A 120 anos da morte de Friedrich Engels

05/08/2015

 

Friedrich Engels, o filósofo e revolucionário alemão que foi o braço direito de Karl Marx, faleceu em 5 de agosto de 1895 em Londres, Inglaterra. Deixou uma marca no nascimento do movimento comunista mundial. Nasceu em 28 de novembro de 1820, na cidade de Barmen, na antiga Prússia. Desde jovem se interessou pelos movimentos revolucionários da época: se relacionou com os hegelianos de esquerda e com o movimento da Jovem Alemanha.


Conta com uma ampla obra filosófica, uma boa parte dela junto a Marx, a quem era unido pela amizade. Foi coautor de obras fundamentais da teoria marxista, como A Sagrada Família (1844), A Ideologia Alemã (1846) e o Manifesto Comunista (1848).


Desta forma, teve protagonismo como téorico e militante do socialismo, participou da revolução alemã de 1848 a 1850, foi secretário da Primeira Internacional dos Trabalhadores desde 1870 e publicou escritos relevantes como Socialismo Utópico e Socialismo Científico (1882), A Origem da família, da propriedade e do Estado (1884), Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã (1888), entre outros.


Ao evocar a figura de Engels sobressai a exemplar amizade que o uniu a Karl Marx. Juntos fundaram a doutrina do proletariado. Seus aportes e teses foram confirmados com o desenvolvimento dos principais acontecimentos sociais e científicos da humanidade.


A extraordinária união destes pensadores foi "expressão do melhor que produz o ser humano quando sua razão de ser se determina na luta por um mundo pleno e para o bem de todos", escreveu Che em suas anotações que aparecem selecionadas no Apontamentos críticas a Economia Política.


A história da filosofia marxista não pode ser estudada sem recordar o compromisso e a dedicação à atividade revolucionária e científica de Engels, além do seu empenho para deixar completa toda a obra de Marx. A 120 anos do seu desaparecimento físico, não devemos esquecer que sua obra é parte inseparável do marxismo e constitui fonte de extraordinária riqueza.

 

por Laura Prada, no Granma em 2015

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