"Dias de Outubro: Notas Necessárias para entender a Caravana de Migração"

13/11/2018

 
INTRODUÇÃO À QUESTÃO DA IMIGRAÇÃO


Como entender a questão da imigração que se alastrou no México nas últimas semanas? Talvez o ângulo do imperialismo Norte Americano (no qual estigmatiza, criminaliza, discrimina, persegue, reprime e mata migrantes Latino Americanos) se encaixa com o dia-a-dia das massas mais profundas do México? Virá para impor esta lógica do capitalismo burocrático em nós no meio de sua crise?

O problema da imigração para a classe trabalhadora, o campesinato pobre e as camadas mais profundas da população do México, não pode ser visto logicamente pela perspectiva da grande burguesia nem de nossos "vizinhos" do Norte (imperialismo Ianque). Este país é construído em fundamentos profundos nos quais são migratórios, multiculturais, multinacionais, multi-étnicos, etc. surgindo dos processos internos da migração, alguns deles motivados pela procura de melhores condições de vida e trabalho (como no caso da migração para as grandes cidades do país) e alguns como um resultado de deslocamentos internos, como deslocamento forçado, gerado pela desapropriação de terras; territórios, recursos naturais e culturas no qual o latifúndio e o imperialismo gera num modo simbólico através de seus mega-projetos que eles impõem a mão armada em vários territórios do México.

Portanto, nós pensamos que é necessário dar uma breve revisão da questão da imigração, especialmente agora que todos tem uma opinião no assunto, e onde infelizmente estas opiniões (até mesmo vindo daqueles que se chamam de democratas) são todas reacionárias, discriminatórias, absurdas, não-científicas, e divisivas para o coração do povo, porque eles tem a intenção de dar legitimidade para o discurso da legalidade e ilegalidade do ser humano, legalidade e ilegalidade dos trabalhadores, legalidade e ilegalidade de transitar através do território nacional.

MARX SOBRE EMIGRAÇÃO E IMIGRAÇÃO NO CAPITAL * [1]

"Na realidade, em uma posição científica e histórica, o capitalismo surgiu precisamente pela emigração da força de trabalho para a acumulação de capital, algo no qual os xenófobos facilmente se esquecem. Desde que o capitalismo existe, emigração nunca parou de fluir. Migração sempre foi e é uma constante no capitalismo, a forma mais brutal de mobilidade da força de trabalho assalariada"

Marx em O Capital fala da acumulação primitiva de capital, como também a pilhagem e colonização de continentes inteiros, e coloca a migração como base para a expansão do trabalho assalariado. No campo, o declínio do modo de produção feudal e a introdução da manufatura acelerou o deslocamento e a migração de trabalhadores para os novos centros industriais. Para Marx, a fonte mais importante do influxo da força de trabalho na Europa é a constante proletarização das classes rurais e classe média urbana, o declínio da economia rural e a indústria da construção, como um processo de eliminação de formas de produção pré-capitalistas. A introdução da mecanização acelerou ainda mais a abolição do feudalismo; as novas indústrias eram lotadas de antigos camponeses despossuídos de seus meios de produção. O aparecimento de novos campos de indústria expandiu este movimento de novas forças de trabalho, do campo para a cidade.

Marx estudou a emergência histórica da força de trabalho proletária num processo duplo, sua "liberação" de estruturas pré-capitalistas e sua subordinação ao capital. Esta "liberdade" é transformada em seu oposto quando entra no mercado de trabalho, onde encontra um local de coerção das relações de força. Portanto 'liberdade' adquirida pela força de trabalho é o começo de uma nova exploração e coerção do sistema industrial capitalista.

A acumulação primitiva do capital baseada na separação dos produtores de seus meios de produção para tornar disponíveis trabalhadores livres de seu regime de servidão e guildas, livres para serem explorados sob o trabalho assalariado, foi carregado por métodos terroristas, com o anexo de ermos e a abdução violenta de terras comunais dos camponeses para a produção agrária capitalista, e terras convertidas em pastagem e para caça. Foi a acumulação primitiva de capital que causou a massiva destruição de vilas e lares de camponeses, onde milhões de fazendeiros inquilinos foram arrancados violentamente de suas terras, tendo seus sustentos roubados, forçados À vender sua força de trabalho sob leis de ferro no quais proibiram e perseguem a vadiação e a mendigagem.

