"A explosão na construção civil de Pyongyang"

30/08/2017

O texto a seguir é uma tradução de um artigo rico em dados do site 38 North, que se dedica à análises e agrupamento de dados sobre a Coreia Popular, porém ao passo que busca ser o mais técnico possível também acaba tentando se mostrar neutro ideologicamente segundo o próprio, o que nós comunistas entendemos ser uma manifestação de oportunismo ou leviandade.

 

Recomendamos cautela ao ler o artigo em questão, visto que quando alguém se propõe a ser “neutro” sobre determinado assunto, inevitavelmente vai ceder em favor das ideias das classes dominantes, neste caso, colocando em dúvida a capacidade avançada do espírito criativo, característica indispensável numa sociedade socialista, do povo coreano plenamente consciente de seu papel como dono do Estado e da sociedade, portanto o maior interessado no seu desenvolvimento e o protagonista das mudanças.

 

Temos consciência de que os avanços que são vistos na Coreia Popular são fruto da ação criadora das massas guiadas e unidas pelo partido da classe operária, classe essa que “encarna no mais alto nível as exigências intrínsecas do ser humano a viver e progredir de maneira independente e criadora”* e tem suas demandas refletidas na Ideia Juche. Para um aprofundamento maior na questão coreana recomendamos também que acompanhem as tags no fim do texto que direcionam para outros artigos no nosso site.

 

Boa leitura.


A Explosão na Construção Civil de Pyongyang: A Coreia do Norte Está Derrotando as Sanções?

A explosão na construção civil em Pyongyang, junto com outros indicadores de melhora na performance econômica como produção de alimentos e comércio internacional, fornecem mais evidências da ineficácia das sanções econômicas em vigor. A economia norte-coreana parece estar derrotando as sanções graças à ajuda chinesa e o comércio, bem como a realocação dos gastos convencionais com a defesa para a economia civil.

 

A casca de 105 andares do Hotel Ryugyong tem assomado por décadas no centro de Pyongyang como um lembrete dos infortúnios econômicos da Coreia do Norte pós-URSS.[1] Hoje essa narrativa de destituição parece desmentida pela extrema velocidade do desenvolvimento arquitetônico no resto da cidade, como a prestigiada Rua Ryomyong. Existem tantos prédios magníficos em Pyongyang que a cidade está irreconhecível em comparação com o que era há dez anos atrás.[2] Essa explosão na construção civil parece contradizer a afirmação de que as sanções contra a Coreia do Norte enfraqueceriam sua economia até o ponto da desnuclearização. Mas os novos arranha-céus de Pyongyang são meras fachadas escondendo os últimos espasmos de uma república moribunda, como os críticos afirmam? Ou eles são o símbolo de um novo “amanhecer” e de triunfo sobre o cerco econômico, como o governo argumenta? A política byungjin de Kim Jong Un teve êxito no seu objetivo de liberar recursos convencionais para defesa para realocação na habitação popular? Ou tudo isso é só propaganda elaborada?

 

Quando 18 torres de 48 andares apareceram no coração da cidade em 2012, diplomatas estrangeiros apelidaram de “Pyonghattan” mas no geral assumiram que seria uma única manobra de publicidade. E tal como as coisas aconteceram, Kim Jong Un tem inaugurado um grandioso, novo complexo de apartamentos quase todo ano desde que assumiu o poder. Em 2013 e 2014, ele viu a conclusão de projetos habitacionais dedicados aos desenvolvedores dos veículos de lançamento espacial Unha (Rua dos Cientistas Unha) e dos satélites Kwangmyongsong (Rua dos Cientistas Wisong). Em 2015 ele honrou os “cientistas do futuro” com 2.500 apartamentos novos na Rua dos Cientistas Mirae, na ocasião do 65º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coréia (PTC). Finalmente, em 2017, ele celebrou o 105º aniversário do fundador da nação Kim Il Sung com mais de 3.000 unidades do novo complexo na Rua Ryomyong. Prédios funcionais também tem se erguido, como o Teatro Popular Mansudae (2012), o Parque Aquático Munsu (2013), o Aeroporto Sunan (2015) e o Centro de Ciência e Tecnologia (2015), para listar alguns. Até mesmo os grandes projetos residenciais são supostamente finalizados em menos de um ano, e os slogans de propaganda se vangloriam da “velocidade Mallima” (velocidade do cavalo de 10.000 milhas), retomando as campanhas “Chollima” (cavalo de 1.000 milhas) que incentivaram a reconstrução de Pyongyang depois da Guerra da Coreia.

