Governo da Coreia Popular condena "sanção" anti-RPDC da ONU

04/03/2016

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia publicou no dia 3 a seguinte declaração:

 

Os Estados Unidos inventaram outra “resolução de sanção” abusando do nome do Conselho de Segurança da ONU questionando o teste da bomba de hidrogênio e o lançamento do satélite da RPDC.


A presente “resolução” sem precedente tanto em sua brutalidade como em sua ilegalidade, é uma invenção injustificável.

 

Se é problemática a posse das armas nucleares, há que se questionar primeiro os EUA que possuem as armas nucleares pela primeira vez neste mundo e que somente estes usaram.
E devem ser questionadas merecidamente a política hostil e a ameaça nuclear dos EUA que nos obriga a possuí-las.


A possessão das armas nucleares da RPDC é a inevitável opção da autodefesa para fazer frente aos EUA, maior país possuidor e usuário das armas nucleares, que definiu a digna RPDC como “eixo do mal” e objeto do ataque preventivo nuclear e vem intensificando as manobras hostis e a ameaça nuclear contra ela introduzindo provisões de guerra nuclear de todo tipo.


Eles questionam que o teste da bomba de hidrogênio e o lançamento do satélite da RPDC são a violação das “resoluções” anteriores do Conselho de Segurança da ONU, mas as mesmas “resoluções” tornam-se o produto de coação gerada erroneamente fora da autoridade do Conselho.

 

Se o Conselho de Segurança da ONU tem a autoridade de proibir o teste nuclear dos países individuais, por que é necessário então o Tratado de Não Proliferação (TNP) e o tratado de proibição do teste nuclear?

 

O lançamento do satélite é o direito legítimo de um Estado soberano.

 

A RPDC elaborou o plano quinquenal estatal para o desenvolvimento do cosmos, exercendo dignamente o direito independente reconhecido em virtude da lei internacional, com o qual foi lançado exitosamente e opera normalmente o satélite de observação da Terra Kwangmyongsong-4.

 

Em qual parte da Carta da ONU está estipulada que a autoridade do Conselho de Segurança da ONU para poder privar os países membros do direito ao uso com fins pacíficos do cosmos dilucidado na lei internacional.
 

Para colocar como problema o lançamento do satélite da RPDC, há de se questionar todos os países que lançaram satélites, incluso os EUA.

 

Carregado de hostilidade à RPDC, os EUA inventou até os grosseiros artigos de sanção como “proibição de exportação e importação de mercadorias de luxo” a fim de impedir a entrada das equipes e materiais esportivos como a instalação de campos de esqui que não nada tem a ver com o desenvolvimento de armas.

 

Busca o objetivo hostil e anti direitos humanos de frear a felicidade do povo coreano que ressoa no Campo de Esquí Masikryong e outros lugares de recreio, impedir a vida luxuosa do povo que se comprometeu a oferecer o PTC ao povo, e a longo prazo, derrotar o regime socialista coreano.

 

Denunciamos categoricamente e rechaçamos totalmente a presente “resolução” e outras anteriores anti-RPDC do Conselho de Segurança da ONU, que se aproveitam dos propósitos políticos de algumas potências e infringem brutalmente a soberania e os direitos ao desenvolvimento e a subsistência do Estado soberano, qualificamo-las como documentos criminosos carentes de imparcialidade, de legalidade e de moralidade.

 

Muitos países membros da ONU, em particular, os países pequenos demandam a reforma democrática do Conselho de Segurança da ONU que mantém a velha estrutura e o caráter antidemocrático e parcial no sistema dos aparatos da ONU e expressam sua repugnância com a desatenção às injustas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

 

Temos alcançado o auto fortalecimento em meio as sanções e bloqueio dos EUA. Esta vez também previmos a sanção dos EUA.

 

A capacidade de auto fortalecimento da RPDC é o poder do povo que ainda que em meio da incessante política de hostilidade e sanção dos EUA, converteu a pátria em um país possuidor da bomba de hidrogênio e lançador de satélite artificial confiando somente em suas próprias forças e atendo-se em sua própria inteligência e técnica.

 

Seria um grande equívoco se pensarem que que sairia como sua a sanção anti-RPDC.

 

O fortalecimento do dissuasivo nuclear da RPDC é o digno exercídio do direito à autodefesa a ser mantido enquanto não seja eliminada a política estadunidense de hostilidade à RPDC. E o lançamento do satélite é o desenvolvimento do cosmos que corresponde ao legítimo direito que continuará ainda que seja encerrada a política hostil dos EUA contra a RPDC.

 

No futuro próximo o mundo observará muito mais medidas e ações da RPDC no processo de materialização da linha de desenvolvimento paralelo da construção econômica e das forças armadas nucleares.

 

A responsabilidade do desaparecimento da desnuclearização da Península Coreana recairá inteiramente sobre os EUA, que negou do início ao fim a renunciar a sua política hostil à RPDC.

 

Da KCNA (Korean Central News Agency)

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