"Fortalecer a greve é a resposta da categoria à truculência da Petrobras"

06/11/2015

Como em maio de 1995, a Petrobrás se utiliza de instrumentos ditatoriais de repressão e intimidação para tentar desestabilizar a greve nacional dos petroleiros. Se há 20 anos, FHC autorizou o Exército a ocupar as refinarias com tanques e tropas de soldados armados, desta vez os gestores recorrem à truculência da Polícia Militar, mandando agredir trabalhador e prender dirigentes sindicais.

Menos de 48 horas após a prisão ilegal do representante dos petroleiros no Conselho de Administração da Petrobrás, Deyvid Bacelar, quando exercia o legítimo direito de greve em frente à Rlam, na Bahia, outro dirigente sindical foi preso nesta quinta-feira (05). Desta vez, a ilegalidade aconteceu no Terminal da Transpetro, em São Caetano do Sul, onde a PM reprimiu violentamente os trabalhadores e militantes que participavam de uma mobilização.

Em ato realizado nesta quinta-feira (05), pela manhã, na Rodovia BA 422, no trevo de acesso à Rlam, o Comando de Greve da FUP, junto com o presidente da CUT, Vagner Freitas, dirigentes da CTB e representantes dos movimentos sociais, repudiou as ações truculentas da Polícia e dos gestores da Petrobrás. "Nós fazemos parte de uma classe trabalhadora que derrubou uma ditadura militar em nome da democracia, pra ter direito à liberdade de expressão", destacou o presidente da CUT, que manifestou sua solidariedade aos petroleiros e afirmou que a Central fará ações políticas e jurídicas para denunciar as práticas antissindicais da empresa.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, destacou que a reação violenta da Petrobrás à greve não irá intimidar os petroleiros. Pelo contrário, quanto mais a empresa atacar os trabalhadores, mais irá fortalecer a luta da categoria, pois é uma demonstração de que os trabalhadores estão no caminho certo, lutando por seus direitos e por uma Petrobrás forte e soberana.

"Nossos sindicatos são combativos, filiados a centrais combativas, que têm aliados combativos e que não vão se curvar nem à Polícia, nem aos gestores que tratam trabalhador como bandido", ressaltou Zé Maria, fazendo um alerta à categoria: "Não podemos acreditar nas mentiras contadas pela mídia, que está querendo o sucateamento da empresa, para que seja vendida a preço de banana, assim como a criminalização dos movimentos sindicais, para que estes percam a credibilidade junto à sociedade”.

Neste quinto dia de greve nas bases da FUP, os petroleiros seguem resistindo às ações antissindicais da Petrobrás. Se por um lado, as gerências assediam os trabalhadores e suas famílias com telefonemas, e-mails e mensagens de WhatsApp intimidatórias, por outro recorrem a instrumentos jurídicos arbitrários contra os sindicatos, na tentativa de barrar a greve da categoria.

Os interditos proibitórios, uma medida que trata do direito de propriedade, é uma das ilegalidades utilizadas pela empresa para impor multas absurdas aos sindicatos, num claro atentado contra o direito de greve e de organização sindical. As multas chegam a R$ 150 mil por cada dia de greve! Além disso, a Petrobrás, com a conivência da justiça, está repetindo uma das mais abusivas ações da greve de maio de 1995, ao começar a confiscar as contas dos sindicatos. Na Bahia, o sindicato já teve suas contas bloqueadas.

 

da Federação Única dos Petroleiros

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