"Nosso direito de sermos Marxistas-leninistas"

11/05/2015

Depois de amanhã, 9 de maio, se comemorará o 70 aniversário da Grande Guerra Pátria. Dada a diferença de hora, quando elaboro estas linhas, os soldados e oficiais do Exército da Federação Russa, cheios de orgulho, estarão realizando um exercício na praça Vermelha de Moscou com os rápidos e marciais passos que os caracterizam.

Lenin foi um genial estrategista revolucionário que não vacilou em assumir as ideias de Marx e levá-las a cabo em um país imenso e apenas parcialmente industrializado, cujo partido proletário se converteu no mais radical e audaz do planeta depois da maior matança que o capitalismo havia promovido no mundo, onde pela primeira vez os tanques, as armas automáticas, a aviação e os gases asfixiantes estrearam nas guerras, e até um famoso canhão capaz de lançar um pesado projétil a mais de cem quilômetros fez constar sua participação no sangrento conflito.

Daquela matança surgiu a Liga das Nações, uma instituição que devia preservar a paz e não conseguiu sequer impedir o avanço acelerado do colonialismo na África, em grande parte da Ásia, Oceania, Caribe, Canadá, e um grosseiro neocolonialismo na América Latina.

Apenas 20 anos depois, outra horrível guerra mundial foi desatada na Europa, cujo preâmbulo foi a Guerra Civil Espanhola, iniciada em 1936. Depois da aplastante derrota nazista, as nações colocaram suas esperanças na Organização das Nações Unidas, que se esforça em criar a cooperação que ponha um fim às agressões e as guerras, na qual os países possam preservar a paz, o desenvolvimento e a cooperação pacífica dos Estados grandes e pequenos, ricos ou pobres do planeta.

Milhões de cientistas poderiam, entre outras tarefas, aumentar as possibilidades de sobrevivência da espécie humana, já ameaçada com a escassez de água e alimentos para milhares de milhões de pessoas em um breve lapso de tempo.

Somos já 7,3 bilhões de habitantes no planeta. No ano de 1800 eramos apenas 978 milhões; esta cifra elevou-se para 6,07 bilhões no ano 2000; e no 2050, segundo cálculos conservadores, seremos 10 bilhões.

Evidentemente, apenas mencionam que na Europa Ocidental chegam embarcações repletas de imigrantes que se transportam em qualquer objeto que flutue, um rio de imigrantes africanos, do continente colonizado pelos europeus durante centenas de anos.

Há 23 anos, em uma Conferência de Nações Unidas sobre Meio ambiente e Desenvolvimento expressei: “Uma importante espécie biológica está em risco de desaparecer pela rápida e progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem.” Não sabia então no entanto o quão perto estávamos disso.

Ao comemorar-se o 70 aniversário da Grande Guerra Pátria, desejo fazer constar nossa profunda admiração pelo heroico povo soviético que prestou à humanidade um serviço colossal.

Hoje é possível a sólida aliança entre os povos da Federação Russa e o Estado de mais rápido avanço econômico do mundo: a República Popular da China; ambos os países com sua estreita cooperação, sua avançada ciência e seus poderosos exércitos e valentes soldados constituem um escudo poderoso da paz e da segurança mundial, a fim de que a vida de nossa espécie possa ser preservada.

A saúde física e mental, e o espírito de solidariedade são normas que devem prevalecer, ou o destino do ser humano, este que conhecemos, se perderá para sempre.

Os 27 milhões de soviéticos que morreram na Grande Guerra Pátria, o fizeram também pela humanidade e pelo direito de pensar e de serem socialistas, serem marxistas-leninistas, serem comunistas, e de saírem da pré-história.


Fidel Castro Ruz
Maio 7 de 2015
10 e 14 p.m.

 

publicado originalmente em Cubadebate

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