Líbia condena à morte defensores da Jamiria Árabe Popular Socialista

29/07/2015

 

Nesta terça-feira, o tribunal líbio condenou à pena de morte, 37 pessoas acusadas de crimes de guerra durante a chamada “revolução líbia”. Essa revolução, na verdade foi um levante pro-Imperialista que objetivou o fim da resistência líbia ao Imperialismo e o saque a seu petróleo, e que deixou a Líbia, antiga nação mais desenvolvida do continente africano, para um Estado sem lei, controlado por diversas facções tribais e em processo contínuo de “somalização”. Esta intervenção também foi um ataque a união dos povos do continente africano, uma vez que Muammar Gaddafi historicamente uma das maiores forças de suporte à construção de um projeto de integração continental pan-africanista; em 2009 foi eleito como presidente da União Africana e dava enorme ênfase na transformação do continente em uma federação soberana. Um dos maiores ataques do Imperialismo ao continente africano foi a agressão contra a Líbia e o assassinato do Gaddafi.

 

Entre os condenados, estão Abdullah Senussi, e Saif Al Islam Gaddafi, filho do líder histórico líbio. O crime deles perante à burguesia dos países imperialistas, foi defender sua pátria contra a intervenção da OTAN, que resultou na barbárie anárquica da atual Líbia.  Enquanto esses que deram sua vida pela sua terra natal contra a recolonização da Líbia, são julgados por “crimes de guerra”, os responsáveis pelos 50.000 mortos, estupros e pela devastação da Líbia são saudados como “revolucionários”.

 

Espera-se que todas as forças progressistas e revolucionárias se engajem em uma campanha internacional pela libertação de todos os presos políticos da atual Líbia, que apenas desejam que esta volte aos tempos progressistas da Líbia Verde.

 

por Gabriel Duccini

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