 

Os observadores da Coreia do Norte estão perplexos com a forma como o Estado pode suportar tais custos de construção, dada a amplitude das sanções econômicas impostas contra o Estado. O Estado não pode recuperar tais custos com vendas imobiliárias, se por lei ele detém toda propriedade, simplesmente entregando imóveis gratuitamente a entidades ou indivíduos que precisam deles. É claro que a noção de custo na economia planificada do país difere consideravelmente daqueles de economia de mercado. Que custos trabalhistas reais existem se a maior parte do trabalho é realizado pelo Exército Popular Coreano? E quais são os custos reais de material se os materiais de construção são majoritariamente fornecidos por empresas estatais? Por exemplo, a Coreia do Norte aparenta ser essencialmente autossuficiente em cimento graças as abundantes reservas de calcário e fábricas estatais como o Complexo de Cimento Sunchon, o qual alegadamente produz entre seis e sete milhões de toneladas anualmente.[3]

 

Mesmo que, no entanto, a noção de custo seja diferente numa economia planificada, o Estado não pode simplesmente criar algo do nada. Deve haver um custo a se suportar em algum lugar, para além do custo oportuno de se direcionar recursos e mão de obra para o rejuvenescimento arquitetônico de Pyongyang. No mínimo, deve-se ter em conta o desgaste dos equipamentos de construção, pela energia humana e mecânica gasta e pelos materiais de construções importados.

 

Essa construção foi possível economizando, pelo capital privado, pelo gasto de deficit ou simplesmente por uma economia melhorada? É possível que as fachadas polidas escondam interiores decepcionantes. O Daily NK alegou, por exemplo, que quatro quintos dos apartamentos da Rua dos Cientistas Mirae permaneceram vazios por pelo menos três meses após a inauguração devido à construção inacabada.[4] Mais preocupante, os edifícios podem não ter integridade estrutural. Em 2014, a Agência Central Coreana de Notícias, a agência estatal de notícias do país, noticiou que um edifício de apartamentos de 23 andares colapsou durante a construção devido a “construção descuidada” e “supervisão e controle irresponsável”. [5] Métodos e materiais inseguros podem continuar sendo usados em outras locais de construção, como alguns experts ocidentais suspeitam.[6] No entanto, o governo central tem incentivos fortes para assegurar que a tragédia de 2014 continue como um incidente isolado, dada a importância do rejuvenescimento arquitetônico de Pyongyang para a propaganda estatal. Isso talvez explique porque é tão claramente reconheceu sua responsabilidade em 2014, com desculpas dos oficiais envolvidos e visitas hospitalares pelo próprio Kim Jong Un.[7] Então o argumento de que a festa da construção é costeável pelos cortes de custos é no máximo uma explicação parcial.

 

É possível também que o rejuvenescimento arquetetônico de Pyongyang seja patrocinado por contribuições do capital privado norte-coreano. A Reuters, por exemplo, noticiou que, “Investidores locais conhecidos como ‘donju’, ou ‘mestres do dinheiro,’ que ficaram ricos na crescente economia de mercado na Coreia do Norte, investem conjuntamente com o governo na construção de apartamentos.” [8] Os donjus supostamente contrubuem com as ditas doações de lealdade. [9] Dependendo da relação do donju com o governo e da legalidade do seu negócio, suas contribuições podem assegurar favores como um bom apartamento, direitos comerciais ampliados ou permissão para continuar operando ilegalmente.

