"Sobre a posição dual dos EUA sobre a política na Coreia do Sul"

13/12/2016

Os Estados Unidos se portam astuciosamente diante a luta de massas da população sul-coreana que deseja mudar totalmente o corrupto terreno da política conservadora pró-ianque.

 

Após a aprovação da moção de impeachment de Park Geun-hye na Assembleia Nacional do Sul da Coreia, as altas figuras políticas deste país falaram como se simpatizassem com os “habitantes sul-coreanos que realizam manifestações de modo pacífico com atitude serena e responsável”. Por outra parte, se esforçam muito para dar ênfase à “invariável aliança EUA-Coreia do Sul” e a “cooperação”.

 

Em particular, a Casa Branca e os Departamentos de Estado e Defesa afirmam que seu país mantém a posição de não “intervenção” na política sul-coreana, por uma parte, e por outra, insistem descaradamente na “continuidade” das políticas assim como o desenvolvimento da “THAAD” e a “cooperação anti-Norte”.

 

Tal atitude dual parte da sinistra tentativa de impedir a expansão do movimento pela retirada de Park e a luta anti-ianque e ampliar o “poder” conservador pró-ianque no território sul-coreano.

 

Historicamente, o império se valeu de todos os meios e métodos para estabelecer no solo coreano o “poder” pró-ianque e manter o sistema de governo colonial.

 

Fabricou o primeiro “poder” colonial no Sul da Coreia mediante as “eleições separadas e o governo separado” e ajudou os gangsteres militares a tomar o poder via um sangrento golpe de Estado. E interviu abertamente nas eleições presidenciais sul-coreanas para favorecer a tomada e a manutenção do poder por parte das forças conservadoras pró-ianques.

 

Ainda que os EUA atuem com essa alma de dois gumes, não poderão encobrir sua intenção de manter o “poder” conservador pró-ianque no processo de queda e colonizar eternamente o solo sul-coreano.

 

A “invariável aliança EUA-Coreia do Sul”, de que tanto fala agora o império, deixa claro que este busca manter as relações entre a metrópole e a colônia e satisfazer seus interesses como a instalação do THAAD no solo sul-coreano.

 

Os protestos anti-Park Geun-hye com velas acessas, que são realizados agora ao logo de todo o Sul da Coreia, são a explosão do rancor acumulado contra os traidores que converteram o solo sul-coreano na colônia estadunidense.

 

A dualidade dos EUA redobrará a vigilância da população sul-coreana.

 

 

Da KCNA (Korean Central News Agency)

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