Camarada Raneeta, valente e heróica guerrilheira da Revolução Naxalita!

18/08/2015

"No inicio da manhã de 20 de agosto (2014) três camaradas do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, que luta a guerra popular na Índia, dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), incluindo a camarada Raneeta, foram para a aldeia de Makadchuvva realizar trabalho de propaganda revolucionária com as pessoas. Enquanto isso, centenas de membros da Cobra (serviço de mercenários reacionários), C-60 e policiais cercaram a aldeia na noite do dia 19.

 

Raneeta instruiu os dois guerrilheiros que a acompanhavam a romper o cerco da polícia. Às 7 da manhã, começou um confronto feroz entre os três guerrilheiros com armas inferiores (apenas Raneeta tinha um rifle 303) e duzentos reacionários treinados com armas letais e modernas. Os dois guerrilheiros romperam o cerco, porém Raneeta não conseguiu. Ela se escondeu em um pequeno campo de milho (menos de um hectare) perto da casa de um camponês. A polícia perseguiu os outros dois camaradas durante um trecho, mas perdeu seu rastro e foram embora.

 

Tentando encontrar Raneeta, eles agrediram e ameaçaram os camponeses. Não sabiam onde ela estava, mas Raneeta podia ver claramente a polícia reacionária de seu esconderijo. Ela mirou em um e disparou. Seu tiro foi tão perfeito que ele instantaneamente caiu morto no local. A polícia reacionária não sabia de onde o tiro partiu e todos ficaram reunidos em torno do comando morto em meio a uma elevada confusão. Raneeta procurou um novo objetivo e atirou nele. Outro comando morreu. Mais dois ficaram gravemente feridos.

 

Foi então que os 'jawans' policiais perceberam que a guerrilheira estava escondida no milharal. Um dos comandos tentou penetrá-lo usando um colete à prova de balas, capacete, etc. Raneeta o deixou chegar mais perto e disparou um tiro diretamente em sua cabeça matando-o instantaneamente. Isso fez todos os outros ''valentes'' começarem a fugir e não se atreveram mais a entrar no milharal. Eles continuaram a atirar de longe, gritando para seus superiores por meio de seus dispositivos de comunicação que "o confronto esta acontecendo com uma dúzia de maoístas durante três horas e precisamos de reforços".

 

Por volta das 10 da manhã, um total de 600 comandos transformou o local em um acampamento militar. Após a chegada das forças adicionais, os comandos se atreveram novamente a avançar em direção ao milharal, mas novamente a intrépida Raneeta os deu uma resposta adequada com o seu rifle 303. Mais dois reacionários ficaram gravemente feridos e todos os outros fugiram.

 

Na terceira vez eles começaram a lançar granadas, explodindo perto de 25. A maior parte do campo de milho começou a queimar. Raneeta se escondeu em um buraco no chão para resistir a esse ataque, contudo, as balas e estilhaços que a assediavam e caiam em torno de si não a intimidavam. Ela esperava como uma leoa, focada em aniquilar seu próximo alvo.

 

A polícia forçou o proprietário do campo cortar o milho para matar os guerrilheiros escondidos. Um dos comandos subiu em uma árvore, conseguiu localizar Raneeta e atirou do topo, assim a filha amada de Gadchiroli e grande heroína dos povos, expirou''.

 

 

Do blog Revolución Naxalita, traduzido pelos companheiros da Unidade Vermelha - ORNL

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