"Relato de G. Salkó sobre a Colônia Gorki, dirgida por Anton Makarenko"

07/12/2017

O seguinte texto é um relato escrito por Galina Stakhievna Salkó, uma importante dirigente do Comissariado do Povo para Instrução Pública da Ucrânia, em sua visita a Colonia Gorki, que era uma instituição para jovens órfãos e jovens criminosos, que era dirigida por Anton Semyonovich Makarenko. Créditos aos companheiros(as) da página Um Marxista, no facebook, pela transcrição do texto.

 

"Chegamos num dia cinzento de chuva fininha e um pouco de neve. Entramos no interior da propriedade da colônia e logo percebi algo especial nesse lugar. O pátio era circundado por grandes árvores e, entre elas, em perfeita harmonia, ficavam brancas casinhas de acolhedoras marquesinhas. Diante das casas se dividiam os canteiros de flores. No centro do pátio, erguia-se a mole da igreja principal do mosteiro. O pátio e a igreja eram tão grandes que três ônibus de turismo, enfileirados, pareciam brinquedos. Nosso automóvel parou neste improvisado estacionamento e atravessamos o pátio com cuidado.

 

"Sentia curiosidade por ver os organizadores, guardiães e chefes desta vida tão ordenada. Devo confessar que fui à Colônia Górki invadida por um sentimento de frialdade e ceticismo, imaginando amargamente que me esperavam várias horas de aborrecimento oficial, tão frequentes quando se visita por pouco tempo um estabelecimento infantil. Eu mesma já havia visto umas duas centenas de casas infantis e havia dirigido durante vários anos uma casa com 150 crianças. Conhecia, portanto, a mecânica deste trabalho, suas dificuldades incríveis e o padrão relativamente modesto - o máximo e o mínimo - alcançado naquela época na maioria das instituições, graças aos nossos esforços pedagógicos.

 

“Hoje já está completamente claro que os êxitos e as possibilidades pedagógicas são determinados pela qualidade, ou seja, pelo conteúdo ideológico de todo o sistema de educação, pelo nível alcançado na elaboração da metodologia e da técnica. Nos últimos anos o pensamento pedagógico, prático e científico, trabalha intensamente neste terreno, abrindo novas e grandes perspectivas.

 

"Naquele tempo era difícil explicar por quê, em algumas casas infantis, inclusive as boas, seus empregados, depois de um sucesso mais ou menos duradouro, encontravam uma espécie de 'Rubicão' pouco menos que intransponível. Continuavam sem solução problemas aparentemente secundários. Em geral eram questões de organização: conservação de todas as listas e os tipos de bens adquiridos e seu cuidado, manutenção da ordem e da limpeza nos edifícios e tudo aquilo que se refere ao interior da instituição infantil. Por último, problemas como o regime de ordem interna, concreto e diário, os inspetores de ensino, a responsabilidade pelas tarefas encomendadas e pela comprovação oportuna de seu cumprimento não eram levados em conta.

 

"Todas estas exigências imperiosas da vida, grandes e pequenas, multiplicadas e divididas pelo número de pedagogos, educandos, empregados técnicos, isto é, complicadas umas 200 ou 500 vezes mais, estavam vinculadas a um árduo e indissolúvel complexo que tornava difícil determinar onde estava o principal e o secundário. O resultado disso era que o período de organização se prolongava demasiado, restando pouco tempo para o próprio trabalho da educação.

 

"Desconheço por que não nos ocorria a ideia tão simples de que a boa e a má organização também educam. A desorganização é também uma forma especial de educação, uma forma anárquica. Não encontrei resposta aos problemas que me preocupavam em nenhuma das instituições infantis que tive então oportunidade de conhecer. Por isso me parecia não ter muita importância visitar uma casa a mais ou a menos.

 

"De qualquer forma, meu estado de ânimo naquela época garantia uma atitude mais do que objetiva em relação ao que deveria encontrar. Mas a ordem que reinava no interior da Colônia Górki era muito significativa. Nessa ocasião, viviam na colônia 500 educandos e não menos de 30 funcionários, contando suas famílias. Eu sabia perfeitamente, por experiência própria, que num estabelecimento infantil não se pode preparar nada de antemão, com ostentação ou fachada, ainda que seja por algumas horas. Isto não é possível se não existe um trabalho autêntico, sólido e orgânico.

