ILPS: "Fim à agressão e ocupação israelense sobre a Palestina!"

23/07/2018

 

Fim à agressão e ocupação israelense sobre a Palestina, ao bloqueio de Gaza e aos brutais ataques sobre o povo palestino!

 

Nós, a Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS), condenamos nos termos mais fortes a duradoura agressão e ocupação sionista à Palestina, o bloqueio ilegal e brutal de Gaza por parte de Israel e exigimos também sua retirada imediata. O bloqueio é uma violação flagrante do direito internacional.

 

Nós também condenamos os ataques israelenses, bombardeios e foguetes contra o povo palestino em Gaza. Os agressores israelenses não têm o direito de agravar todos os seus crimes de agressão já acumulados. O povo tem todo o direito de se defender de todos os meios possíveis contra a agressão e ocupação israelenses.

 

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos descreveu a situação de cerca de 2 milhões de palestinos em Gaza como “enjaulados em uma favela tóxica”. Alguns descreveram Gaza como uma “prisão ao ar livre”. Os ataques a jatos, bombas e foguetes por parte de Israel são calculados para matar, mutilar e forçar o povo a sair de Gaza.

 

As Nações Unidas e muitas organizações internacionais de direitos humanos consideram Gaza como território ocupado, com Israel como potência ocupante. Israel tem controle externo direto sobre Gaza e controle indireto sobre a vida dentro desta por seu domínio incontestado do espaço aéreo e marítimo da região, e seis das sete travessias terrestres de Gaza. Arrogantemente afirma seu direito de entrar em Gaza com suas forças militares a qualquer momento. Israel controla o fornecimento de água e eletricidade, instalações de telecomunicações e outros serviços públicos.

 

O bloqueio foi imposto pela primeira vez por Israel após a primeira Intifada em 1991. Fora reforçado quando o Hamas ganhou o poder através de eleições democráticas ao derrotar a Fatah, que era favorecida por Israel. Israel fechou todas as passagens nas fronteiras em Gaza, exceto uma que é usada para trazer ajuda humanitária limitada. O Egito se juntou mais tarde ao bloqueio, selando sua própria fronteira com Gaza.

 

Com o fechamento das fronteiras israelenses e egípcias e o bloqueio aéreo e marítimo de Israel, o povo não é livre para sair ou entrar na Faixa de Gaza, nem autorizado a importar ou exportar mercadorias livremente.

 

Israel e Egito impuseram as chamadas zonas-tampão ao longo de suas fronteiras com Gaza, que resultaram no despovoamento de uma parte da região, que já possui uma área de terra limitada para sua crescente população. A ONU estimou que 30% da terra arável foi perdida devido às estas zonas-tampão. E de acordo com a Anistia Internacional, cerca de 800 casas foram destruídas e 1.000 famílias foram despejadas quando o Egito criou sua zona-tampão em 2014.

 

E mesmo quando a importação de alimentos já está restrita, as forças armadas israelenses destroem as colheitas agrícolas pulverizando substâncias químicas tóxicas sob o pretexto de impedir a ocultação de explosivos improvisados e impedir que o território seja usado pelo Hamas para atacar Israel.

 

Por causa do bloqueio, o povo de Gaza depende muito da ajuda humanitária, pois a economia não é suficiente para sustentar as necessidades do povo. E é uma política deliberada de Israel, admitida por um funcionário da IDF (Força de Defesa de Israel) em uma entrevista. Segundo ele, a política israelense é: “Sem desenvolvimento, sem prosperidade, sem crise humanitária”.

 

Israel de fato conseguiu assegurar que não haja desenvolvimento nem prosperidade para o povo de Gaza. Mas há uma crise humanitária de proporções graves.

 

Ele transformou Gaza, lar de 2 milhões de pessoas, 51% das quais são crianças, em uma área praticamente inabitável. De acordo com um estudo, 97% de toda a água potável está contaminada e “pessoas inocentes, a maioria delas crianças, estão sendo lentamente envenenadas pela água que consomem”. Os moradores recebem apenas 4 horas de eletricidade por dia.

 

70% da população vive abaixo da linha da pobreza. As pessoas enfrentam altos níveis de desemprego, aumento dos preços e insegurança alimentar. Muitas crianças sofrem de desnutrição crônica. Cerca de 70% dos agregados familiares têm insegurança alimentar e cerca de 800.000 pessoas dependem das rações alimentares provindas das agências de ajuda da ONU.

 

Nós, a Liga Internacional da Luta dos Povos, exigimos o fim da ocupação israelense da Palestina, o bloqueio ilegal e desumano de Israel a Gaza e os ataques de bombardeios e foguetes israelenses. Apelamos a todas as nossas organizações membros e pessoas amantes da paz mundial para exigir o fim do bloqueio ilegal e brutal de Gaza e a todos os ataques assassinos desencadeados por Israel para matar, mutilar e forçar o Povo palestino a saírem de Gaza.

 

21 de julho de 2018

 

Emitido pelo Gabinete do Presidente da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS)

 

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