Isso foi descrito em detalhes pelo Capital de Marx como um "processo de expropriação violenta das massas populares" e como uma "séries de roubos, indignidades e opressão no qual acompanha a expropriação violenta do povo". Expropriação realizada por meios terroristas contra a população rural. Estes eram os métodos de "libertação" usados para aumentar o número de trabalhadores vindos do campo, no qual esta jornada de 4 séculos de acumulação primitiva, através da primeira revolução industrial na Europa (séculos 18 e 19) para a predominância da grande indústria, produziu íngremes números de mortos e fomes massivas, com a legislação que proibiu e perseguiu associações da classe trabalhadora, onde greve era ofensa criminal e salário era limitado ao mínimo.

Marx apontou em O Capital a impossibilidade de aumentar extensivamente e intensivamente a exploração de trabalhadores que já trabalham, tornando obrigatória a incorporação de forças de trabalho adicionais. Aqui o mesmo mecanismo da produção capitalista resolve isso, a própria produção da classe trabalhadora é a fonte do aumento na força de trabalho necessária disponível para o capital. Mas ele também mostrou o contrário, a impossibilidade da classe trabalhadora em adaptar sua reprodução para as necessidades em mudança do capital, daí vem a existência do exército industrial de reserva ou população excedente relativa (para as necessidades da acumulação de capital) de trabalhadores demitidos pela mecanização, ou pelo desenvolvimento do capitalismo no campo.

Para Marx, a população excedente relativa vai muito além da acumulação primitiva de capital e cobre todos os estágios do capitalismo, assim sendo esta força de trabalho adicional hasteia-se não apenas da própria reprodução da força de trabalho, sua multiplicação natural, mas também da expropriação dos trabalhadores de seus meios de produção e da imigração que isso causa.

PARA MARX, MIGRAÇÕES SÃO UM FENÔMENO PERMANENTE NA EMERGÊNCIA E DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO

Marx notou que a mecanização no qual desloca a produção construtiva permite a acumulação de capital utilizar trabalho de baixa qualificação, onde o regime capitalista industrial mobiliza forças de trabalho com baixo valor de troca. Ao mesmo tempo, rejeita os trabalhadores especializados que a máquina os faz supérfluos, o que torna parte do que Marx chamaria de população excedente relativa, ou exército industrial de reserva. Mecanização e o exército de reserva causa a emigração de parte deste contingente do restante da força de trabalho nacional. Por este motivo, Marx diz que a constante "eliminação" de trabalhadores em países com grande indústria encorajou a emigração e a colonização de países estrangeiros (6). Neste caso, a emigração para a América do Norte, Austrália, etc., descrita por Marx, é um efeito da mecanização e do acesso ao trabalho industrial assalariado pelas frações do proletariado até agora inacessíveis para o capital; crianças, mulheres, artesãos e camponeses expropriados. (Ibid)."

AVALIAÇÃO CONTRIBUTIVA DE MULHERES IMIGRANTES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

O imperialismo estadunidense desencadeou uma campanha de terror e estigma contra todos os migrantes no território dos EUA. Fora de suas fronteiras, a linguagem agressiva e arquirreacionária de Donald Trump também pesa nos espíritos das amplas massas populares este anos após ano, mês após mês e dia após dia eles são expulsos de seus países de origem e a única alternativa de sobrevivência deles é migração forçada para a besta imperialista Ianque, pensando que um futuro melhor os aguarda.

Os Estados Unidos tem concentrado grande poder baseado na subjugação de pessoas e nações inteiras ao redor do mundo, cumprindo cada uma das características essenciais do imperialismo, brilhantemente descrito por Lenin.