 

"Nos aproximamos do edifício principal, a porta de entrada cedeu facilmente ao nosso contato e fechou muito suavemente a nossas costas; ela não estava acionada por aquelas molas que fecham violentamente. Isto também foi uma surpresa agradável. Fomos recebidos num pequeno e modesto vestíbulo por um jovem portando uma fita vermelha no braço que, esboçando um sorriso, cumprimentou-nos e disse que os gorkianos sentiam grande satisfação com a nossa visita, e nos advertiu de que estávamos um pouco atrasados para o almoço. Ainda que este já tivesse começado, o décimo segundo destacamento nos esperava à mesa na qual iríamos ficar. 

 

"Enquanto tirávamos os casacos, nos disseram que este jovem Komsomol era o responsável pelo serviço de guarda da colônia e se chamava Krupov. Ele dirigia todas as atividades do dia e respondia pela manutenção da ordem. O jovem aproximou-se novamente de nós e apresentou uma menina de uns 14 anos como membro da comissão de recepção de convidados. No vestíbulo não havia nenhum adulto; estes jovens eram os amos e senhores do lugar.

 

"A jovenzinha, muito atenciosa e amável, deu-nos as boas-vindas e, enquanto nos conduzia ao refeitório, interessou-se pelo estado da estrada pela qual viéramos; disse que havia reservado lugar na mesa para nosso motorista e que não nos preocupássemos com mais nada. Abriu a porta e entramos em uma sala enorme, com duas fileiras de janelas, ocupada completamente por grandes mesas, todas cobertas com toalhas brancas, muitas flores e grande quantidade de dourados bolos ucranianos e outros manjares, garrafas de vinho e limonada.

 

"Com esta cerimônia gastronômica anual, todos os educandos e funcionários da colônia comemoravam solenemente o 28 de março, aniversário do seu amado padrinho Alexei Maximovitch Górki. Neste dia só eram convidados os amigos da colônia e, naquele dia, encontrei-me casualmente entre amigos.

 

"Pelo visto, Anton Makarenko havia sido avisado da nossa visita, pois adiantou-se a receber-nos. Quando nos aproximamos da mesa do décimo segundo destacamento, disse: 'Camaradas colonos, apresento-lhes nossos hóspedes'. Todos nos saudaram. O diretor da colônia comia nesta mesma mesa. Nossos pratos estavam em seu lugar; fizeram-nos sentar e nos agasalharam com a cordialidade e a atenção que constituíam um dos elementos do estilo da colônia. Nossos anfitriões do décimo segundo destacamento eram meninos e meninas de diferentes idades. O diretor da colônia era um homem ainda jovem, bem-educado e, inclusive, refinado no trato, retraído e um tanto frio.

 

“A conversação era geral; dela participavam os meninos maiores e, ainda que eles mantivessem em relação ao diretor uma atitude de estima respeitosa, não se notava em seu comportamento ou em suas palavras nenhuma afetação. Eram pessoas unidas por interesses comuns e que juntas levavam adiante uma grande empresa comum, responsabilidade de todos.

"O animado ágape durou bastante tempo, ficando os educandos com toda a responsabilidade pelo complicado cerimonial desta grande recepção. Eles fizeram tudo com animação e grande desenvoltura.

 

"Depois do almoço, Makarenko propôs aos hóspedes que percorrêssemos a colônia. Éramos muitos, e organizamos um grupo compacto. Passamos pelo invernadouro, pelo secador de madeiras, o estábulo e as cavalariças. Num edifício grande, de construção recente, destinado aos dormitórios, vimos em um longo corredor muitas estufas com chamas crepitantes. Visitamos o edifício da escola e os aposentos dos educandos. Conhecemos também a Sede do Komsomol, peça bem mobiliada, onde se reunia essa ativa junta diretora juvenil.