 

Infelizmente não existem dados confiáveis sobre o peso dos donjus na economia norte-coreana, e nenhuma maneira de avaliar seu papel no abastecimento da explosão da construção em Pyongyang. Uma avaliação objetiva é ainda mais complicada por conta da tendência de muitos relatórios de fora à sensacionalizar a proliferação dos donjus como um prenúncio do colapso norte-coreano, o que leva ao risco de uma superestimação do peso dos donjus e uma subestimação da força do Estado. Essa narrativa de colapso normalmente é mais baseada na imagem dos donjus contrabandistas prosperando sob a corrupção dos guardas na fronteira chinesa, do que nos estabelecimentos sancionados donjus prosperando graças aos lucros das empresas estatais numa economia visivelmente crescente. [10] Se as empresas estatais estão bem, então o Estado também está; sendo assim, a propagação dos donju não é sozinha uma evidência de um Estado fraco. Em última análise, ao passo que o papel dos donjus merece análise mais profunda, a sugestão de que eles são a principal fonte de fundos para a construção continua no momento como uma hipótese não confirmada.

 

Uma terceira maneira de explicar o frenezi da construção civil na Coréia do Norte é que ela estaria gastando além da conta e esvaziando suas reservas estrangeiras para comprar material de construção. Rüdiger Frank propôs essa ideia em 2013, no início do governo de Kim Jong Un, traçando paralelos com o desenvolvimento insustentável, financiado por dívidas que ele testemunhou nos últimos dias da República da Alemanha Oriental. [11] Porém ele também notou que desde então os relatórios orçamentários nacionais norte-coreanos mostram um crescimento firme nos gastos públicos com infraestrutura: +4,3% em 2014, +8,7% em 2015, e 13,7% em 2016.[12] A Coréia do Norte está mais e mais financeiramente imprudente , ou encontrou um meio de superar o obstáculo das reservas estrangeiras?

 

Talvez as relações comerciais especiais da Coréia do Norte com a China a torne menos dependente de tais reservas do que normalmente é alegado. A China é de longe o parceiro comercial mais importante da Coréia do Norte e consequentemente sua fonte e ralo de moeda estrangeira. O quebra-cabeça aqui é que, de acordo com as alfândegas chinesas, Pyongyang está sofrendo um pesado déficit comercial com Pequim (por volta de um bilhão de dólares em 2014), o que por si só deveria exaurir as reservas estrangeiras norte-coreanas. [13] Como o comércio não passou por balanço há anos, alguns comentaristas acreditam que ao aceitar a situação, a China está escondendo uma subvenção de facto do Estado norte-coreano [14]. Tais “subsídios” poderiam vir em forma de comódites das quais o pagamento não é realmente esperado por razões políticas, ou por comerciantes chineses aceitando pagamento em won norte-coreano e reinvestindo localmente, como na renovação do shopping center de Kwangbok, co-financiado por uma empresa de comércio chinesa. [15] Talvez o festival de construção da Coreia do Norte tenha sido facilitado pela necessidade reduzida de reservas estrangeiras baseada nas peculiaridades das suas relações com a China.

 

Finalmente, a economia do país pode simplesmente não ser tão ruim. O preconceito comum de que a Coreia do Norte deve ser um dos países mais pobres do mundo baseia-se em estimativas de PIB altamente especulativas e provavelmente politizadas. [16] Paralelamente, nossos indicadores mais confiáveis são a produção de alimentos e as estatísticas do comércio, e ambos indicam que a Coreia do Norte está muito melhor do que na década de 1990, durante a crise econômica pós-soviética. [17] Os dados recolhidos localmente pelo Programa Mundial de Alimentos indicam que a Coreia do Norte está agora mais ou menos de volta à autossuficiência nutricional da década de 1980 (produção de cereais de cerca de cinco milhões de toneladas em 2012, em comparação com cerca de dois milhões em 1996) e diminuiu consideravelmente os principais indicadores de desnutrição crônica, atrofia e desperdício.[18]

