Filipinas: comunistas exigem cancelamento de exercícios militares dos EUA

29/09/2016

Hoje, o Partido Comunista das Filipinas (PCF) insistiu ao regime de Duterte para que ordene as Forças Armadas das Filipinas (FAF) a impedir a condução dos exercícios militares provocativos dos Estados Unidos, preparados para a próxima semana em vários pontos de Luzon.

 

Ao mesmo tempo, o PCF reiterou o seu apelo para a revogação do Tratado de Defesa Mútua de 1951 e outros tratados baseados neste, como o Acordo de Forças Visitantes (AFV) e o Acordo de Cooperação de Defesa Avançada (ACDA).

 

Estes exercícios militares norte-americanos se tornam ainda mais inoportunos tendo em vista as tentativas do regime de Duterte de estabelecer as bases para uma política externa independente. “A presença de milhares de soldados norte-americanos em solo filipino dos quais pavoneiam com as suas grandes armas e canhões não ajudam a promover a independência nacional do país e só mostra as Filipinas como um baluarte militar dos Estados Unidos.”

 

“Os exercícios de manobras anfíbias a ser conduzida pelos militares dos EUA irá simular cenários de uma invasão mar para terra”, disse o PCF, descrevendo os exercícios “Philippine Amphibious Landex Exercises (Phiblex)”, estabelecidos para serem levados a cabo entre 4 e 12 de Outubro.

 

Quatro navios de guerra estadunidenses – o USS Frank Cable, USNS Washington Chambers, USNS Millinocket e o USNS Bowditch – já estão na Subic Bay desde segunda-feira. Estes se juntarão aos USS BHR, USS Green Bay e o USS Germantown em exercícios militares anfíbios entre 4 a 12 de outubro. Pelo menos 1.400 recrutas estadunidenses foram preparados para participar nestes exercícios.

 

Enquanto isso, duas aeronaves C-130 Hercules com 100 homens do 347º Air Wing (Japão) e do 36º Grupo de Resposta de Contingência (Guam) estão na base aérea de Mactan-Benito Ebuen na cidade de Lapu-lapu.

 

“O PCF condena os Estados Unidos e suas forças armadas por usar as Filipinas como uma plataforma de realização de preparativos de guerra e manobras de invasão e por projetar seu poder militar e dominância mediante os ditos exercícios militares conjuntos.”

“Estes exercícios de guerra também minam os esforços do regime de Duterte no que se refere a busca deste por uma solução pacífica das reivindicações sobrepostas no Mar do Sul da China”, aponta o PCF. “Isso contraria o desejo do povo de desmilitarizar a rota de comércio internacional e garantir igual acesso a todos”.

 

“Para justificar a presença de suas forças militares, os EUA afirmam que eles foram convidados pelas Forças Armadas das Filipinas, e que procuram desenvolver a chamada ‘interoperabilidade’ para projetar uma ilusão de igualdade”, destaca o Partido Comunista das Filipinas. “A chamada interoperabilidade, na realidade, é como as tropas filipinas são feitas para servir como auxiliares de operação das tropas dos EUA, comprar e operar os antigos navios de guerra do ferro-velho militar estadunidense e de serem chamadas para um tour em seus navios de guerra formidáveis ancorados nas águas filipinas”, disse o PCF.

 

O Partido Comunista das Filipinas reitera seu chamado pela revogação do Tratado de Defesa Mútua de 1951, após o Presidente da República das Filipinas Duterte ter destacado que apesar de tal acordo, “não há garantias de que os Estados Unidos vão vir em auxílio das Filipinas em caso de guerra.”

 

O Tratado de Defesa Mútua é a mãe de todos os acordos militares desiguais dos quais tem justificado a presença das agressivas tropas intervencionistas ianques, alega o PCF. “Não somente não assegura de que os Estados Unidos irão acudir as Filipinas, mas também é uma garantia de que as Filipinas serão arrastadas para as guerras estadunidenses, assim como o país serviu de plataforma de lançamento para as guerras intervencionistas dos EUA na Coreia, Vietnã e também no Irã.

 

“A ideia de que há uma defesa mútua entre as Filipinas e os Estados Unidos é uma grande farsa. Nunca houve e nunca haverá uma defesa mútua entre o povo filipino e o imperialismo estadunidense porque simplesmente não existem interesses iguais compartilhados entre os opressores e oprimidos”.

 

Comunicado de imprensa do Bureau de Informações do Partido Comunista das Filipinas

 

27 de setembro de 2016

 

Traduzido por Igor Dias

 

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