"Colômbia amplia setor militar e envia mais efetivos à sua fronteira com Venezuela"

02/08/2017

O governo da Colômbia anunciou um aumento significativo em seu aparato militar para o ano de 2018, em meio de um cenário pós-guerra, após a realização de acordos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

 

Parlamentares colombianos qualificaram de “absurdo e contraditório” o orçamento apresentado pelo presidente Juan Manuel Santos, que anuncia o aumento de gastos no setor militar em 8%, ao mesmo tempo em que diminui as verbas destinadas a gastos sociais em 16%, segundo afirmou a TeleSUR.

 

O Ministro da Fazenda, Maurício Cárdenas, destacou para a EFE (agência de notícias) que o orçamento nacional da Colômbia será de 235,6 bilhões de pesos (76.628,21 milhões de dólares) durante 2018.

 

Ao dividir por setores, o aparato de Defesa e Polícia resultou no mais beneficiado dentro do orçamento, com 31,48 bilhões de pesos (mais de 10,7 milhões de dólares).

 

Fronteira

Na opinião de Juan Carlos Tanus, diretor da Associação de Colombianos e Colombianas na Venezuela, chamou a atenção que o orçamento de 2018, para uma era que vem após o conflito armado, “não apresenta reduções nos gastos destinados à guerra”.

 

Tanus expôs em detalhes ao RT o crescimento militar colombiano em regiões fronteiriças com a Venezuela, destacando os casos da “Brigada Blindada da Alta Guajira, que recebeu 1.000 soldados adicionais, criando assim a Brigada 30 de Cúcuta, que foi reforçada por outros 2.000 soldados”.

 

Em contraste, “o investimento militar é quase mínima nas regiões fronteiriças com o Equador e o Brasil”, destaca o diretor da agrupação de migrantes colombianos.

 

Guinada à EUA?

Juan Carlos Tanus sublinha que para o gasto militar do governo de Juan Manuel Santos, também deve-se dar uma leitura política.

 

“Colômbia necessita mostrar ao seu aliado estadunidense a fortaleza militar que tem na fronteira com a Venezuela. É uma forma de dizer a Donald Trump: “podem contar conosco em qualquer cenário militar contra a Venezuela”.

 

Ao não existir conflito interno com as guerrilhas, aumentam as ameaças no lado venezuelano da fronteira binacional.

 

O gasto com a Defesa da Colômbia, deixa a nível de “eufemismo” o Prêmio Nobel da Paz que entregaram ao presidente Juan Manoel Santos, porque “sob o argumento de melhorar as condições militares internas, este segue comprando armamento dos Estados Unidos”, disse Tanus.

 

Ernesto J. Navarro

 

Do Odio de Clase

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