Mas também, dentro de sua mandíbula, a besta imperialista Ianque explora, oprime e explora essas mesmas pessoas e nações oprimidas que migram para os EUA, convertendo o migrante "ilegal" o trabalhador "não documentado" em uma mercadoria no qual valor de uso é também fonte de valor. Em outras palavras: o imperialismo Ianque é mantido em grande parte explorando o trabalho dos migrantes "não documentados". O imperialismo sabe como esconder a precarização deste mesmo emprego, a disparidade em salários e erosão de direitos sociais, como saúde, educação, alimentação, dentre outros. A situação do proletariado feminino neste país é instrutiva; sua data bruta deveria ser estudada. De acordo com a data oficial do USCB (Bureau of the census in North America) nós temos:

- Os 11.8 milhões de imigrantes trabalhando nos EUA representam mais de 7% do trabalho total no país.

- A taxa de participação da força de trabalho de mulheres imigrantes é de 55,6%, quase igual ao de mulheres nativas: 58,6%.

- Um pouco mais da metade [50,8%] dos trabalhadores imigrantes são da América Latina, e quase um terço [31,3%] são da Ásia.

- Dentre todas as mulheres imigrantes, as que Vieram da África tem a maior taxa de participação na força de trabalho [65,6%].

- [2,8 milhões, ou 23,8%], Filipinas [752,648; ou 6,4%] e China [570,378; ou 4,8%].

- Mais de um terço [33,6%] de mulheres migrantes tem uma graduação de Bacharel ou superior, 23,7% tem ensino secundário incompleto e 42,8% tem um diploma do ensino médio ou menos.

- Dois quintos das mulheres imigrantes trabalhadoras [42,2%] pegam trabalhos de baixo salário onde elas ganham 20 mil dólares por ano ou menos, enquanto 15,2% ganham mais do de 60 mil dólares por ano.

- Mulheres imigrantes são empregadas domésticas [882,663], enfermeiras, auxiliares de saúde psiquiátrica e domiciliar [501,740], caixas [480,391], enfermeiras registradas [454,057] e faxineiras [364,494].

- Mulheres imigrantes representam mais da metade [51,5%] de todas as trabalhadoras na classificação de produtos agrícolas, 47,1% das trabalhadoras no campo da aparência pessoal, 42% de trabalhadoras domésticas, 39,5% de trabalhadores em prensas têxteis e 39,5% de operadoras de máquinas de costura.

- Entre as mulheres imigrantes de baixos salários, 40% não tem um diploma do ensino médio, enquanto outras 34,5% tem um diploma, mas sem mais nenhuma educação superior. Entretanto, essas mulheres fazem trabalhos essenciais como faxineiras e donas de casa; caixas; auxiliar de cuidados pessoais; cozinheiras; enfermeiras auxiliares; porteiras; e babás. Esses são os trabalhos que incontáveis pessoas dependem para fazer seus próprios trabalhos e viverem suas vidas diárias. No entanto, já que esses trabalhos tendem ser mau pagos, eles são frequentemente desvalorizados.

O estoque na força de trabalho, prescrito pelos economistas liberais Americanos, deve manter um "equilíbrio" para salários corretos, para ter uma massa de reserva com baixa renda e poucas habilidades, para manter a economia capitalista no qual se afunda no esgoto da crise permanente; a hegemonia do Império Norte Americano é sustentado por sangue e fogo no qual requer soldados e trabalhadores para operar sua máquina de guerra enferrujada.

O IMPÉRIO E A OLIGARQUIA ESTÃO OLHANDO PELOS DA CRISE

De forma bem habilidosa, o capitalismo, em sua última forma superior, o imperialismo, sabe que suas políticas exploradoras causam convulsões em seu próprio território e em suas semicolônias; procura exacerbar sentimentos de ódio, ignorância e irracionalidade; encoraja as gangues e o crime como método de controle populacional; fomenta ataques à minorias; dosa seu suporte financeiro em troca para a colônia tendo mais recursos naturais e matéria prima; de forma vantajosa impõe políticas antidrogas e anti-migrantes; é servido pela mídia de massa e incontáveis redes de companhias que estocam essas estratégias de "fake news" com o compartilhamento, retuítes ou compartilhando de forma viral. É claro que, em cidades suburbanas remotas isso vem de forma bem lenta e será mais focado em grandes cidades, onde isso é um fenômeno que pode ser observado em todo o mundo e é digno de análise mais profunda, em outro artigo subsequente, o advento do neo-fascismo, autocrata, faminto por guerra, baseado em preconceitos e chauvinismo nacional, apenas para provocar ódio, xenofobia e medo.