 

"Depois entramos no 'recanto vermelho', sede dos pioneiros, a organização leninista das crianças, cheio dos mais diversos modelos e jogos feitos pelas próprias crianças; continuamos pelo ateliê de artes plásticas e, sobre um mesa, estava o último número de compêndio das tarefas. Também passamos pela biblioteca, com mais de cinco mil volumes, e percorremos as salas de estudo. O único adulto que encontramos em toda a colônia foi o agrônomo Feré.

"Todos os lugares eram dirigidos por crianças de grande presença, alegres e laboriosas ou por jovens adolescentes, meninos e meninas, que respondiam amavelmente nossas palavras de cortesia e continuavam seu trabalho. Não vimos nelas fisionomias tristes ou descontentes; trabalhavam com rapidez e habilidade invejáveis. Apareciam, silenciosas, à entrada de alguns edifícios e os responsáveis por cada um deles abriam e fechavam os ferrolhos das portas e armários com agradáveis sons. Deixei de assombrar-me: sentia-me sinceramente como Alice, no país das maravilhas, parecendo-me que o diretor da colônia deveria ser um bruxo, possuidor de um segredo extraordinário.

 

"Ficou especialmente gravado na minha memória o secador de madeiras. Localizava-se bastante afastado das casas e tivemos que andar bastante por um caminho estreito até chegar a ele. Era um desses fins de tarde primaveris, a chuva tinha cessado e tudo tinha uma tonalidade esverdeada. Fiquei emocionada. Entramos num amplo ambiente sem janelas. Na semi-obscuridade, destacava-se a brancura de uma pilha de tábuas. Um sistema invisível de calefação esquentava o lugar. Um relógio na parede espalhava pela sala seu sonoro tique-taque. Sobre uma das pilhas, estavam sentados dois robustos adolescentes, com um cachorro de pêlo claro deitado a seus pés, um pouco agressivo no princípio, mas logo acalmado com a chegada de seu amo. Os meninos saltaram ligeiro das tábuas e nos saudaram.

 

"Com um tom oficial amistoso muito particular, escutei, pela primeira vez, Makarenko dirigir-se a eles com palavras que podiam ser tomadas como semipergunta e semidisposição: 'Estão se aborrecendo hoje?'. Um dos meninos respondeu: 'A secagem dura até as dez. Teremos tempo de assistir à segunda sessão e ao baile'. Makarenko disse carinhoso e alentador, mas muito conciso: 'Perfeitamente'. E saímos.

 

"Voltamos já sob a noite fechada. Makarenko não dava nenhuma explicação, não demonstrava nem persuadia, como faziam outros diretores. Sua atitude não denotava que considerasse todo aquele bem-estar como uma realidade especial. Esta ordem clara e exata era para ele uma situação costumeira. Não falava da próxima promoção nem da colocação dos alunos. Uma parte iria estudar em institutos tecnológicos ou científicos, outra iria trabalhar nas fábricas. A colônia já estava em contato com essas organizações. Saltava aos olhos a tradição da colônia a respeito dos quadros que dela saíam. Estes jovens sem família tinham garantida uma ligação eficiente com sua amada coletividade, que lhes fornecia ajuda material e moral.

 

"Quando nos aproximamos do edifício principal, ressoaram alegremente no ambiente primaveril os floreados toques de cometas, chamando os chefes de destacamentos a informar sobre as novidades.

 

"A sala espaçosa estava irreconhecível: as mesas haviam sido levadas ao refeitório permanente e foram substituídas pelo modesto mobiliário do clube. Havia muita luz, a banda de música tocava a plenos pulmões, meninas e meninos bem vestidos mostravam essa animação própria dos dias de festa; nessa idade se pode, sem pensar, prometer tudo, até a vida. Voltou à minha mente a imagem das meninas que, sozinhas, mantinham a temperatura constante do invernadouro; lembrei-me também de Vitia e Mina que ficaram no isolado e escuro secador de madeiras e de outros meninos que em seus postos ajudavam na empresa comum com tanta energia e satisfação.

