Evo Morales: "Nossa revolução cultural democrática criou um novo alicerce para o país"

22/12/2016

Em 18 de dezembro [2016], o presidente boliviano Evo Morales declarou que a luta que começou 11 anos atrás, pelos movimentos sociais e o povo, criou um novo alicerce para o país, e viu a Bolívia recuperar seus recursos naturais e suas entidades estratégicas nacionalizadas.

 

“Estamos nos juntando pela primeira vez para celebrar nosso processo de mudança. Nós temos feito muito em um curto espaço de tempo graças ao suporte dos movimentos sociais e a consciência do povo boliviano”, declarou o líder latino-americano durante um evento nacional marcando sua vitória nas urnas, 11 anos atrás, na cidade de Ivirgarzama no departamento central de Cochabamba*, informou o Prensa Latina.

 

Em 18 de dezembro de 2005, Morales ganhou 54% dos votos nas eleições presidenciais do país, e se tornou o primeiro chefe de estado indígena da nação Andina.

 

Recentemente, a Assembleia Legislativa Plurinacional aprovou uma lei declarando essa data o Dia da Revolução Democrática Cultural.

 

Morales também lembrou que de 1825 – quando foi fundada a República – até 2005, o país viu 75 presidentes “que nos trataram como o último país na América do Sul e o penúltimo da América Latina.”

 

Sobre algumas conquistas chave da Bolívia nos últimos anos, ele observou um maior investimento público que era de 600 milhões de dólares em 2005, e está definido a exceder 8 bilhões no próximo ano.

 

O líder indígena também lembrou que o salário mínimo nacional subiu de entre 50 dólares em 2005 para 270 em 2015; enquanto mais de 7000 quilômetros de ruas pavimentadas foram feitas no mesmo período, ele declarou.

 

Morales prosseguiu dizendo que há uma década atrás o produto interno bruto da Bolívia (PIB) estava em torno de nove bilhões de dólares, enquanto, no ano passado o PIB do país ultrapassou 34 bilhões.

 

Ele observou que 1995 viu a fundação do atual partido líder da nação, o Movimento para o Socialismo, como um instrumento político que está liderando as mudanças em andamento no país, e depois de inicialmente ser composto por três sindicatos e coletivos de mulheres, agora inclui mais de 30 organizações nacionais.

 

O chefe de Estado apontou que o governo tem sofrido atos de agressão, provocação, e múltiplas tentativas de golpe pelas forças de direita apoiadas por poderes estrangeiros. Sobre tal ele mencionou o referendo revogatório de 2008, que ele ganhou com quase 67% dos votos e mais tarde a tentativa de golpe lançada de prefeituras em vários departamentos e um movimento separatista que foram derrotados.

 

“Nós somos anti-imperialistas e anticapitalistas porque tentativas de destruir a Bolívia foram feitas pelos Estados Unidos. Os impérios poderosos e os países do sistema capitalista sempre tentaram nos dominar e humilhar. Mas, nós os humilhados, desrespeitados, marginalizados e discriminados, temos nos organizado com sucesso em um movimento político, para pôr um fim na dominação e pilhagem”, ele comentou.

 

Em outro ponto durante seu discurso, Morales comentou sobre os resultados do Nono Congresso do MPS [Movimento para o Socialismo], que terminou em 17 de dezembro no município de Montero, no departamento de Santa Cruz. Delegados do evento aprovaram unanimemente quatro instrumentos legais permitindo o líder a concorrer pela presidência por um terceiro período (2020-2025).

 

“Se o povo disser sim, Evo continuará com o povo para garantir essa revolução democrática cultural. Muitas pessoas têm me convencido que minha vida não é minha, mas do povo. Eu sou obrigado a submeter a mim mesmo a continuar trabalhando por nossa amada Bolívia, acompanhado por nossos líderes”, concluiu o presidente Latino Americano.

 

Falando durante o ato marcando os 11 anos da Revolução Democrática Cultual, o Vice Presidente Executivo da Venezuela Aristóbulo Iztúriz, também destacou os fortes laços de fraternidade e solidariedade que une seu país e o governo de Evo Morales, de acordo com a ABI [Agência Boliviana de Informação].

 

“A Venezuela sempre estará ao lado do povo dessa nação Amazônica-Andina”, declarou Iztúriz que viajou ao país para participar do ato, em nome do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

 

Ele também lembrou como os povos da América Latina tem resistido à pilhagem econômica dos grandes poderes estrangeiros, enquanto líderes como Rafael Correa, no Equador; Daniel Ortega, na Nicarágua; Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil; e Néstor e Cristina Kirchner, na Argentina, se tornaram verdadeiros representantes do povo, de acordo com Iztúriz.

 

“Até mesmo durante os tempos mais difíceis causados pelo capitalismo global, eles foram capazes de ir em frente com processos emancipatórios feitos para beneficiar seus povos, um exemplo disso é Evo Morales, na Bolívia”, declarou o líder venezuelano.

 

Por fim, Iztúriz lembrou do falecido Hugo Chávez alertando sobre os tempos difíceis pela frente, e a ameaça do capitalismo para a América Latina.

 

“Nós devemos cumprir nosso compromisso com o líder da Revolução Cubana Fidel Castro, e com o Comandante Hugo Chávez para garantir aos povos o espaço que eles merecem”, ele declarou.

 

 

Nota do Tradutor: A Bolívia é um Estado unitário que consiste em 9 departamentos. Departamentos são as subdivisões primárias da Bolívia.

 

 

Por Prensa Latina

 

Traduzido por Henrique Monteiro

 

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