Violência e impunidade no campo prossegue

08/05/2015

No último domingo, dia 3 de abril, foi executado em Abaré, extremo norte do sertão da Bahia, o indígena Gilmar Alves da Silva, do povo Tumbalalá, enquanto se dirigia à aldeia Pambú. Gilmar, que estava de moto, foi interceptado por uma caminhoneta. Foi jogado ao chão e metralhado por tiros de pistolas calibre .38. Gilmar é o terceiro registro de  indígena assassinado na mesma semana por pistoleiros que permanecem impunes e agindo com total conivência do Estado burguês-latifundiário brasileiro. O conflito que atualmente se desenvolve na região se dá por conta do grande empreendimento de Transposição do Rio São Franscisco. Os povos indígenas locais, que sobrevivem da agricultura de autoconsumo cuja irrigação depende das cheias do rio, terão tal agricultura inviabilizada caso sejam obrigados a se deslocarem ainda mais para o interior para darem lugar ao mega projeto.

Em Monte Alegre, noroeste paraense, o líder ambientalista Luiz Paulo da Silva, o Paulinho, foi vítima de uma emboscada por três pistoleiros. Porém, conseguiu fugir a tempo, disparando e ferindo um dos pistoleiros que atentaram contra sua vida. Ao fugir para sua casa, Paulinho pegou imediatamente sua esposa e seus filhos, e saiu da região com medo de represálias por parte dos pistoleiros. Ele denunciou o fato ocorrido à Comissão Pastoral da Terra local.

 

por Alexandre Rosendo

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