 

"Falamos com Makarenko sobre as regras que seguia para distribuir as obrigações. Disse-nos que durante a noite o serviço de aquecimento obedecia ao sistema de turnos de duas horas. Quando chegasse a sua hora, cada criança deveria abandonar a sala de recreação e substituir seus camaradas. Um tanto surpreso, perguntou: 'E por acaso pode ser de outra forma? Não é coisa fácil saber-se dominar; sem um bom treinamento desde criança nenhuma pessoa saberá como se comportar ao crescer, quando tiver mais independência e audácia: se lhe dá na cabeça, abandona a guarda. São poucos os que fazem assim? E quando se pergunta quem tem a culpa, vemos que foram mal educados'.

 

"Escutei com simpatia a réplica de um dos convidados: 'Mas tenha em conta que os garotos estavam muito aborrecidos ali. Isto você não pode negar'. Makarenko sorriu: 'Camaradas, há que ter mais respeito pelas pessoas. Por que aborrecidos? Ê muito próprio do homem a abnegação. Nessa noção da própria força há muito mais alegria, do que no simples divertimento padronizado. Basta à nossa juventude experimentar algumas vezes esta sensação para que depois não haja maneira de contê-la. Há que inculcar-lhes esta alegria. Durante dezenas de anos os pedagogos ensinaram a ler e escrever, confiando que a educação se adquiria por si mesma. E, ao contrário, ela é a base de tudo'.

 

"Começou uma discussão sobre este tema, embora não tivéssemos nada a objetar. Makarenko disse, então: 'Em Almas mortas figura esta magnífica passagem - e citou de memória: 'Dispondo-se a empreender o caminho da vida, partindo dos fáceis anos juvenis para entrar no duro caminho do homem feito e direito, leva contigo todas as formas humanas de atuar; não as perca pelo caminho, depois será difícil recuperá-las, nisso consiste a vida'.

 

"Lembrei, então, as palavras de Púshkin: 'Aprende, meu filho, as ciências que nos reduzem as experiências desta vida tão fugaz'. 'E isto também' – corroborou Makarenko -, 'mas com a ressalva de que aqui há que incluir nossa correção soviética: é preciso dar ao jovem uma seleção exata dos movimentos humanos necessários, para evitar que, por inexperiência, arraste uma carga excessiva. Estes são poucos, a maioria fica com o que é mais fácil. O perigo de sobrecarregá-los é insignificante. Pelo contrário, obrigá-los a tomar para o caminho aquilo que lhes é necessário, de forma que nada possam perder em sua marcha, isto já entra em cheio na nossa preocupação como pedagogos'.

 

"Dirigiu-se, então, a um aluno que durante todo o tempo não perdia uma palavra da nossa conversa. 'Certo, Aliosha? Já estás vendo que coisa útil é a literatura. Tu, ao contrário, lês pouco, segundo pude deduzir pelos registros da biblioteca. Vejo que continuas pensando que os romances são uma invenção. No entanto, pode-se aprender muito com eles'.

 

"Aliosha não emudeceu; ao contrário, seu rosto se encheu de alegria pela atenção de que foi objeto. 'E você estuda?' - perguntou. Makarenko olhou-o atenta e seriamente nos olhos: 'Se subentende que estudo pelo que pensas'. A resposta de Aliosha teve um tom de perplexidade tão ingênuo que provocou a hilaridade geral: 'Para quê, Anton Semionovitch, você precisa estudar, se, de toda forma, já sabe tudo?' Makarenko riu com alegres e francas gargalhadas. Desapareceram certas barreiras como a força de vontade, o dever, aparecendo seu grande e profundo carinho pelas pessoas. Transformou-se num homem simples e acessível. Pensei que em momentos como esse também os educandos sentiam por ele uma particular afinidade. Normalmente, Makarenko mantinha barreiras intransponíveis entre ele e os alunos. Terminou respondendo a Aliosha: 'Ah, tontinho, e a avidez humana de que quanto mais sabes, mais queres saber?'. Atrás das janelas se ouviram os claros toques da corneta chamando à reunião geral.

 

"Depois da reunião solene, muito rápida por certo, e do espetáculo artístico, começou o baile, um autêntico baile animado pela banda de música. Os adultos - convidados e pedagogos -, nos divertíamos sentados, observando os jovens, como sempre acontece nessas ocasiões. Makarenko juntou-se a nós e me perguntou: 'Gosta de música? Temos uma boa orquestra, não? São 50 instrumentos, mas vamos sempre aumentando'. A banda de música era seu orgulho. 'Eu não posso trabalhar sem músicos, não concebo uma coletividade sem banda de música! Você já viu que não vivemos com facilidade, que nos custou muito trabalho reunir uma banda, mas, agora, nos privamos do que for necessário para mante-la. Uma boa orquestra significa cultura, orgulho da coletividade e uma boa expressão material de unidade'.

