Estado Indiano comete mais um massacre contra o seu povo

03/06/2018

 

No último 22 de maio, o estado reacionário indiano cometeu um massacre de 13 manifestantes, incluindo mulheres, pelas mãos da polícia em Thoothukudi (Tuticorin, uma cidade portuária no estado de Tamil Nadu). Os protestos massivos vinham sendo realizados há quase 100 dias contra a expansão da Sterlite Copper, a maior fundição de cobre na Índia e uma subsidiária da Vedanta Corporation, com sede em Londres, de propriedade de Anil Agarwal. Como demonstraram as inúmeras gravações de vídeo que estão aparecendo ao lado das declarações de testemunhas, policiais à paisana de pé sobre veículos dispararam diretamente contra os manifestantes para matar. Deve-se ressaltar que a morte seletiva de manifestantes desarmados e pacíficos pela polícia armada se tornou a norma nos últimos anos na Índia.

A população do distrito de Thoothukudi protesta por mais de duas décadas contra Sterlite, que foi polui gravemente os córregos, as águas subterrâneas e do ar nas áreas circundantes, causando várias mortes e abortos. O Grupo Vedanta tem uma história de corrupção, destruição ambiental e grave violação dos direitos humanos no estado de Goa. Já haviam sido expulsos do estado de Maharashtra, em 1994, como resultado de protestos. Também têm sido alvo de fortes protestos de milhares de fazendeiros contra a mineração de bauxita e sua fábrica de processamento de alumínio nas colinas de Niyamgiri, Estado de Odisha.

Um relatório publicado pelo jornal indiano Business Standard, que concordou com um número de registros judiciais e do Ministério do Meio Ambiente, revela como o governo Modi fez a sua própria interpretação das leis ambientais em dezembro de 2014 para ajudar a certas plantas como Sterliteat de Vedanta em Thoothukudi, que será construído sem consultar as pessoas da área afetada pelo projeto.


De acordo com um relatório publicado pela Associação para Reformas Democráticas, o Grupo Vedanta, que doou bilhões de rúpias para ambos os partidos nacionais, continua sendo seu principal doador. Isso indica claramente que os sucessivos governos indianos, em conluio com vários governos estaduais, vêm servindo aos interesses das empresas gananciosas e não às do povo, como ocorre sistematicamente nos países semicoloniais da Ásia, da África e da América Latina.

  

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