares, ele disse que não apertaria as mãos conosco a menos que o norte as apresentasse. Em sua visita ao nosso país, Carter me disse que Kim Young Sam queria me ver e pediu minha opinião. Eu disse a Carter: "Eu não posso entendê-lo falando de tal coisa, enquanto insiste em me ver. Ele fez observações tão absurdas que ele não apertaria as mãos a menos que revelássemos nossas armas nucleares. Mas nós o perdoaremos por tudo. Então diga a ele para nos chamar. "

Anteontem, o presidente do comitê de política de reunificação da Assembleia Popular Suprema do nosso lado e um "vice-premier" do lado sul reuniram-se em Panmunjom e concordaram um com o outro para realizar as conversas de cúpula norte-sul em Pyongyang. em 25 de julho. As conversações discutirão nada de especial, além das medidas para traduzir em realidade o que já foi acordado e adotado pelo norte e pelo sul - o acordo sobre reconciliação e não-agressão entre o norte eo sul, e a declaração conjunta sobre o desnuclearização da península coreana. Nas negociações esperamos resolver positivamente todos os problemas. Se as coisas saírem bem, existe a possibilidade de o nosso país ser reunificado mais cedo ou mais tarde. Quando reunificado, nosso país alcançará um desenvolvimento econômico ainda mais rápido e se tornará rico dentro de alguns anos.

Não adotaremos uma integração como a da Alemanha, na qual o Ocidente absorveu o Oriente. Queremos a reunificação através da confederação. A confederação que queremos exige que os dois sistemas e governos existentes no norte e no sul permaneçam intactos, isto é, permitindo a existência sustentada de nosso sistema socialista no norte e do sistema capitalista no sul. Se o sistema capitalista no sul é transformado em um socialista sem deixá-lo permanecer como está, isso criará complicações. Os capitalistas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Japão, Alemanha e vários outros países fizeram investimentos na Coreia do Sul. Consequentemente, se a Coreia do Sul for socialista e o dinheiro dos capitalistas estrangeiros for confiscado, complicações surgirão.

O Estado confederal reunificado não deve se tornar um satélite de qualquer país, mas um país independente, neutro e não-alinhado. Como os nossos vizinhos são todos grandes países, o Estado confederal reunificado deve ser neutro. Se a Coreia reunificada for neutralizada, seus países vizinhos não terão necessidade de tentar interferir nela. A reunificação não trará nenhum dano à nossa nação, mas tornará melhor nosso país. Para que o norte e o sul alcancem a reunificação por meio da reconciliação e da assistência mútua, deixar o sistema socialista no norte e a sociedade no sul intacta não dará origem a nenhum problema.

Há muito tempo, divulguei um slogan em que convidei aqueles com força a contribuir com suas forças, aqueles com conhecimento para dedicar seus conhecimentos e aqueles com dinheiro para dedicar seu dinheiro, para a construção de um Estado democrático e independente. Podemos certamente desenvolver nossa nação em um país rico, independente e reunificado. Até mesmo os capitalistas sul coreanos estão me chamando, um após o outro, para discutir comigo como o norte e o sul podem alcançar uma colaboração econômica. Há alguns dias conheci um homem de negócios sul coreano chamado Son Myong Won; e algum tempo antes eu também conheci Kim Woo Jung. A colaboração norte-sul, se alcançada, proporcionará um grande lucro. Por exemplo, se estabelecermos outra ferrovia entre Sinuiju e Kaesong, fazendo uma trilha dupla e levando mercadorias chinesas com destino à Coreia do Sul, poderemos ganhar mais de 400 milhões de dólares pelo serviço por ano. Em uma estimativa aproximada, se assumirmos os produtos de exportação da Rússia ou da província de Heilongjiang, na China, na Estação Tumangang e os transportarmos pela ferrovia ao longo da costa leste, poderemos ganhar mais de um bilhão de dólares pelo serviço por ano. Isso significa que, afinal, podemos ganhar cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano, apenas sentados quietos. Atualmente, temos apenas uma ferrovia nessa região; Pretendemos fazer um duplo caminho estabelecendo outras ferrovias no futuro. A Alemanha Oriental chegou à ruína através de sua absorção e integração pela Alemanha Ocidental; nosso país não seguirá o exemplo.

Você disse que antes de vir para o nosso país, você tinha sido mal informado pelos meios de comunicação ocidentais; a visão atual dos ocidentais do nosso país é influenciada pela incessante propaganda enganosa feita pela mídia de massa sustentada financeiramente pelos estadunidenses. Por ocasião do meu aniversário de 82 anos deste anos, os antigos chefes de Estado e governo de vários países do mundo visitaram o nosso país, em companhia dos jornalistas ao serviço da CNN International, do jornal The Washington Times e do japonês NHK.