 

"Aos acordes da última melodia, saímos para a escuridão da noite. Ainda que a colônia tivesse sua própria central elétrica, sua potência era muito pequena e não chegava para iluminar todo o pátio. Makarenko acompanhou o grupo de mulheres convidadas até o local destinado ao pernoite. A escuridão era tão intensa que não podia se pensar em voltar à cidade.

 

"Quando chegamos à altura da igreja, ele se deteve ao ouvir um grito: 'Quem vem lá?'. O breve clarão de uma lanterna de bolso abriu um círculo iluminado na escuridão e apareceu o rosto magro de um jovem de pequena estatura com um fuzil pendurado no ombro, acompanhado de dois cãezinhos bricalhões. O diretor nos apresentou: 'Misha Tcharski, chefe da guarda'. Misha disse: 'Não sabia quem se aproximava, mas os cachorros o reconheceram. Hoje, Anton Semionovitch, eles já afungentaram daqui um estranho. Com essa escuridão, não se sabe quem é quem. Por isso, reforcei a guarda nos pontos necessários e estou, eu mesmo, verificando os postos. Assim estarei mais tranqüilo'. 

 

"Makarenko lhe perguntou sobre o tempo que já estava de vigia. Misha respondeu: 'Umas duas horas. Já falta pouco para amanhecer'. O diretor continuou: 'Não vais ficar dormindo de manhã, não é? Já sabes que deves ir à cidade'. A resposta foi imediata: 'Anton Semionovitch, alguma vez os lençóis já me pegaram? Você sabe que nunca aconteceu isso comigo'. Desejamos-lhe uma guarda tranqüila e continuamos.

 

"No caminho, Makarenko queixou-se benevolente: 'Trouxeram tantos cachorros que não há como ver-se livre deles. E se ainda fossem cães autênticos, mas não passam de cuscos vagabundos de aldeia. Mas se ouvissem falar deles, acreditariam que se trata de verdadeiros dogues. E o que dizer das façanhas que lhes atribuem... Hoje não apareceu nenhum tipo suspeito pelas imediações. Tudo é produto da fantasia. Misha e sua guarda se sentem heróis de verdade e pedem ao destino que lhes enviem uma aventura.’

 

"Um do nosso grupo perguntou: 'E você o cumprimenta por estas fantasias...?'. Makarenko rompeu numa risada: ‘Mas, o que você acha? Ele merece ser cumprimentado. Acaso está cumprindo mal seu dever? Graças à preocupação dele, você poderá dormir tranqüilo. Fizemos aqui um pomar, transplantando árvores já crescidas. No entanto, os pedagogos aproveitam mal um material tão magnífico. Na colônia, ao contrário, só se ouve falar agora do pomar. Ë infinitamente mais agradável e útil cuidar da plantação do que andar subindo nas árvores alheias para roubar maçãs. Faz falta viver, tirar lições, exercitar-se na vida. E se não existem perigos, há que brincar com o perigo. O homem ama o risco, isto é uma atitude nobre. Mas há que ensinar-lhe a arriscar-se ajuizadamente, em proveito da causa comum."

 

Publicado como parte da série de depoimentos sobre a obra de Makarenko pela Academia de Ciências da União Soviética traduzido por René Capriles no livro "Makarenko - O Nascimento da Pedagogia Socialista"

 

Transcrito pela página Um Marxista

 

Please reload

Leia também...

Stalin: "A Greve Geral Iminente"

14/11/2019

"O papel das mulheres na defesa de Stalingrado"

13/11/2019

Lenin: "Sobre os Sindicatos, o momento atual e os erros de Trotsky"

13/11/2019

URC: "Sobre o Golpe de Estado imperialista na Bolívia"

12/11/2019

1/3
Please reload

NOVACULTURA.info

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • YouTube