 

Enquanto isso, as estatísticas de comércio da estância aduaneira chinesa mostram que o comércio RPC-RPDC passou de 0,37 bilhões de dólares em 1999 para 5,37 bilhões de dólares em 2016 (veja no gráfico abaixo). [19] Segundo o relatório, cresceu quase 40 porcento no primeiro trimestre de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016, apesar da adoção de sanções particularmente severas da ONU em 2016 (resoluções 2270 em março e 2321 em novembro).[20] Estes números dificilmente são conciliáveis com a hipótese de uma economia em colapso, para não mencionar que eles subestimam a quantidade real de atividade econômica com a Coréia do Norte. Os números em geral não mostrarão o contrabando, o comércio de certas mercadorias politicamente sensíveis, ou, claro, a "ajuda" chinesa e o investimento. Pequim também é conhecida por simplesmente não divulgar as estatísticas em certos meses. [21] Afinal, tem um incentivo político para reportar menos comércio do que realmente, para demonstrar o cumprimento das sanções da ONU.

 

Figura 1. RPC-RPDC Total dos volumes comerciais bilaterais 1999-2016.

 

Além do comércio, o programa nuclear norte-coreano poderia beneficiar a economia ao permitir que o governo afete novamente os fundos das despesas de defesa convencionais para o desenvolvimento dos meios de subsistência das pessoas. Esta parece ser a lógica da política de desenvolvimento de nuclear e econômica simultânea byungjin de Kim Jong Un. O dilema da segurança da Coreia do Norte é que ela não pode garantir a segurança nacional através de gastos de defesa convencionais porque o orçamento militar, que está entre 1,2 e 10 bilhões de dólares [22], está sendo irremediavelmente ultrapassado pela Coreia do Sul (US $ 36 bilhões) e os Estados Unidos (US $ 606 bilhões ).[23] A única maneira de desenvolver a economia sem sacrificar a segurança, logicamente, é se concentrar nas capacidades de guerra assimétrica relativamente econômicas, como uma dissuasão nuclear. Não podemos avaliar se este cálculo funcionou na prática, dada a falta de confiabilidade das estimativas para os gastos nucleares da Coreia do Norte, que sugerem números entre 0,7 a 3,4 bilhões de dólares.[24]

 

Dito isto, o aumento dos gastos com o sustento das pessoas ajudaria a explicar a onipresença de novos bens de consumo produzidos no mercado interno, como gêneros alimentícios, cosméticos ou eletrônicos, e a queda dos números de desertores em mais da metade desde que Kim Jong Un assumiu o poder.[25] Por enquanto, pelo menos, parece que a economia norte-coreana está melhorando, e esse pode ser o fator mais importante na habilidade de Pyongyang de pagar por grandes remodelações. A medida em que a vida está mudando fora de Pyongyang continua a ser pouco clara porque temos menos testemunhos de primeira mão, mas novas estradas estão sendo construídas em todo o país [26] e há grande desenvolvimento urbano em Wonsan [27] e Rason [28] em pelo menos.

 

Uma Pyongyang cheio de edifícios novos e brilhantes desmente o pressuposto de que a economia da Coreia do Norte está prestes a entrar em colapso sob o peso das sanções. Embora existam algumas preocupações válidas sobre a robustez desses arranha-céus, há muitos deles e eles são muito centrais para a propaganda de Kim Jong Un para descartá-los como conchas como o Ryugyong Hotel. Ao contrário de seu avô, que tirou sua legitimidade das realizações militares, e seu pai, que a retirou da conexão direta com o fundador nacional, Kim Jong Un depende muito mais do seu desempenho governante e da aprovação popular de legitimidade. Não deve ser surpreendente, então, que ele se concentre em sinais altamente visíveis de melhorar os meios de subsistência, como complexos residenciais de prestígio. Esses desenvolvimentos parecem ter sido permitidos por uma economia melhorada, alimentada em parte pela ajuda e o comércio chineses, bem como pela reafectação de gastos de defesa convencionais. Se essa interpretação do ressurgimento econômico se revelar correta, a explosão da construção civil de Pyongyang será mais uma razão para duvidar da eficácia das sanções atuais.

