"Eu, Gregório Bezerra, Acuso"

06/09/2018

 

Do fundo do cárcere, no Recite, Gregório Bezerra enviou o relato que se vai ler abaixo, em linguagem de autêntico "filho do povo", que Gregório é, como Maurice Thorez o foi. Retocar essas notas seria um crime, porquanto estaria sendo atingida a própria fidelidade do estilo de um camponês, fiel a si mesmo e às suas origens. Daí, porque, vale a pena conhecer o que Gregório escreveu, modestamente, sobre si próprio, algumas vezes até minimizando a sua participação nos fatos políticos e sociais. Em respeito à pessoa desse que, como Auguste Blanqui, o comunardo francês que ostentava nos seus setenta anos de vida, quarenta de prisão, clandestinidade e exílio - e Gregório está perto disso, como o político brasileiro, de todos os tempos, que mais tempo sofreu nos cárceres -, leiamos o relato que se incorporará, decerto, à história do povo brasileiro, como um documento do mais alto valor. Depois disso só nos restará recordar Górki, quando disse: "- Homem, que essa palavra soe bem alto". E, de fato, com Gregório ela ainda não deixou de ressoar, o seu eco se ouve em todos os rincões do País e as paredes medievais da Detenção do Recife não foram suficientes para abafá-la. Porque, ali, um homem, um político, um comunista, escreve, silenciosamente, com letras de ouro, uma saga que as futuras gerações brasileiras jamais esquecerão.

 

O RELATO

 

Minha Infância "- Nasci no município de Panelas de Miranda, Pernambuco, em 13 de março de 1901, filho de camponeses paupérrimos e analfabetos e tive, como jardim de infância, o trabalho na preparação de roçados."
"- Ao completar quatro anos de idade me disse minha mãe:
"- Meu filho, tu intera, hoje, quatro aninhos. Já tá um home, tá bom de trabaio, manhã tu vai trabaiá com nói, Iimpá mato no roçado.
"- Meu pai colocou um cabo, numa enxada velha, gasta pelo trabalho e o tempo, e fez o mesmo com um cacareco de foice, e me falou:
"- São teus. Toma conta e zela, da manhã envante tu vai aprendê a trabaiar com nói, em tudo."
"- Foi a minha 'escola', durante os primeiros anos de vida. E foi uma excelente escola."

 

Vidas Secas "- Em 1905, acossados pelos flagelos da seca e da fome, emigramos para a zona da mata, no sul do Estado de Pernambuco, para a zona canavieira. Fomos morar em um sítio de um casal de tios."
"- Aqui fomos castigados por um inverno rigoroso que arruinou toda nossa lavoura e quase perdemos minha mãe."
"- Famintos e aos trapos, fomos trabalhar no engenho "Brejinho", onde comecei a minha vida de assalariado agrícola, ganhando 80 réis por dia, espalhando e juntando bagaço de cana, para alimentar a fornalha do engenho."

 

Cabra-do-Eito "- Estamos, agora, em 1907. Fui trabalhar, ou iniciar-me nos serviços do eito, com a assistência dos meus pais e dos meus irmãos. Tempos depois meu salário foi aumentado para 140 réis diários. Ainda neste ano passei a trabalhar como ajudante de carreiro, com um primo. Embora ganhando mais e a trabalho exigir maior responsabilidade, tinha que me levantar de madrugada para juntar os bois e levá-los para o galpão onde ficavam os carros."
"- Quando não havia trabalho de carriamento, ia trabalhar na estrebaria, cuidando do cavalo do senhor de engenho. Esse serviço me abrigava, também, a levantar-me de madrugada para ir aos brejos cortar capim, e amontoá-lo no caminho, para que depois fosse transportada à estrebaria. Depois, tinha que o limpar e serrá-lo. O animal tinha que ser bem tratado, pois assim queria o 'patrão'. Às 8 horas do dia, a estrebaria já devia se encontrar bem limpa, para o cavalo comer sua primeira refeição."

 

Chepa Barata "- A minha primeira refeição era um gole de 'pinga', dado por minha mãe, para, segundo ela, 'espantar o frio e dar-me coragem'. Às 10 horas enganava o estômago com um prato de farofa, com uma migalha de charque ou um pouco de bacalhau. A seguir ia cuidar da horta da 'casa grande', até o meio dia, quando largava para levar o cavalo até o rio, onde o lavava e deixava-o beber. Para se ter uma idéia do meu tamanho, naqueles anos, basta que se diga que tinha de encostar o animal junto a uma pedra de regular tamanho, ou resto de tronco cortado, para alcançar o seu lombo ou pescoço."

 

Desgraça "- Neste mesmo ano (1907) meu pai foi gravemente acidentado e levado, às pressas, para um hospital do Recife. Somente tivemos notícia do seu fim quando já adultos. Fechando o ano, minha saudosa mãe veio a falecer, vítima de pneumonia."

