URC: "Viva a heroica luta revolucionária do povo da Palestina!"

07/10/2018

 

70 anos atrás, em 15 de Maio de 1948, se inicia o que hoje é conhecido como “Catastrofe” (Nakba), através da expulsão de mais de 700.000 palestinos de sua terra, mais de 400 aldeias destruídas, e quase 2 bilhões de terras expropriadas do povo palestino. Um ano antes, a Assembleia Geral da ONU, com todo o suporte da campanha promovida pelo Imperialismo britânico e norte-americano havia decretado a Resolução que estabeleceria dois Estados na região histórica da Palestina; a partir disso o Estado de Israel se estabelece mediante a colonização do território palestino, e a limpeza étnica de seu povo. 

 

Devemos ser capazes também de ligar a ocupação do território palestino também com seus precedentes históricos, particularmente a divisão do mundo Árabe por parte das potências colonialistas em 1916, e a Declaração Balfour, de 1917, na qual o Imperialismo Britânico defendia o estabelecimento de um “lar Judeu” na Palestina, cedendo terreno para a colonização de imigrantes de origem judaica por parte da Federação Sionista da Inglaterra.

 

A Palestina, na época colônia da Grã-Bretanha, era um satélite estratégico para o

Imperialismo britânico à medida que ali a Inglaterra conseguia estabelecer o controle de sua Marinha ao Canal de Suez e facilitar transporte de recursos naturais explorados em suas colônias (principalmente petróleo). Assim a Grã-Bretanha estimulava a expansão colonial de imigrantes de origem judaica. Tais colonos, ao organizar seus grupos paramilitares que já aterrorizavam o povo Palestino desde antes de 1948, também cumpriam o papel de serem cães de guarda dos britânicos contra possíveis focos de rebelião nas colônias da região. 70 anos da Nakba se passaram, e desde então a entidade Sionista boicota a criação de um Estado Palestino, fazendo a promessa da Resolução da ONU acerca de dois Estados não passar de apenas promessa. 70 anos e o expansionismo agressivo de Israel continua a avançar sobre o território Palestino, contra os povos árabes em geral e em seus objetivos de estabelecimento de uma “Grande Israel”, visando colocar seus tentáculos sobre o restante do mundo árabe, como vemos na invasão ao Líbano de 1982, na ocupação das Colinas de Gola, apenas para citar dois exemplos, tudo isso com  sua condição de ser o Estado com maior montante de investimento per capita do mundo: em 2016, Obama assina acordo militar que dá a entidade Sionista um “pacote recorde” de 38 bilhões de dólares em armamento em um acordo de 10 ano, valor que excede até mesmo os custos da guerra de agressão ao Vietnã. A Entidade Sionista é um satélite das potências Imperialistas ocidentais, com os Estados Unidos à frente, bastante estratégico, cumprindo o papel justamente de estabelecimento de uma base militar no Oriente Médio fortemente armada para garantir a continuidade da política dos imperialistas na região.

 

Não apenas Israel tem sido o cão de guarda do Imperialismo norte-americano no mundo árabe, como também tem cumprido seu papel ao redor do mundo. Nos anos 80, Israel foi fundamental no processo de assassinato de mais de 200 mil camponeses guatemaltecos na guerra travada pelo Estado da Guatemala, com apoio dos Estados Unidos, contra os grupos guerrilheiros de libertação nacional. Também é bem conhecido seu papel no apoio, inclusive militar, ao regime de Apartheid contra os negros na África do Sul. Além disso, existe todo um movimento Sionista mundial que atua como tropa de choque da defesa dos interesses de Israel influenciando rumos dos governos e da opinião pública ao redor do mundo, até mesmo no Brasil, onde nas eleições de 2018, o candidato que lidera as pesquisas e abertamente neo-fascista é objetivamente o candidato do Sionismo. No Brasil, influenciam até mesmo setores de “esquerda”, do campo do oportunismo, a defender Israel. A luta de libertação nacional do povo Palestino vem sendo travada de maneira heroica desde a ocupação britânica, e depois desde 1948, e com um acirramento e intensificação inclusive a nível internacional a partir de 1967, com uma nova guerra de agressão dos Sionistas dirigida para angariar mais e mais territórios da terra historicamente Palestina. Mediante o balanço dessa longa e heróica luta, devemos ser capazes de compreender o lamentável papel dos Acordos de Oslo e das forças que hegemonizavam a luta de libertação em nutrir ilusões com tais acordos. A partir da noção de que, a partir dos acordos, Israel gradualmente iria abandonar a ocupação em Gaza e na Cisjordânia, capitularam diante do abandono da defesa do território histórico da Palestina ao assumir a posição dos dois Estados e negar a natureza essencialmente agressora do Estado de Israel. É válido apontar que já em 1988, a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) altera seu estatuto para reconhecer a política de dois Estados. Ao invés de conduzir para o gradual fim da ocupação, ao contrário, Israel jamais alterou sua natureza agressiva e expansionista e jamais cedeu à posição de dois Estados.

 

Nos 70 anos da ocupação, nós da União Reconstrução Comunista devemos ter bem claro que toda a violação dos direitos humanos, os bombardeios, a demolição de casas palestinas, a anexação de novos territórios, não faz parte nem de um problema apenas de substituição de um governo por outro em Israel tampouco de uma corrupção de um ideal (o lar dos judeus) anteriormente “progressista”, mas é parte da própria natureza reacionária, agressiva e colonialista da Ideologia Sionista, sob a qual se ergue esse Estado e contra o qual a luta do povo Palestino se desenvolve. Nesses 70 anos da Nakba, devemos saudar sempre os milhões de palestinos mortos, presos, forçados a viver em campos de refugiados, expulsos da sua terra, humilhados, escravizados, pisoteados, que travam sua luta contra uma das máquinas de opressão e exploração mais abjetas que o Imperialismo já produziu, que é a entidade Sionista. Contra qualquer capitulação, devemos ter bem claro que a luta de libertação nacional do povo Palestino só pode significar a dissolução do experimento colonial da entidade Sionista, e o estabelecimento de um Estado Palestino único em todo o território histórico da Palestina.  

 

LIBERDADE A AHMAD SA’ADAT, GEORGES IBRAHIM ABDALLAH E A TODOS OS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS!

SAUDAR A LUTA DE LIBERTAÇÃO DO POVO PALESTINO!

VIVA AOS MÁRTIRES DO POVO PALESTINO!

 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA

 

 

 

 

Por ocasião dos 70 anos do Nakba, o selo Edições Nova Cultura publicou o documento "Estratégia para a Libertação da Palestina" da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) é um marco histórico da luta do povo palestino contra a ocupação sionista. Preparado pelo Segundo Congresso da FPLP realizado em 1969, o documento se transformou no fundamento da estratégia e tática da luta revolucionária do povo palestino pela libertação nacional, apresentando a compreensão da análise sobre a colonização da Palestina, as forças revolucionárias e os inimigos do povo, e logo se tornou em uma referência de análise marxista-leninista sobre a questão palestina.

 

 

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