Nós estamos enfrentando outra crise no capitalismo, e no México estamos falando de uma crise no capitalismo burocrático, que não cabe mais em sua própria pele, e conflitos internos das facções burguesas são resolvidas mais e mais em cada terreno, indo de cenários eleitorais, concessões ou apostas para mega-projetos, consultas, políticas de migração, política de segurança interna, etc. tudo numa perspectiva da queda e luta inevitável entre eles mesmos, enquanto ao mesmo tempo intensificando a guerra contra o povo.

Neste contexto, o velho Estado latifundiário-burocrático olha para uma saída fácil para desviar a atenção de cada novo problema social; e na questão da imigração, está apontando seu dedo extravagante Judeu-cristão nos "imigrantes maus", que violam as fronteiras nacionais, que ferem os "gerentes da segurança nacional", fazendo ser aceitável para usar gás lacrimogêneo e inseticidas em campos cheios de mulheres e crianças da América Central nas ruas dos Chiapas.

Isso constrói um Maniqueísmo vergonhoso, onde um certo setor da população é dita que "vem para tomar os trabalhos, a dignidade e as mulheres", a burguesia esfrega suas mãos, fomentando divisões para continuar gerenciando a crise, aumentando as taxas de interesse, abaixando os salários e continuando com as receitas de seus mestres no consenso de Washington, privatizando serviços públicos e saqueando recursos naturais para obter matéria-prima.

Neste mês de Outubro milhares de Americanos falantes de Espanhol da América Central já entraram em território Mexicano para simplesmente salvarem suas vidas na face da onda de violência e miséria que existe na América Central. Isso especialmente em Honduras, onde um ditador das drogas, Juan Orlando Hernández, servente fiel do Governo Estadunidense de Donald Trump, travestido de um democrata, com sua notória demagogia em que acusa seus oponentes de promover esse êxodo, quando sua própria política criminosa e receitas semicoloniais que ele aplica com lealdade e sem reservas contra a classe trabalhadora e o povo de Honduras é o que expele, ano após ano, milhares de trabalhadores migrantes que tem um destino incerto nesta viagem.

Honduras sem dúvida é uma das economias mais miseráveis depois do Haiti; o número do exército de reserva é tão enorme que, debaixo da mesa, o mesmo velho Estado Hondurenho promoveu a caravana para iniciar a chantagem de novos empréstimos que contenham a migração. Ninguém consegue explicar com tais políticas repressivas como este país como eles avançam tantos quilômetros sem os corpos repressivos agindo, dando seu comportamento usual; mas seus cálculos políticos estão enganados, já que eles são sobrecarregados pelos eventos; milhares abandonaram suas casas e suas terras indo de encontro para um futuro incerto para um pedaço de pão para suas crianças e famílias em frente á uma distopia andando para os grandes muros de um Império opressivo.

No México a mídia tradicional tem desenvolvido uma campanha de mídia sob a bandeira da burguesia compradora e grandes latifundiários para linchar membros da caravana com o sensacionalismo, sentimentalismo, vulgarização e criminalização de grupos imigrantes, os ligando com o crime organizado nativo destes países, para ganhar a base da influência conservadora, inclinada para sustentar o velho estado. Assim como Navarrete, o cão fiel do imperialismo Ianque como chefe do Ministério do interior, recentemente dito.

Outra parte da burguesia, a parte burocrática e seu setor jingoísta, no qual irá pegar poder executivo no dia 1 de Dezembro, garante que seu mandato será uma política de imigração de portas abertas para todos os Americanos da América Central precisando cruzar aos EUA oferecendo até empregos temporários em projetos complexos ou não muito claros, mas alguém tem que entender que isso se refere aos mega-projetos do imperialismo, seja imperialismo Ianque ou Europeu, como um tipo de fazendas de trabalho da América Central onde eles serão explorados em um grau mais "humanitário" e com visto de trabalho.