Orfandade "- Fiquei, assim, junto com outros irmãos, - ao todo, onze -, órfão de pai e de mãe. Minha avó materna tentou nos amparar, mas a fome e a seca devoravam tudo. Houve, então, a debandada, a família espalhada por toda parte. Eu fiquei com minha avó até 1910, quando emigrei para o Recife, como escravo doméstico da família do senhor de engenho de Brejinho, a quem vim encontrar de novo, em Palmares, Pernambuco."

 

Disparada "- Dois anos mais tarde, não suportando os maus tratos e injustiças dessa família, fugi para não ser mais escravo de ninguém."
"- Sem pais, sem casa onde residir e sem amparo de ninguém, ainda menino, tornei-me ganhador-de-fretes. Dormia onde o sono me vencesse, comia nos quiosques quando apanhava algum dinheiro. E quando não ganhava curtia fome. Era assim, o dono de todas as calçadas, de todos os pés de escada abertos da cidade do Recife..."

 

Jornaleiro "- Encontrei gente boa, generosa, humana, mas encontrei, também, gente ruim, perversa e desalmada."
"- Fracassando na profissão de freteiro e não tendo quem me orientasse, ou me arranjasse uma profissão segura, com o pão certo, tornei-me gazeteiro, vendedor de jornais, profissão duríssima na época, principalmente para os de minha idade."

 

Operário "- Em 1917 cheguei a ser ajudante de pedreiro, arrumador de armazéns e até carvoeiro. Nos serviços de construção civil foi que me demorei mais. Participei, então, das lutas sociais do operariado pernambucano. Em 1922 ingressei no Exército."

Militar "- Fui soldado do Exército, desde 1922, e no Exército, em 1925, aprendi a ler. Resolvi, então, enfrentar o curso da Escola de Sargentos da Infantaria e já em 1926, no fim do ano, era promovido a sargento instrutor. Em 1930 matriculei-me na Escola de Educação Física do Exército. Até então era apolítico. Caíram-me nas mãos alguns livros sobre a História do Socialismo e das Lutas Sociais. Descobri a verdade, finalmente. Inspirado no exemplo e na luta heróica do povo soviético, desde a Revolução de 1917, achei o caminho que há muito procurava: - o caminho da libertação do Proletariado e das massas Camponesas."

 

Revolucionário "- Ingressei nas fileiras do glorioso Partido Comunista como um soldado consciente, e fiel, da Classe Operária e do Povo. Fiz-me revolucionário."
"- Fui dos dirigentes do movimento armado da Aliança Nacional Libertadora, em novembro de 1935, em Pernambuco e todo e todo o Nordeste. Dei tudo que pude. Fui gravemente ferido, preso e barbaramente espancado e torturado pela polícia político de Malvino Reis, Etelvino Lins & Cia. Recolhido à Casa de Detenção, fui julgado e condenado a 27 anos e meio de reclusão, pelo Tribunal de Segurança Nacional. Recebi, na prisão, a dolorosa trágica notícia do trucidamento do meu irmão, o dirigente operário José Lourenço Bezerra, que havia sido preso a 4 de agosto de 1936 e morto a 18 do mesmo mês, após 14 dias de torturas e de espancamentos. Deixou viúva e 5 filhos menores, o mais velho, com 6 anos."

 

Decisão "- Queriam os covardes algozes do meu irmão que ele fizesse e assinasse 'declarações espontâneas' contra o Partido, a Aliança, a Revolução. Ante a sua recusa, digna de um soldado da classe operária, liquidaram-no fisicamente em meio a horríveis torturas."
"- Esse monstruoso crime da reação serviu para selar, definitivamente, as minhas convicções revolucionárias e enrijecer-me mais ainda para a luta do povo brasileiro, na busca de sua completa emancipação."

 

Prisões "- Durante 10 anos perambulei por diversos cárceres. Na Casa de Detenção do Recife passei 3 anos e 6 meses, na mais dura e desumana condição. Outros 3 anos e 6 meses, no Arquipélago de Fernando de Noronha, de onde saímos por causa da segunda guerra mundial e sua expansão. Passei, então, para a Ilha Grande, no Estado do Rio de Janeiro, onde existia um presídio de triste celebridade; pouco antes da Anistia, fui transferido para a Penitenciária do antigo Distrito Federal, hoje Estado da Guanabara, isso, em 1 945."

 

Legalidade "- Libertado, em maio de 1945, voltei ao Recife, para reorganizar o Comitê Estadual do Partido Comunista de que fui membro, a participar ativamente, das lutas democráticas. Em 2 de dezembro de 1945, após memorável campanha, tiveram lugar, em todo País, eleições gerais. Fui eleito deputado federal, na legenda do PCB, então legal, integrando, na Constituinte, a bancada de 15 parlamentares, que tinha como seu líder o camarada Prestes. Fui o candidato mais votado do Recife e o segundo, por número de votos, em todo o Estado. Comigo se elegeram os companheiros Agostinho de Oliveira e Alcedo Coutinho."

