"Não subestimemos os cubanos"

24/05/2015

 

"Os revolucionários não durarão muito mais tempo". "a Revolução cubana cairá". "O socialismo cubano é insustentável". Frases desse gênero foram vomitadas incessantemente durante mais de meio século pelos maiores inimigos de Cuba e por aqueles que nada sabem sobre o país. Não é de se estranhar, considerando que o imperialismo persiste, e a confusão ideológica em parte das ditas "esquerdas" ao redor do mundo, que esse discurso continue encontrando eco nos mais vacilantes. Desde 1959, glorioso ano da tomada do poder pelos trabalhadores cubanos, guiados por intrépidos revolucionários, o imperialismo e seus lacaios ladram com todas suas forças, da forma mais vil, contra a nação que fez uma revolução socialista "debaixo dos narizes do império", como certa vez disse Fidel.

E é Cuba a nação que, em nosso continente, está mais avançada na luta pela auto-determinação dos povos e pela realização do socialismo.

Não se deve menosprezar este fato.

Nunca é demais reforçar: os cães, contrários à Revolução, não só latiram.

Os cães da reação ameaçaram, invadiram, saquearam e sabotaram Cuba de todas as formas:

Com um bloqueio sanguinário, para asfixiar o país, para gerar fome e desestabilizar as conquistas revolucionárias; com ataques químicos e biológicos, que destruiram colheitas e inseriram doenças fabricadas em laboratórios; com serviços mercenários, que praticaram terrorismo com bombas e assassinatos; e com uma guerra cultural, para qual inventaram e divulgaram as mais absurdas e bizarras mentiras sobre os líderes da revolução, sobre o comunismo e a realidade cubana.

São infindáveis os exemplos de agressões perpetradas contra Cuba.

E, apesar de todas elas, o povo cubano e seu Partido Comunista se mantiveram de pé. Nunca é demais lembrar.

Nunca é demais lembrar que, apesar da queda do seu grande aliado, a URSS, Cuba manteve-se de pé.
Nunca é demais lembrar que Cuba passou, no chamado período especial, por uma queda no seu Produto Interno Bruto de cerca de 40% em um período de 4 anos.

Essas perdas econômicas, que são comparáveis às perdas econômicas da União Soviética durante a Segunda Guerra, assumem contornos mais dramáticos se lembrarmos que, em Cuba, o número de bocas a se alimentar ainda se manteve o mesmo!

A queda da produção de riquezas em Cuba não acompanhou uma queda nas necessidades relativa à uma diminuição populacional.

Como sabemos, o período especial ocasionou sérias privações ao abnegado povo cubano.

Não foi por outra razão que, com muita expectativa, os cães do imperialismo babavam e novamente intensificaram a ofensiva, sempre com seus velhos bordões: "O socialismo cubano é insustentável", "a Revolução cubana cairá"...

Mas, para o desconcerto e fúria dos imperialistas, Fidel estava certo quando, em 1989, disse: "se amanhã ou qualquer dia... nos despertássemos com a notícia de que a URSS se desintegrou.. Cuba e a Revolução Cubana seguiriam lutando e seguiriam resistindo.".

Cuba segue lutando e segue resistindo.

Hoje, o povo cubano liderado por seu Partido Comunista se mantêm de pé. E em condições muito mais confortáveis do que aquelas logo após a queda da URSS.

Não esqueçamos disso.

Porque estão errados o imperialismo e seus lacaios, quando afirmam que o "socialismo cubano é insustentável"?

Responde Fidel: "Porque em Cuba forjamos nós os Cubanos em autêntica e heroica luta o socialismo... "Porque a revolução cubana é responsável por seus próprios feitos e por seus próprios atos..." Porque "O socialismo não é uma opção conjuntural, não é uma brincadeira... não é e nem pode ser uma decisão transitória, o socialismo é uma necessidade histórica".

Repetimos as palavras de um companheiro da União da Jovens Comunistas do Partido Comunista de Cuba "Há gente que subestima os cubanos, nós não somos bobos, nós fizemos e fazemos a Revolução".

Não subestimemos os cubanos.