Depois, os jornalistas me entrevistaram, cobriram minhas conversas com os ex-chefes de Estado e governo de vários países do mundo e tiraram fotos gratuitas de nosso país onde quer que elas estivessem. Ao voltar para casa, eles os colocaram no ar, evocando grandes repercussões em todo o mundo. Os povos de muitos países em todo o mundo disseram que, apesar de terem tido pouco conhecimento do nosso país no passado, ficaram agora muito surpreendidos ao ver através da CNN International a realidade em que Pyongyang e a RPDC são muito bonitos e o povo coreano vive com conforto.

Na recente visita de Carter ao nosso país, os cinegrafistas da CNN International o acompanharam. Eles também tiraram muitas fotos naquela ocasião do meu primeiro encontro e conversações com Carter e do meu segundo encontro e conversações com ele a bordo de um navio de turismo.

Deixe-me contar uma coisa engraçada sobre os eventos que ocorreram naquele momento. Carter, em companhia da delegação de jornalistas da CNN International, veio ao nosso país via Seul, na Coreia do Sul. Em Seul, a delegação de jornalistas da CNN International tirou muitas fotos de várias coisas. Em suas fotos, havia cenas de sul coreanos no exercício de se abrigar e se preparar para a guerra, presumindo que iríamos atacá-los.

A equipe de jornalistas transmitiu pela TV o que havia visto em Seul e no nosso país. Entre suas fotos do nosso país estavam cenas que tinham exibido de quando eu e Carter estávamos indo para a Barragem do Mar do Oeste a bordo do navio, as cenas do nosso povo navegando, pescando em barcos e nadando no rio. Ao vê-los, os povos de muitos países do mundo ficaram sabendo que a situação de Pyongyang e de Seul era bem diferente. A equipe da CNN International televisionou tudo o que havia exibido em nosso país, não o que eles escolheram como o melhor. Seu impacto foi muito positivo.

Muitas pessoas em todo o mundo disseram que toda a propaganda a que estavam expostos foi distorcida. Algumas pessoas, no entanto, fizeram comentários absurdos de que havíamos subornado os jornalistas ou produtores da CNN International para filmar apenas bons aspectos do nosso país e apenas os maus da Coreia do Sul.

Na verdade, não estávamos familiarizados com o pessoal da CNN e estávamos despreocupados com suas atividades. Deixe-me contar uma outra história. Carter me contou que vários homens em sua comitiva tinham dito que era muito estranho encontrar todos os sul coreanos balbuciando seus compatriotas no norte sobre isso ou aquilo, enquanto nenhum norte coreano falava mal de sul coreanos ou estadunidenses.

Aqui está uma compatriota coreana que vive na Bélgica como filha adotiva de um belga, e ela também veio fazer um filme sobre o nosso país; Estou muito feliz em conhecê-la, uma mulher coreana. Certa vez, visitei a Argélia durante o mandato da presidência de Boumediene, também encontrei uma órfã coreana que havia sido vendido pela Coreia do Sul. Na época, uma mulher francesa que trabalhava na Argélia tinha a órfã sul coreana como filha adotiva. Informada da minha visita à Argélia, sua filha adotiva pediu-lhe que me encontrasse, dizendo em lágrimas que o Presidente local tinha chegado e perguntado se ela, uma coreana, não deveria ver o Presidente Kim Il Sung. Então sua mãe adotiva a levou para a embaixada e nos conhecemos. Você não aprendeu a língua coreana, pois foi para a Bélgica aos dois anos de idade; mas você pode aprender no futuro. Obrigado pela sua expressão de que durante a sua visita ao nosso país, você ficou muito impressionado além das palavras, particularmente na vida alegre das crianças coreanas.

Eu quero que todos vocês que vieram para fazer um filme sobre a Coreia visitem frequentemente nosso país no futuro. Este é nosso primeiro encontro; no nosso segundo encontro já teremos nos tornado velhos amigos. É melhor você fazerem visitas frequentes ao nosso país só para se tornarem nossos velhos conhecidos. Da próxima vez que vocês vierem, vou me disponibilizar para uma entrevista com vocês.

Obrigado por seus desejos pela minha longa vida em boa saúde.

 

Pyongyang, 30 de junho de 1994

 

Por Kim Il Sung

 

Nota

*As conversações entre a RPDC e os EUA marcadas para 8 de julho de 1994 foram canceladas, devido ao falecimento do Presidente Kim Il Sung naquele dia.

 

Tradução do A Voz do Povo de 1945

 

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