 

Constituinte "- Em minha passagem pela Assembleia Nacional Constituinte pronunciei 22 discursos, salientando-se, pela sua importância e repercussão: 1) o direito de vota aos analfabetos e praças-de-pré; 2) a situação da juventude trabalhadora no Nordeste; 3) as reivindicações dos ex-combatentes."
"- Como membro da Comissão Especial do Vale do São Francisco tive o reconhecimento, dos demais membros, quando destaquei a necessidade de se dar ao homem da região condições favoráveis de vida. Discuti a reorganização do Departamento Nacional da Criança, na mesma sessão em que ocorreu a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas, em 9 de janeiro de 1948. Foi a minha despedida da Casa de Tiradentes."

 

Farsa "- Em 16 de janeiro de 1948 fui sequestrado, em plena Cinelândia, pela polícia político do Rio, por ordem do então ministro da Guerra, general Canrobert Pereira da Costa. Acusaram-me de haver incendiado o Quartel do 15º Regimento de Infantaria, sediado em João Pessoa, Estado da Paraíba, há dois mil quilômetros da cidade em que me encontrava, e dela não saíra. Fiquei incomunicável 91 dias, após o que me transferiram para o Recife, em regime de semi-incomunicabilidade, até ser julgado pelo Conselho da Justiça Militar, na auditoria da 7ª Região Militar. Fui defendido pelos advogados Aristides Saldanha e Carlos José Duarte, e da tribuna, acusei o quanto havia de falso em acusar-me uma ação terrorista própria dos fascistas. Fui absolvido por falta de provas, resultado que todo o País já esperava."

 

Mergulho "- O Serviço Secreto do Exército e a polícia política de Pernambuco inconformados com a minha absolvição, mesmo após um ano e vários meses de prisão injustificada, tentaram me sequestrar, promovendo um cerco ao quartel do RO, em Olinda e proximidades, do qual logrei escapar incólume, graças a ajuda de corajosos e dedicados companheiros."
"- Fui forçado a cair numa duríssima clandestinidade, por 9 longos anos, caçado, por todo o país, pelas várias polícias políticas dos Estados e serviços secretos das forças armadas, como se fosse um animal perigoso."

 

Trabalho "- Fugindo de Pernambuco, passei a condição de "turista" sem dinheiro. Pude conhecer melhor a vida dos meus irmãos camponeses dos Estados de Goiás, Minas, Mato Grosso, São Paulo e norte do Paraná. Por onde andava, minha preocupação permanente era a de cumprir com o meu dever, ajudando as massas operárias e camponesas a se organizarem. Realizei centenas de comícios, conferências e palestras sobre a Reforma Agrária. Organizei dezenas de núcleos de futuras Ligas Camponesas e, onde pude, sindicatos rurais. Ao lado dos posseiros, do norte do Paraná e de Goiás, lutei contra os 'grileiros' e ladrões oficializados, assumindo, essas lutas, algumas vezes, formas vigorosas. Colhi mais de 16 mil assinaturas na companha do "Apelo de Estocolmo" e organizei centenas de Conselhos Pró Paz, no Brasil, batendo-me contra a preparação guerreira e seus traficantes."

 

Autocrítica "- Autocriticando-me penso que jamais me descuidei dos meus deveres específicos de militante comunista. Ao menos, no fundamental. Admito haver cometido erros e possuir algumas falhas que, com a ajuda do povo e do Partido, superei. Creio, contudo, que, em tempo algum jamais me faltou ânimo para desempenhar as tarefas de organização da vanguarda política da Classe Operária."
"- Tenho alguma experiência no trabalho paciente da organização das massas, de que provenho, e as quais sempre me liguei e com elas muito aprendi na sua luta incessante contra o latifúndio e o imperialismo, pelo progresso e a emancipação social do Brasil. Essa luta será minha até a morte, eu o asseguro, da prisão onde me encontro. Sempre lutei e continuarei lutando pelo registro eleitoral do Partido Comunista Brasileiro, por cuja legalidade todos devemos nos bater, em nome da própria democracia em nossa terra.

