Japão e EUA se unem para "esmagar" China

29/04/2015

Tóquio está utilizando o aumento do poder da China como desculpa para promover sua remilitarização dado que os EUA pode aceitá-la somente se servirá para conter a China, afirmou a RT o investigador e especialista em Ásia, Tim Beal.


O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, está visitando os EUA para estreitar os laços militares e econômicos entre Washington e Tóquio e discutir as ambições militares do Japão. Beal acredita que Abe vai continuar a promover a remilitarização do país, como a pedra angular de seu mandato e o foco de seu programa político.

 

De acordo com o pesquisador, para reforçar o papel militar em Tóquio não é necessário mudar a Constituição, ''você só tem que reinterpretá-la", chamando, por exemplo, o envio de tropas japonesas no exterior de "pacifismo proativo".


EUA e Japão já concordaram nesta segunda-feira, as novas diretrizes de sua cooperação em matéria de defesa. A partir de agora Tóquio pode fornecer ajuda militar a seu aliado fora do território nacional.

 

''Eu não acho que há um impulso especial da China contra o Japão. Acho que o Japão está basicamente usando a China como uma desculpa, porque é a única maneira dos americanos aceitarem a sua remilitarização. (...) Um dos principais pontos da política externa dos EUA é a contenção da China e o Japão é uma parte muito importante disso'', disse Beal na RT.

Questão de interesse comum
Beal acredita que os EUA ajudarão o Japão a exercer mais pressão sobre a China, incluindo a disputa territorial entre os dois países asiáticos, no Mar da China Oriental.

 

"Os estadunidenses querem conter a China e estão usando o Japão para fazê-lo, enquanto que o Japão também está usando os EUA de certa maneira. Então, novamente, vamos ver um tipo de esforço conjunto entre o Japão e os EUA nessa disputa no Mar da China Oriental e em outros lugares ", disse o analista.


O Secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter, que no início de abril em uma visita oficial ao Japão e a Coreia do Sul, disse que Washington "vai continuar a investir na segurança da região da Ásia-Pacífico" e procurar expandir a cooperação técnico-militar com os países da região.

 

Publicado em Socialismo na Ásia

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