"China-RPDC, firme aliança contra a Agressão Imperialista"

16/07/2018

 

Junto do fraternal povo coreano, o povo chinês solenemente celebra hoje o décimo aniversário da assinatura do Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua em uma situação em que a luta contra o Imperialismo ianque e o militarismo japonês por parte dos povos de vários países asiáticos está se moldando diariamente. O Partido coreano e a Delegação do Governo com o camarada Kim Jung Rin, Membro da Comissão Política do Comitê Central e Secretário do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia à sua frente; e o camarada Kim Man Gum, Membro suplente do Comitê Político do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e vice-primeiro-ministro do Conselho de Ministros como seu Vice chefe, chegou ao nosso país para participar das celebrações. O povo chinês calorosamente dá boas-vindas à delegação.


Dez anos atrás quando eles se depararam com a situação onde o Imperialismo ianque e seus lacaios estavam fervorosamente levando a cabo atividades agressoras e de guerra na Ásia, a China e a Coreia assinaram o histórico Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua. O tratado solenemente estipula que “as partes assinantes se comprometem conjuntamente a adotar todas as medidas para evitar a agressão contra qualquer das partes assinantes por qualquer Estado. No caso de uma das partes ser submetida a um ataque armado por algum Estado ou vários Estados conjuntamente, e assim envolvida em um Estado de guerra, a outra parte deve imediatamente prestar ajuda militar e outras formas de auxílio por todos os meios à sua disposição”. Também contém outros artigos importantes no que tange o reforço da amizade fraternal, a assistência mútua e a cooperação entre os dois países. Esse tratado é um enorme marco na história das relações amigáveis entre os dois povos. Ao solidificar a amizade revolucionária e a unidade militante forjada na prolongada e conjunta luta dos povos da China e da Coreia na forma de um tratado, ele encarna plenamente a sua firme determinação a se opor à agressão imperialista, assegurar a segurança comum de ambos os países e garantir a paz na Ásia e no Mundo.


O Presidente Mao, grande líder do povo chinês, apontou: “Os camaradas coreanos e chineses devem se unir como irmãos, passar por bons e maus momentos juntos, compartilhar felicidade e angústia, e lutar até o fim para derrotar o inimigo comum”.


Recapitulando a história das lutas comuns dos povos coreanos e chineses, sentimos profundamente que a amizade revolucionária entre os nossos dois povos é muito testada e incomparavelmente preciosa. Por quase um século, o povo de nossos dois países teve experiências ruins semelhantes e sempre realizou lutas comuns contra a agressão estrangeira. Assim que o militarismo japonês começou sua agressão do final do século XIX até o começo do século XX, a China e a Coreia se tornaram as vítimas imediatas porque ocuparam o território chinês de Taiwan e anexaram a Coreia. Os destinos do povo da China e da Coreia desde então já estão unidos. Durante a ocupação japonesa da Coreia, o povo coreano encenou levantes antijaponeses e um patriota coreano assassinou o chefe militar dos agressores japoneses Hirobumi Ito, dando um golpe ao inimigo comum dos povos de ambos países. Após o Imperialismo Japonês desencadear a guerra de agressão contra a China nos anos 30, os povos chineses e coreanos lutaram ombro a ombro contra os agressores. Junto do povo chinês, as guerrilhas antijaponesas organizadas e lideradas pelo Camarada Kim il Sung, o grande líder do povo coreano, resistiram e derrotaram os agressores japoneses. Nos anos 50 quando os Estados Unidos desataram sua guerra de agressão contra a Coreia e ao mesmo tempo ocuparam a Província chinesa de Taiwan, os povos chineses e coreanos mais uma vez lutaram lado a lado e derrotaram os agressores ianques no campo de batalha coreano. No longo período de luta, muitos camaradas coreanos derramaram seu sangue em apoio à causa revolucionária da China. O povo chinês nunca irá se esquecer do apoio e ajuda que o povo coreano deu a eles.


