VÍDEO: "Mulheres na linha de frente: A luta das camponesas do norte de Mindanao"

02/02/2016

O documentário "Mulheres na linha de frente: A luta das camponesas do norte de Mindanao" é a mais recente tradução da União Reconstrução Comunista que visa divulgar, para o público brasileiro, a luta libertadora dos povos coloniais e semicoloniais da Ásia, África e América Latina, oprimidos pela bota do imperialismo norte-americano e seus lacaios. O vídeo se passa em Mindanao, nas Filipinas, um país pobre do Sudeste Asiático que amarga sob a dura opressão política, econômica, militar e cultural dos Estados Unidos.

Em "Mulheres na linha de frente", o destaque é dado ao papel cumprido pelas mulheres na luta nacional e democrática filipina. Neste país completamente dominado pelos homens, pelo machismo e pela velha cultura patriarcal, colonial e feudal, as mulheres prossegem no necessário trabalho de se romper com as velhas ideias e assumem a liderança da luta pela terra e pela moradia. Mulheres camponesas, indígenas, pescadoras e sem-teto lideram as várias formas de resistência contra os ataques anti-povo e anti-nação perpetrados pelo Estado reacionário filipino, grandes empresas do agronegócio, fazendeiros tradicionais, construtoras e grandes comerciantes corruptos.

Além de destacar o papel cumprido pelas mulheres nestas lutas, o documentário trata também da questão agrário-camponesa nas Filipinas, tema este que cumpre um papel central na luta popular num país agrário e atrasado.

O espectador atento que observar a grilagem de terras por parte do agronegócio e de latifundiários contra comunidades camponesas, indígenas e pescadoras, a enorme intensificação da concentração de terras em poucas mãos, o aumento enorme da miséria e da pobreza, a desindustrialização, etc. mostrados pelo documentário certamente fará seus devidos paralelos com a realidade brasileira. Aquele que observar a contaminação da nação indígena Lumad, nas Filipinas, por agrotóxicos pulverizados em grandes plantações, bem como a invasão das terras deste povo por grandes empresas transnacionais, certamente lembrará da situação brasileira, onde os povos indígenas Xavante, Kaapor, Tupinambá, Guarani, Pataxó e vários outros sofrem também com envenenamento de suas comunidades, grilagens de suas terras ancestrais, assassinatos e violências sistemáticas. Paralelos entre as realidades filipina e brasileira também podem ser feitas quando se observa, lá, a demolição de comunidades tradicionais de pescadores em benefício de ricos comerciantes e se observa, aqui, a demolição de comunidades de pescadores em benefício de empreendimentos industriais e imobiliários (como no caso das violências cometidas por funcionários da SUAPE, na Região Metropolitana de Recife, contra pescadores que povoavam tradicionalmente as terras do litoral pernambucano).
 
Assim como no Brasil oprimido pelo imperialismo norte-americano, também nas Filipinas os ataques contra a população rural e sua consequente conversão em miseráveis sem trabalho, sem terra e sem teto são constantes. Aqui, também, as mulheres das massas de trabalhadores sem terra e sem teto também vêm ocupando posições de destaque na resistência contra os ataques anti-povo, não obstante as devidas diferenças nas situações políticas brasileira e filipina.

O documentário ganha relevo não apenas por tais fatores, mas sobretudo pelo fato de, nas Filipinas, estar se desenvolvendo uma grande revolução popular sob a forma de Guerra Popular Prolongada, sob a direção do Partido Comunista das Filipinas, um autêntico partido de vanguarda das massas trabalhadoras filipinas que assume a ideologia do Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung e que, por sua vez, assume a liderança da Frente Democrática Nacional e do Novo Exército Popular, que desde 1969 trava a luta armada revolucionária contra o Estado filipino e possui em suas fileiras, atualmente, mais de 10 mil combatentes armados.

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