"O marxismo-leninismo é insuperável como ciência da Revolução"

08/06/2017

 

O comunista belga, Ludo Martens, nos preveniu sobre a armadilha burguesa, que consiste em falar bem de Marx para, logo em seguida, atacar violentamente os continuadores de sua obra, como Lenin e Stalin. Hoje custa encontrar um burguês culto que despreze Marx, porém, a cruzada da burguesia, de sua academia, da pequena burguesia e do trotskismo é permanente contra a suposta teoria maligna, totalitária e dogmática que, segundo eles, é o marxismo-leninismo.

 

Na realidade, como disse Stalin, o Marxismo-Leninismo é o marxismo da época do imperialismo e das revoluções proletárias. Dado que estamos mais do que nunca na época do imperialismo, a vigência do Marxismo-Leninismo é mais forte do que nunca. É a síntese, apontada por Stalin em sua obra “Fundamentos do Leninismo”, entre as descobertas geniais dos teóricos Marx e Engels e as contribuições de Lenin, não menos geniais, que são, a saber: a teoria do Estado; do Partido de vanguarda; da revolução, da transição ao comunismo e do imperialismo. Além disso, é uma prática de caráter universal da tomada do poder; da construção do novo poder revolucionário e de uma Internacional revolucionária; da construção econômica do socialismo e da revolução cultural.

 

O intelectual comunista Althusser distingue a ciência do Marxismo-Leninismo como uma ciência da História e do modo de produção capitalista, que é o materialismo histórico, e uma filosofia, que é o materialismo dialético.

 

O fato de haverem autodenominados comunistas que não estudaram, nem compreenderam, nem assimilaram ao Marxismo-Leninismo, cometendo graves erros em suas práticas, não invalidam esta ciência como “a grande teoria revolucionária de nossa época”, na expressão do comunista uruguaio Rodney Arismendi. Lenin, Stalin e Gramsci advogaram continuamente pela formação permanente de quadros e que os militantes se apropriassem da nossa ferramenta fundamental, afim de que o Partido Comunista pudesse dirigir de maneira correta o processo social até o socialismo e o comunismo.

 

A validez do Marxismo-Leninismo tem sido referendado pela prática política e científica em todas as ocasiões que teve a oportunidade. Mas não de certos “Partidos Comunistas” que foram incapazes de dar coesão às suas fileiras, de corrigir os desvios, entender os processos, manejar as contradições e orientar as massas. A vida é implacável com os que cometem tais erros.

 

Como insiste mestre Ramón Losada Aldana, a essência do Marxismo-Leninismo é profundamente antidogmática. Se renova continuamente em contato com a realidade, com a luta, com a ciência e com as massas. Repetir “leninismos” como uma cantilena ou um mantra não dá a ninguém nenhum conhecimento especial. Losada assinala constantemente que é no calor da luta política e social que se assimila profundamente as leis do Marxismo-Leninismo, de modo que conhece-lo não é um exercício puramente acadêmico, mas sim militante. O Marxismo sem o Leninismo é insuficiente e uma maneira de negar e rechaçar os aportes fundamentais de Lenin.

 

Compreendemos bem o ódio visceral que a burguesia nutre contra o Marxismo-Leninismo. Compreendemos muito menos semelhante atitude em quem se diz revolucionário e, desde suas publicações, editais e fóruns, calunia e falsifica para privar a classe trabalhadora e todo o povo de uma ferramenta filosófica e científica indispensáveis para sua libertação.

 

Do Tribuna Popular (Órgão do Comitê Central do Partido Comunista da Venezuela)

 

Mikel Koba

 

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