Esses companheiros souberam forjar, com anos de luta e construção, um vínculo inquestionável entre o Partido e a esmagadora maioria da população. Exemplifica-se na série de organizações de massa que estão presentes em todos os aspectos da vida de Cuba, sem exceções. Desde os pioneiros, até os veteranos. Lideradas pelo Partido Comunista estão a União da Juvens Comunistas, Associação Nacional dos Pequenos Agricultores, a Central dos Trabalhadores de Cuba, a Federação Estudantil Universitária, Federação de Estudantes de Ensino Médio, a Federação de Mulheres Cubanas, os Comitês de Defesa da Revolução, a União de Escritores e Artistas de Cuba...e diversas organizações.

A revolução é obra de milhões de homens e mulheres, sustentada e garantida por esses milhões de homens e mulheres, sob a liderança do Partido Comunista e de seus líderes históricos.

Obviamente, bem como dizia Lênin, qualquer Revolução corre o risco de ser derrotada. E para que isso não aconteça, sempre, da situação mais confortável e aparentemente mais estável até a mais caótica e conflituosa, os revolucionários devem redobrar seus esforços.

Os solidários a essa Revolução também devem intensificar seus esforços e cerrar suas fileiras.

Os solidários não devem vacilar em defesa à Revolução cubana. Solidariedade vem de "Sólido", solidus do latim. Não há solidariedade sem uma sincera união baseada na firmeza de convicções.

Nesse sentido, nós, os solidários devemos rechaçar qualquer vacilação ou especulação que se propague sobre a construção do socialismo cubano. Contra qualquer sensacionalismo. Devemos realizar o trabalho incansável de confrontar à especulação e às mentiras vindas das grandes mídias e das falsas esquerdas, com a realidade concreta de um país e um povo que caminha em direção a sua recuperação econômica, em direção ao desenvolvimento das suas forças produtivas para lançar as bases de seu socialismo. Um país que não abre mão de sua soberania.

Devemos ser fortes enquanto solidários, e denunciar os erros da utilização oportunista da Revolução cubana por aqueles que saem supostamente em defesa "das conquistas sociais" da Revolução, mas ao mesmo tempo negam os fundamentos e alicerces dessas conquistas, que são:

O processo revolucionário, o Partido Comunista, o centralismo democrático, as lideranças históricas da Revolução e o caminho elegido pelo povo cubano para edificar seu socialismo.

Devemos denunciar como farsantes as seitas daqueles que se utilizam do apelo revolucionário e o exemplo heróico dos povos e seus líderes para distorcê-los por interesses escusos, contra a própria Revolução Cubana.

Não por acaso, uma Rádio contrarrevolucionária com o nome de Martí atua desde Miami. A tática do imperialismo sempre foi, de uma ou outra forma, dividir para conquistar.

Aqueles que afirmam que Cuba vai em direção ao Capitalismo e que esqueceu de Guevara, do socialismo e do marxismo-leninismo não podem estar mais enganados.

É impossível dissociar Che, Fidel e Raul da verdadeira e viva Revolução Cubana, a Revolução que teve sua construção liderada pelo Partido Comunista. Essa é a Revolução que está de pé enquanto falamos e que como prova de sua justeza tem se mantido de pé.

Ladrem e uivem de raiva os cães do imperialismo, Cuba e sua revolução avançam.

Concluímos com a citação de um trecho de uma conversa que tivemos com Fernando Gonzáles (um dos 5 heróis da República de Cuba e da luta anti-imperialista).

“Cuba, como toda realidade, tem suas contradições, mas há um movimento, há uma direção...há um sentimento de solidariedade. O sentimento de que estamos caminhando na mesma direção... E que além disso, sabemos a qual direção queremos ir”

Essa é a Revolução Cubana que se atualiza e vai em direção à sua recuperação econômica, justamente, não só para se manter de pé, mas para caminhar em direção ao futuro, que como afirma Raul, é “em direção ao socialismo".

Viva o povo Cubano!

Viva Fidel!

Viva Raul!

Viva o Partido Comunista de Cuba!
Viva a solidariedade à Revolução Cubana!

 


Intervenção realizada pelo Fuzil Contra Fuzil e União Reconstrução Comunista na Plenária Aberta do Movimento Paulista de Solidariedade à Cuba, 23 de Maio de 2015.


 

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