Gregos dizem Não à Troika em referendo

05/07/2015

No referendo realizado neste domingo na Grécia, mais de 60% dos que votaram decidiram pelo "Não" a proposta da Troika e as medidas de austeridade. A posição do povo grego, cuja 1/4 da população está desempregada, foi manifestada após uma semana de pressão da mídia burguesa e terrorismo financeiros dos bancos.

 

Segundo a agência de notícias grega Amna, a participação eleitoral hoje chegou a 65%, número proporcional ao registrado nas eleições legislativas de janeiro, quando o atual governo Syriza/ANEL foi eleito.

Ao contrário do que foi amplamente divulgado pelo mídia burguesa e mesmo reiterado por vários setores da esquerda brasileira, o resultado do referendo não indica uma decisão soberana do povo grego para que sejam rejeitadas todas as medidas de austeridades exigidas pela Troika.

Objetivamente, como confirmado por Alexis Tsipras, a consulta chamada pelo Syriza servirá somente como um "reforço" popular para as negociações com a União Europeia. O governo Syriza/ANEL ainda tenta barganhar um acordo que "suavize" as medidas antipovo exigidas pelo capital europeu. Ao invés de aplicar a proposta de pagamento da dívida de 12 bilhões de euros e os grandes cortes nos gastos do governo, o governo busca um desconto na aplicação do plano exigido pelos credores.

Tsipras também reafirmou sua posição pró continuidade na Zona do Euro. “Nós devemos tirar essa questão fora da mesa completamente”, afirmou após o resultado final. Afirmou que a partir de amanhã reiniciará as negociações com os credores (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) para buscar uma "solução justa".

O KKE, desde a aprovação da realização do referendo, denunciou o caráter desta consulta na qual "na realidade, ambas as respostas levam a um sim à "UE" e à barbárie capitalista".

 

por Lucas Medina

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