"Por fim à cooperação com a 'guerra às drogas' antidemocrática e antipovo de Duterte"

13/08/2016

A guerra antidrogas do regime de Duterte guinou rapidamente em uma campanha frenética de assassinatos extrajudiciais e assassinatos por parte de justiceiros perpetuados pela polícia e por esquadrões criminais ligados à polícia. Cerca de 1.000 pessoas foram mortas em apenas pouco mais de um mês. Os direitos de dezenas de milhares de pessoas estão para ser violados enquanto se fortalece o sistema judiciário.

 

As autoridades policiais descaradamente realizaram execuções sumárias contra suspeitos de tráfico de drogas e de usuários. Centenas foram assassinados enquanto “resistiam à prisão” ou enquanto estavam sob custódia e detenção, em viaturas bem como em cadeias.

 

A “Guerra às drogas” se tornou evidentemente antipovo e antidemocrática. Direitos humanos estão sendo violados com impunidade pelas autoridades policiais, encorajados pelas garantias de “eu te protejo” e suas declarações públicas de desprezo aos direitos humanos.

 

O regime de Duterte desencadeou uma violência implacável e ameaças de violência contra o povo, em grande parte vítimas, e pessoas do mais baixo escalão do crime. Em contraste, aos suspeitos de serem grandes traficantes e seus protetores, se oferecem chamadas de cortesia para Malacañang, acomodações na casa de convidados de Camp Crame e investigações preliminares por parte do NBI. O máximo que fizeram foi obrigá-los a assistir as aulas da Polícia.

 

O que antes era o fardo do acusador provar a culpa de alguém agora é o fardo do acusado provar sua inocência. Duterte agora surgiu uma lista após a outra de ditos protetores, narcopolíticos e juízes sem provas ou base clara para as acusações de seu envolvimento em drogas. Ele não conseguia nem dizer ao povo como foi feito o processo das listas. É um mistério até mesmo para o chefe de inteligência e chefe da PNF.

 

Duterte se tornou tão intoxicado com o vasto poder que ele não é acostumado a lidar que ele pensa que pode escapar de fortalecer o sistema judiciário criminal e denunciar o povo por defender os direitos humanos. Ele vem ameaçando impor a lei marcial. Ele se tornou motivo de chacota entre os círculos legais. No entanto, ele não está rindo e ameaça a todos que escolhem ficar em seu caminho.

 

A “guerra às drogas” está fadada ao fracasso porque não aborda as raízes sócio-econômicas do problema. A história provou que nenhum número de matanças pode ser bem-sucedido para pôr um fim ao problema das drogas. Após dez anos de “guerra antidrogas” no México, e com quase 80.000 pessoas mortas, a intensidade do problema das drogas permanece o mesmo se não pior. Na Tailândia, cerca de 3000 pessoas foram mortas de 2003 a 2005, se provou que ao menos metade deles não estavam envolvidos em drogas. O problema com drogas se tornou pior.

 

A “guerra às drogas” está para se tornar uma guerra entre os cartéis de drogas, entre um narcopolítico contra outro, usando os recursos do Estado e para aprofundar seus laços dentro do Estado reacionário. A “Guerra às drogas” também está se tornando rapidamente uma das facetas da luta entre facções dentro das classes dominantes reacionárias, para o controle dos recursos, territórios, unidades policiais e militares.

 

A guerra de Duterte está se desenvolvendo para desencadear em mais violência e contra violência, manobras políticas bem como disputas midiáticas entre cartéis rivais representados por seus políticos e protetores policiais.

 

Em todas as probabilidades, muitas das execuções sumárias estão sendo realizadas pelos cartéis que usam a “guerra antidrogas” como camuflagem para desencadearem a guerra total contra seus rivais e seus rivais infiltrados na polícia, burocracia e judiciário ou para executarem seus próprios homens. Não seria surpresa nenhuma que a informação tornada pública por Duterte sobre protetores dentro da polícia, narcopolíticos e juízes foi trazida a ele por cartéis rivais.

 

Todas as forças democráticas devem se unir e exigir justiça e um fim à loucura da polícia e assassinatos de justiceiros. Devem se unir para defender os direitos humanos. Ao mesmo tempo, o povo deve ampliar suas demandas urgentes por trabalho e terra para melhorar sua condição econômica, torná-la produtiva e tirá-los da miséria e desespero, a fim de, assim, pôr fim às condições da proliferação das drogas.

 

Alinhado com instruções permanentes, o Novo Exército Popular (NEP) irá continuar a intensificar suas operações com fins de prender e desarmar traficantes. No entanto, estas não mais serão consideradas como cooperarativas com a “guerra às drogas” antidemocrática e antipovo do regime de Duterte. Como antes, o NEP Continuará a exercer o devido processo legal para lidar com suspeitos, tais como aqueles oficiais da PNF atualmente sob custódia em Compostela Valley e Surigao del Sur.

 

O PCF faz um chamado ao povo para lutar contra o problema desenfreado do vício em drogas, à medida em que se leva a cabo a luta revolucionária pela derrubada do sistema que o perpetua bem como outras formas de opressão. A forma mais efetiva de empreender a guerra contra as drogas é despertar o povo e o mobilizar para se tornarem participantes ativos na revolução social.

 

O grave problema de dependência em drogas entre o povo deve ser abordado no campo econômico assim como nos campos político e cultural. Em milhares de vilas e aglomerados de vilas onde as forças revolucionárias possuem influência e exercem autoridade de governo, a dependência em drogas praticamente desapareceu através das lutas de massas.

 

Nas regiões base da NDFP, a participação ativa da juventude e outros setores nos segmentos políticos, culturais, econômicos, militares e sociais, os afastou da cultura do individualismo, auto-indulgência e escapismo. Aqui, o abuso e dependência em drogas não pode mais criar raízes.

 

Do Partido Comunista das Filipinas

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