ILPS condena o ato de agressão dos EUA contra a Síria após operação de bandeira falsa de rebeldes anti-Assad

12/04/2017

A Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS em inglês) condena fortemente o ataque de mísseis lançados pelos EUA contra uma base aérea síria sob a mentira de que a Síria usou armas químicas para atacar posições do ISIS em Idlib. Essa ação é um crime de guerra brutal e repugnante, um ato de agressão contra uma nação soberana sem justificação alguma.

 

A base aérea de Shayrat, que foi atacada por dúzias de mísseis Tomahawk lançados de um navio estadunidense com base no Mar Mediterrâneo, está sendo usada constantemente pela Síria na luta contra o ISIS e a Al Nusra. De acordo com o governador da província de Homs, o ataque estadunidense de mísseis foi usado como oportunidade para o ISIS retomar o controle de ricos campos de petróleo próximos a Palmira que acabou de ser libertada dos terroristas pelo Exército Árabe Sírio (EAS).

 

Sem apresentar nenhum fiapo de evidência, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, condenou o governo sírio por alegadamente usar armas químicas em Idlib e justificou a ação unilateral dos EUA. E em um ataque de arrogância, ela advertiu que se a ONU não agisse de acordo com os caprichos dos EUA, eles estão totalmente preparados para tomar os problemas para si e empreender mais ações unilaterais.

 

Em outra demonstração do quanto eles se degeneraram moralmente, os “líderes” ocidentais do Reino Unido, França e Alemanha se juntaram em mais um coro desavergonhado ecoando a linha americana. Eles endossam, apoiam e auxiliam os EUA a desencadear guerras e devastação de vidas e propriedades no oriente médio e no norte da África. Mas se recusam a receber milhões de refugiados afugentados pela guerra.

 

O governo sírio e a Rússia já explicaram o que de fato aconteceu em Idlib. Um ataque aéreo sírio atingiu um prédio que estava armazenando armas químicas usadas pelos terroristas na guerra. Se de fato houveram casualidades civis por conta do ataque aéreo, teria partido da liberação de gás tóxico das armas químicas atingidas pelo ataque. Mas a culpa deve ser colocada diretamente nos terroristas por produzir e armazenar tais armas e não no governo sírio.

 

Quando Aleppo foi libertada da Al Nusra e outros terroristas apoiados pelo ocidente, o Exército Árabe Sírio (EAS) e guerrilheiros curdos lutando ao lado do EAS se depararam com um depósito onde armas químicas estavam sendo fabricadas e armazenadas.

 

Foi provado que em 2013, os terroristas apoiados pelos EUA e pela OTAN não somente são capazes de produzir armas químicas mas de fato as usaram repetidamente na Síria e no Iraque. Oficiais da ONU confirmaram que terroristas da Al-Qaeda eram responsáveis pelo gás sarin em Ghouta que foi relacionado prematuramente com Assad pelos mesmos países que estão se juntando agora no coro culpando Assad e clamando por sua derrubada através da escalada da intervenção estrangeira e da agressão aberta pelos EUA contra a Síria como um Estado soberano.

 

Em 2014, foi provado que terroristas estavam sendo abastecidos de tais armas químicas pela Arábia Saudita e Turquia. Por outro lado, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) confirmou em 2016 que todas as armas químicas do governo sírio haviam sido destruídas sob sua supervisão com a ratificação de Assad na Convenção Internacional de Armas Químicas em 2013.

 

A afirmação dos EUA é desprovida de qualquer lógica. Por que Assad usaria armas químicas para seu descrédito enquanto está ganhando a guerra, libertando território após território dos terroristas apoiados pelo ocidente? Ele também tem vencido no caminho das negociações pacíficas. Até mesmo Trump declarou que não havia nada a se ganhar com uma guerra contra a Rússia pela Síria.

 

Mas a administração de Trump voltou atrás e tem escalado atos de intervenção e agressão militar. Se Trump continuar por esse caminho, os EUA podem causar confrontos mais perigosos entre eles e a Rússia, duas potências nucleares. Está verdadeiramente se tentando iniciar uma Terceira Guerra Mundial nuclear, a Rússia suspendeu o Memorando de Entendimento da Prevenção de Incidentes de Segurança de Voo que assinou com os EUA. O que significa que a Rússia pode derrubar qualquer aeronave estadunidense adentrando espaço aéreo sírio sem a autorização do governo sírio.

 

Apesar de sua linha de campanha eleitoral de evitar uma guerra com a Rússia, Trump está agora conspicuamente no bolso do criminoso “Estado profundo” nos EUA, as gangues neoconservadoras no Conselho de Segurança Nacional dos EUA, no Departamento de Estado, na Agência Central de Inteligência e no Pentágono, o complexo industrial militar que almeja continuar com a produção da guerra e os oleodutos e gasodutos que passam pela Síria do Irã para a Europa. Nesse meio tempo, Israel está acelerando a exploração de óleo e gás nas Colinas de Golã e se beneficiando da escalada da guerra contra a Síria.

 

A ILPS convoca todos os povos amantes da liberdade do mundo à condenar este último crime de guerra do imperialismo estadunidense e de seus colaboradores contra o povo da Síria. A ILPS convoca todas as suas organizações membros e aliados para emitir declarações de condenação e executar ações de massa contra esse último ato de agressão dos EUA que está criando mais tensão e desordem no mundo.

 

8 de abril de 2017

 

Prof. Jose Maria Sison,

Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Liga Internacional da Luta dos Povos

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