 

18 de julho de 2017

 

Henri Féron

 

Referências

*Kim Jong Il. Nosso socialismo centrado nas massas populares é invencível. O Socialismo é uma Ciência. 1. ed. São Paulo: Edições Nova Cultura, 2016. 105 p.

 

[1] Eric Talmadge, “Huge But Empty Pyramid Hotel a Sphinx-Like N. Korean Mystery,” Associated Press, dezembro de 2016, http://bigstory.ap.org/article/eb5d809b58bb4a08a6142a9334bb1ec3.

[2] Para uma descrição jornalística dos novos desenvolvimentos arquitetônicos de Pyongyang, veja, por exemplo: Oliver Wainwright, “The Pyonghattan Project: How North Korea’s Capital Is Transforming Into a ‘Socialist Fairyland’,” Guardian, 11 de setembro de 2015, https://www.theguardian.com/cities/2015/sep/11/pyongyang-north-korea-capital-socialist-fairyland-kim-jong-un.

[3] U.S. Geological Survey, 2013 Minerals Yearbook: Asia and the Pacific [Advance Release], 1.16, https://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/country/2013/myb3-sum-2013-asia-pacific.pdf.

[4] Sang Yong Lee, “Apartments on Mirae Scientists’ Street ‘Frozen Solid’,” Daily NK, 29 de janeiro de 2016, http://www.dailynk.com/english/read.php?num=13725&cataId=nk01500.

[5] Sang Hun Choe, “North Korea Reports ‘Serious’ Collapse at Building Project Believed to House Dozens,” New York Times, 18 de maio de 2014, https://www.nytimes.com/2014/05/19/world/asia/north-korea-building-collapse.html?_r=0.

[6] Chad O’Caroll, “Analysis: Photos Reveal ‘Shocking’ State of North Korean Construction Industry,” NK News, 28 de maio de 2014.

[7] “N. Korean Leader Visits Hospital After Deadly Apartment Collapse,” Yonhap News Agency, 19 de maio de 2014. 

[8] James Pearson e Damir Sagolj, “Despite Sanctions and Isolation, Pyongyang Skyline Grows,” Reuters, 5 de maio de 2016, http://www.reuters.com/article/us-northkorea-congress-construction-idUSKCN0XW1A0.

[9] Seol Song Ahn, “Authorities Shake Down Trading Companies for Extra Loyalty Funds,” Daily NK, http://www.dailynk.com/english/read.php?cataId=nk01500&num=13860.

[10] Veja abaixo uma discussão sobre o estado da economia da Coréia do Norte. Sang-hun Choe, “As Economy Grows, North Korea’s Grip on Society is Tested,” New York Times, 30 de abril de 2017, https://www.nytimes.com/2017/04/30/world/asia/north-korea-economy-marketplace.html?_r=0.

[11] Rüdiger Frank, “Exhausting Its Reserves? Sources of Finance for North Korea’s ‘Improvement of People’s Living’,” 38 North, 12 de dezembro de 2013, http://38north.org/2013/12/rfrank121213/.

[12] Rüdiger Frank, “The 2016 North Korean Budget Report: 12 Observations,” 38 North, 8 de abril de 2016, http://38north.org/2016/04/rfrank040816/.

[13] Rüdiger Frank, “North Korea’s Foreign Trade,” 38 North, 22 de outubro de 2015, http://38north.org/2015/10/rfrank102215/.

[14] Ver, em geral, James Reilly, “The Curious Case of China’s Aid to North Korea,” Asian Survey, Vol. 54, No. 6, p. 1172.

[15] Rüdiger Frank, “Consumerism in North Korea: The Kwangbok Area Shopping Center,” 38 North, 6 de abril de 2017, http://38north.org/2017/04/rfrank040617/.