Isso gera discussão por causa do clima de ignorância e xenofobia, debates acalorados em favor ou contra, mas sem argumentos de peso. Estes contra a caravana não veem nada além de seus próprios narizes, o problema é maior do que suas esferas pessoais, é a própria turbulência do capitalismo. Eles se armam com pseudociências como o Malthusianismo, conspirações ou saboreia as fake news sem gosto, que não fazem mais nada além de deixá-lo gordo de imperialismo e encorajar a divisão dentro da classe trabalhadora internacional e dos povos.

Apesar deste cenário, milhares de nacionais Mexicanos e o povo no geral levaram isso às ruas para demonstrar solidariedade que é a ternura dos povos, dando roupas, comidas ou mochilas para um êxodo que já tem aumentado em nosso país.

Em paralelo, em recentes horas o Governo de Enrique Peña Nieto tem dado ordens para reforçar o contingente de oficiais da polícia fedaral e gendarmes que "protege o êxodo" na região de Ishtmus de Tehuantepec, Oaxaca, uma área chave para o imperialismo Estadunidense, e suas transnacionais, que são projetadas para construir um muro virtual no Sul do México, que absorve o exército de reserva, com baixos salários e praparo acadêmico pobre, de origem imigrante ou nacional, mas controlado por grupos do imperialismo que tem sido concedido o Isthmus no custo de todas as facções da burguesia.

No aeroporto de CD Ixtepec, Oaxaca, batalhões da polícia militar, os gendarmes, a polícia federal, a polícia naval e a polícia do Estado tem sido posta para organizar a operação "este é seu lar", um programa populista que regula sua estadia legal no país. Em uma assembleia massiva de migrantes, eles rejeitaram a proposta e teve uma reação de raiva, sem atingir nenhum contratempo em San Pedro Tapanatepec, onde eles irão partir de Santiago Niltepec e daí para CD Ixtepec. Os soldados federais e estatais estavam estacionados em pontos de imigração com ônibus, caminhões e outros veículos na rodovia Pan-Americana que conecta Chiapas com Oaxaca, esperando instruções do governo federal.

Enquanto isso, na fronteira da Guatemala, um novo contingente de 2500 mulheres e crianças migrantes estão avançando até o porto do país, na fronteira do México, onde eles foram recebidos com gás pela polícia e exército Guatemalteca, o que provocou a ira que transformou em explosões, lutas intensas que ainda estão desenvolvendo, enquanto outras famílias arriscam suas vidas nadando no rio Suchiate.

Para nossa parte devemos compreender bem claramente: a classe trabalhadora é internacional, não tem pátria ou nada mais que sua sua força de trabalho; o desenvolvimento de todas as sociedades depende e tem dependido nisto. Nos países oprimidos como estes na América Latina, incluindo o México e a América Central, a principal contradição não é entre os povos migrantes, ou imigrantes, mas entre os povos oprimidos e o imperialismo.

Cada um dos cidadãos da América Central que está escapando de seus respectivos países nesta caravana migrante é uma vítima do capitalismo burocrático, o semifeudalismo e a semicolonialidade no quais vivemos subordinados, milhões de trabalhadores do campo e da cidade na América Latina.

A posição do movimento democrático e revolucionário para com os irmãos migrantes deve ser de solidariedade e de internacionalismo proletário na ação de classe, não apenas em termos de prover atenção para comida, saúde e segurança por algumas horas, mas em termos de demanda e mobilizar juntos com eles para parar as políticas xenofóbicas ditadas por Donald Trump e o imperialismo Ianque no México, que tem o Governo Mexicano agindo como fantoche dançando a música que os gringos tocam, e cada uma das facções da burguesia se acotovelando para agradar seus mestres ou para melhorar suas posições dentro de suas negociações internas.

Os direitos de povos migrantes deveria não ser um assunto para negociações, nem pela burguesia nacional, nem pelo oportunismo, eles deveriam ser defendidos nas ruas como direito dos povos e este ponto deveria ser promovido e acompanhando por aqueles que nós que propõe uma transformação revolucionária na sociedade e liberação nacional contra o imperialismo em todas suas formas.

Proletários e povos oprimidos de todos os países, uni-vos!

Com Sol Rojo, o povo vencerá!

Deixe os trabalhadores governar o país!

CORRIENTE DEL PUEBLO SOL ROJO

[1] Capitalismo e Migração. Miguel A. Montes.
 

Tradução de Ukyo

 

 

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