"Estados Unidos busca uma intervenção multilateral na Venezuela"

22/05/2017

Um jornalista venezuelano revelou detalhes de um relatório que o Comando Sul enviou para o Senado dos Estados Unidos, onde em tal relatório revelou-se que os E.U.A. precisam de uma relação com a oposição ao chavismo para gerar violência.

 

O experiente jornalista venezuelano, Eleazar Díaz Rangel, revelou detalhes do suposto relatório que o almirante Kurt Tidd, chefe do Comando Sul, enviou à Comissão de Serviços Armados do Senado estadunidense.

 

"Com os fatores políticos da MUD (coalizão de oposição venezuelana), vínhamos acordando uma agenda comum, que inclui um cenário inesperado, combinando ações de rua e emprego dosado de violência armada com enfoque no cerco e asfixia", diz uma parte do referido relatório.

 

Além disso, de acordo com Díaz Rangel, o militar norte-americano diz que seus "parceiros mais próximos da MUD", se comprometeram em utilizar sua maioria parlamentar na Assembleia Nacional "para impedir o governo, convocar eventos e mobilizações, interpelar governantes, negar crédito, revogar leis".

 

Segunda fase da operação

No mesmo relatório, Tidd explica aos senadores que “no âmbito militar não podemos agir abertamente neste momento, com as forças especiais aqui presentes (no Comando Sul)”, por ele, deve-se perceber o que estava programado anteriormente, “para a segunda fase da operação”.

 

Para Díaz Rangel, a articulação do Comando Sul com os partidos de oposição é o que faz compreender “o desenvolvimento disforme dessas ações vândalas e armadas, e a confiança de que é ‘agora ou nunca’”.

 

O ministro da Defesa da Venezuela, o general Vladimir Padrino López, que recentemente explicou que o país está enfrentando uma guerra de quarta geração, difundiu um artigo de Díaz Rangel em sua página do Twitter, recomendando a sua leitura a população venezuelana. Possibilidades de intervenção (frase inconclusa)...

Entrevistado pelo RT, Eleazar Díaz Rangel estima que os EUA não correrão o risco de uma intervenção direta contra a  nação sul-americana.

 

“Em minha opinião, isso não vai produzir uma ação militar direta. Os Estados Unidos buscam uma intervenção multilateral na Venezuela. Daí as conversas de Donald Trump com os presidentes da Argentina, Paraguai e Colômbia”.

 

Ele disse que muitos dos líderes dos partidos da oposição creem que, agora sim, é a hora de acabar (forçosamente) com o Governo de Caracas.

 

“Inclusive um jornal de esportes, o ‘Meridiano’, publicou uma manchete dizendo que “a saída está próxima”, revelando a convicção da oposição de que o chavismo está em uma situação difícil da qual não deve se recuperar”.

 

Comando político e diplomático

Este cenário de guerra tem um posto de comando em solo estadunidense, denuncia a jornalista argentina Stella Calloni, que vem dedicando boa parte de seu trabalho como repórter para expor as formas de intervenção que os EUA empregam na América Latina.

 

“Esta guerra tem o comando político e diplomático da Organização dos Estados Americanos (OEA). Deste modo acuso, pessoalmente, Luis Almagro como responsável de todas as mortes que ocorreram na Venezuela. Graças a sua intervenção são executadas ações violentas, que são golpistas de todos os pontos de vista”.

 

Consultada pelo RT, alerta que os constantes relatórios militares são uma ameaça e assim devem ser interpretados.

 

“O Comando Sul e a OEA estão preparando algum evento de peso, para golpear duramente o Governo. Deste modo, sustentam uma guerra de quarta geração, com uma grande e terrível campanha midiática para ferozmente atacar a nação irmã”.

 

Venezuela resiste

Calloni disse que “a grande mídia” só mostra ao mundo algumas pessoas com máscaras de gás em meio a nuvens de gás lacrimogêneo.

 

É tudo o que mostram. Estão aplicando na Venezuela o que fizeram com a Síria, o Iraque e a Líbia.

 

Frente a esse cerco midiático e militar (que aplica o Comando Sul) a jornalista argentina ressalta que se faz necessário “destacar a enorme resistência da Venezuela frente a este ataque. É uma guerra o que estão fazendo contra a Venezuela, não é apenas um golpe de Estado. São ações perfeitamente planejadas e dirigidas, no âmbito político, diplomático e militar”.

 

Além disso, Stella Calloni explicou que os agentes externos contam no país “com uma oposição que entrega a sua pátria. A essa oposição não importa se há invasão ou não, só os interessa voltar a ter nas mãos o poder que lhes permitiu manter 80% da população na pobreza”.

 

Resumen Latinoamericano

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