[16] Sobre os motivos da falta de confiabilidade, veja Marcus Noland, “The Black Hole of North Korea,” Foreign Policy, 7 de março de 2012, http://foreignpolicy.com/2012/03/07/the-black-hole-of-north-korea/.

[17] Henri Féron, “Doom and Gloom or Economic Boom? The Myth of the ‘North Korean Collapse,’” The Asia-Pacific Journal, Vol. 12, edição 18, No. 3, 5 de maio de 2014, http://apjjf.org/2014/12/18/Henri-Feron/4113/article.html.

[18] Food and Agricultural Organization/World Food Programme, Crop and Food Security Assessment Mission to the Democratic People’s Republic of Korea, 28 de novembro de 2013, http://documents.wfp.org/stellent/groups/public/documents/ena/wfp261353.pdf.

[19] Note que os números oficiais do comércio da RPC-RPDC relatados pela alfândega chinesa são inferiores aos reportados pelo KOTRA sul-coreano, porque a KOTRA acrescenta um valor estimado de mercadorias não incluídas nos números chineses.

[20] Jane Perlez and Yufan Huang, “China Says Its Trade With North Korea Has Increased,” New York Times, 13 de abril de 2017, https://www.nytimes.com/2017/04/13/world/asia/china-north-korea-trade-coal-nuclear.html.

[21] Ver e.g. Chris Buckley, “China hides North Korea trade in statistics,” Reuters, 26 de outubro de 2009, http://in.reuters.com/article/2009/10/26/idINIndia-43430320091026.

[22] Elizabeth Shim, “North Korea underreporting defense spending, analyst says,” UPI, 31 de março de 2016, http://www.upi.com/Top_News/World-News/2016/03/31/North-Korea-underreporting-defense-spending-analyst-says/2811459437466/; “N. Korean military spending nearly 30% of S. Korea’s,” Dong-a Ilbo, 5 de maio de 2016, http://english.donga.com/Home/3/all/26/533532/1; “N. Korea spends quarter of GDP on military from 2002-2012: US data,” The Korea Times, 4 de janeiro de 2016, http://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2016/01/485_194556.html.

[23] Stockholm International Peace Research Institute, “SIPRI Military Expenditure Database,” https://www.sipri.org/databases/milex.

[24] James Pearson e Ju-min Park, “North Korea Overcomes Poverty, Sanctions with Cut-Price Nukes,” Reuters, 11 de janeiro de 2016, http://www.reuters.com/article/us-northkorea-nuclear-money-idUSKCN0UP1G820160111.

[25] John Power, “North Korean Defectors to South Korea Hit 13-Year Low,” The Diplomat, 15 de janeiro de 2016, http://thediplomat.com/2016/01/north-korean-defectors-to-south-hit-13-year-low/.

[26] Jack Kim e James Pearson, “Kim Jong Un is Leading a North Korean Construction Boom,” Reuters, 23 de novembro de 2013; Curtis Melvin, “North Korea Building New Transport Corridor and Border Crossing,” 38 North, 4 de maio de 2015 http://www.38north.org/2015/05/cmelvin050415/.

[27] Ver e.g. Nicole Low, “Inside North Korea’s Newest Airport,” Daily Mail, 28 de setembro de 2015, http://www.dailymail.co.uk/news/article-3251463/First-look-North-Korea-s-200-million-Kalma-Airport-Wonsan.html.

[28] Ver e.g. JH Ahn, “Multiple High-Rises and Office Buildings Under Construction in Rason City,” NK News, 19 de outubro 2016, https://www.nknews.org/pro/multiple-high-rises-and-office-buildings-under-construction-in-rason-city/; “Rason Trade Zone Bustle Exposes Limits of North Korea Sanctions,” Associated Press, September 14, 2016, http://www.asahi.com/ajw/articles/AJ201609140032.html.

 

Traduzido por Henrique Monteiro

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