O Imperialismo ianque agora está intensificando a presença de suas políticas de agressão e guerra na Ásia. Ele continua a ocupar o território chinês de Taiwan e a metade sul da Coreia e persiste na expansão de sua guerra de agressão na Indochina. O Governo Nixon está fazendo o máximo possível para realizar a assim chamada “nova política para a Ásia” ao acelerar sua conivência militar com os reacionários japoneses e ansiosamente fazendo uso do militarismo japonês como uma tropa de choque da agressão imperialista ianque contra a Ásia. Após a extensão automática do “Tratado de Segurança” dos Estados Unidos-Japão, os Estados Unidos e o Japão assinaram o acordo de “reversão” de Okinawa, portanto reforçando a agressiva aliança militar de EUA-Japão. Ademais, o Imperialismo ianque está tentando trazer forças militares japoneses para o Sul da Coreia para fortalecer a operação conjunta EUA-Japão-Pak e inclusive conduziu exercícios militares provocativos conjuntos dos EUA e Japão, no mar a leste da Coreia. Tudo isso é uma séria ameaça à segurança do povo da Coreia, China e outros países asiáticos.


O militarismo japonês, que está sendo revivido sob a égide do imperialismo norte-americano, está fervendo com sua ambição de renovar o seu sonho de anexar a Coréia, invadir a China e dominar a Ásia. Enquanto declaram abertamente que a Coreia é “essencial para a própria segurança do Japão”, não mediram palavras ao afirmar que "se pode supor que as Forças de Autodefesa conduzirão operações em um determinado lugar fora do Japão, e esse lugar será a Coreia”. Os reacionários japoneses já estenderam suas garras de agressão à Coreia do Sul em tentativa de transformá-la em uma colônia dual dos Estados Unidos e do Japão. Ao mesmo tempo, os reacionários japoneses aumentaram sua penetração no território chinês de Taiwan politicamente, militarmente e economicamente, alegando que Taiwan é “um fator de máxima importância para a segurança do Japão”, e conspiraram abertamente em estender a "zona de identificação de defesa aérea" do Japão para o território chinês da Ilha de Tiaoyu e o espaço aéreo perto de áreas costeiras da China. Isso revela plenamente as ambições raivosas do militarismo japonês em colocar as mãos sobre o território da China. Obviamente, o militarismo japonês novamente embarcou no velho caminho da agressão e expansão e se tornou uma perigosa força de guerra na Ásia.


Nas atuais circunstâncias, portanto, é de enorme significância prática consolidar ainda mais e fortalecer a aliança entre a China e Coreia que foi concretizada no tratado.


Precisamente como o Camarada Kim Il Sung, o grande líder do povo coreano, apontou: “Os povos da Ásia e os povos progressistas do mundo hoje são confrontados com a urgente tarefa de lutar contra o renascimento do militarismo japonês ao mesmo tempo que frustrem a agressão do Imperialismo ianque”.


Mudanças profundas vêm ocorrendo na situação atual da Ásia. A República Popular da China está diariamente crescendo cada vez mais forte. A República Popular Democrática da Coreia se tornou um baluarte que permanece firme como uma rocha à frente da luta anti-imperialista na Ásia. A guerra contra a agressão ianque e pela salvação nacional pelos povos dos três países da Indochina fez conquistar grandes vitórias de abalar o mundo. A luta dos povos da China, Coreia, Vietnã, Laos, Camboja, Japão e outros países asiáticos contra os agressores norte-americanos e o renascimento do militarismo japonês a partir dos Estados Unidos e reacionários japoneses está surgindo à frente com um enorme impulso, irresistível. A força revolucionária do povo asiático está mais poderosa do que nunca. Qualquer superpotência ou “potência econômica” que tente passar por cima do povo asiático e fazer girar a roda da história para trás está simplesmente sonhando acordada. Em face da unidade militante dos povos dos países asiáticos, qualquer agressor que se atreva a provocar uma nova guerra na Ásia não encontrará nada com exceção da derrota completa para ele.


A China e Coreia são vizinhos fraternos ligados pelas mesmas montanhas e rios e estreitamente relacionados como a língua é com os dentes, e sua segurança é inseparável. As relações em todo o horizonte de assistência mútua e cooperação entre ambos os países e ambos povos foi consolidada e desenvolvida firmemente à luz dos grandes objetivos estabelecidos no Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua. O povo chinês inflexivelmente apoia a justa luta do povo coreano contra a agressão do Imperialismo ianque e é pela reunificação pacífica de sua pátria. Vamos cumprir fielmente, como no passado, as obrigações estipuladas no Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua e estamos determinados a lutar até o fim contra os inimigos comuns de nossos dois povos.


Editorial do Renmin Rinbao, Hongqi e Jiefangjun Bao
16 de julho de 1971

 

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