 

Humanismo "- Em 1957 achava-me excursionando pelo interior baiano. Fazia já nove anos que estava afastado da família. Senti saudades da esposa, dos filhos e dos netos. A estes, nem sequer conhecia. 'Meus filhos tinham casado e já eram pais, como eu o fui, ainda jovem. Não conhecia, também, genro, nem nora, a quem desejava, igualmente, abraçar. Como avô, tinha uma vontade irresistível de beijar meus netos, pô-los no colo e fazer-lhes carinhos. Não aguentei as saudades e vim ao Recife, sem dar conhecimento a ninguém, mesmo ao Partido, porque queria ser o único responsável pelo meu ato, ousado demais, para quem se achava em dura e cruel clandestinidade revolucionária."
"- Vim, vi-os, senti-os e, na volta, fui reconhecido e preso, na cidade sertaneja de Serra Talhada, interior de Pernambuco, de onde me transferiram para o Comissariado de Caxangá, no Recife. À noite desse mesmo dia fui duramente interrogado pelo delegado Álvaro da Costa Lima e o 'tira' conhecido por 'Chico Pinote'. No dia seguinte me transferiram para a Secretaria de Segurança Pública, onde fui ouvido pelo coronel Secretário de Segurança. Não fui espancado, recebi apenas ameaças. Estava preparado para tudo e até me surpreendeu o tratamento recebido. Do Recife mandaram-me à Polícia Central, no Rio, onde, igualmente, fui tratado como ser humano. Dias depois fui posto em liberdade, em obediência a uma ordem de 'habeas-corpus' e semanas após, era revogada a prisão preventiva contra mim decretada. Custara-me caro a grave infração às normas de segurança do Partido, a aventura sentimental, a saudade familiar, o meu lado humano."

 

Vida Livre "- Mas a inexistência de qualquer processo contra mim, a partir de então, tornara-me um homem livre, como as demais.
Não havia mais razão para ocultar-me, mesmo, porque, a dura ilegalidade do Partido estava sendo atenuada, inúmeros quadros haviam retornado à atuação político de massas sem nenhum constrangimento policial. Resolvi tentar o retorno a Pernambuco e ao Nordeste, apesar das ameaças de prisão e até de liquidação física, mesmo porque, todo revolucionário deve ter um pouco de audácia."
"- Ao chegar ao Recife engajei-me, de novo, no trabalho de massa, na campanha pela renovação dos títulos eleitorais e alistamento de novos eleitores. As massas, descrentes dos políticos das classes dominantes, não confiavam mais em eleições, fazenda pouco caso do trabalho eleitoral. Tivemos que agir com paciência, mas, os resultados foram magníficos, porque conseguimos criar a 'Frente do Recife', integrada pelas forças progressistas e patrióticas, e eleger o seu candidato, o Dr. Pelópidas Silveira. Mais tarde, em 1959, com o apoio tardio do Governador Cid Sampaio, elegemos o nacionalista Miguel Arraes de Alencar, prefeito do Recife. E em 1962, mesmo lutando contra o Governador, o latifúndio, o imperialismo e o IBAD, afora o Rosário em Família, o povo fez do Dr. Miguel Arraes de Alencar, governador."

 

Tempos de Arraes "- Pernambuco teve, então, o primeiro governo estadual autenticamente democrático e progressista. Governo que humanizou a zona rural, garantindo deveres e direitos, a ricos e pobres, empregadores e empregados."
"- Dirigi em Pernambuco a campanha pelo registro eleitoral do Partido Comunista Brasileiro. Realizei comícios e conferências em todos os bairros do Recife e nos principais municípios do Estado."
"- Participei de todos os movimentos nacionalistas e democráticos que tiveram lugar no Brasil."

 

Golpe "- Com o golpe militar de 1º de abril de 1964, fui preso quando procurava mobilizar a massa camponesa pernambucana para defender a permanência, no governo, do Dr. Miguel Arraes de Alencar e resistir ao movimento insurrecional. Estava em Palmares e fui levado ao Parque de Moto Mecanização, em Casa Forte e espancado, pessoalmente, pelo coronel do Exército Darcy Ursmar Villocq, a cano de ferro, no que este ajudado por três ou quatro sargentos. Fui, também, amarrado e arrastado pelo pescoço, pelas ruas do Recife, num espetáculo de puro nazismo que horrorizou a toda gente. Hoje me encontro recolhido à Casa de Detenção do Recife, onde escrevo estas notas, aguardando o meu julgamento, pelo Conselho de Justiça Militar da 7ª Região. Estou tranquilo, porque ao meu lado está todo o povo brasileiro, o proletariado, as massas camponesas, os intelectuais. Não temo o futuro. Espero o dia em que serei libertado, que acredito próximo, se o povo souber unir-se para derrotar a ditadura que aí está. Então estarei outra vez, nas ruas, ao lado do meu povo, para lutar pela libertação nacional, do jugo de nossa Pátria pelos imperialistas norte-americanos, pelo progresso do Brasil, contra o atraso e pelo bem-estar de todo o povo brasileiro."
"- Esta á a minha única aspiração."

 

Relato do camarada Gregório Bezerra, publicado em 1967

em uma edição clandestina intitulada “Eu, Gregório Bezerra, Acuso”.

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