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"Um bilhete de Stalin: 'Churchill precisa apaziguar sua consciência culpada'"



Em 9 de Novembro de 1945, quando Stalin estava de férias no Sul, o Pravda publicou um despacho da TASS proveniente de Londres: “O discurso de Churchill na Câmara dos Comuns”. Nele, em particular, informava-se que, ao falar acerca do camarada Stalin, Churchill declarou: “Pessoalmente não posso sentir qualquer outra coisa senão grande admiração por este homem verdadeiramente grande, o pai do seu país, o qual dirigiu o seu destino em tempos de paz e como um vitorioso defensor durante a guerra”. Churchill falou do “nobre povo russo”. Churchill disse também que “qualquer ideia de que a Grã-Bretanha está a prosseguir deliberadamente uma política antirussa ou a arranjar combinações complexas para prejudicar a Rússia é completamente contrária às ideias e consciência inglesas”.


No dia seguinte, 10 de novembro de 1945, Stalin enviou uma mensagem cifrada de Sochi, onde descansava naquele momento, dirigida a Molotov, Malenkov, Beria e Mikoyan:


“Considero um erro publicar o discurso de Churchill louvando a Rússia e Stalin. Churchill precisa desta louvação a fim de acalmar a sua consciência culpada e disfarçar sua atitude hostil para com a URSS, em particular, para disfarçar o facto de Churchill e seus estudantes do Partido Trabalhista serem os organizadores do bloco anglo-americano-francês contra a URSS.


Ao publicar tais discursos, nós ajudamos estes cavalheiros.


Temos agora muitos trabalhadores responsáveis que entram em êxtase tolo com os elogios dos Churchills, Trumans, Byrnes, e, inversamente, ficam desencorajados com críticas desfavoráveis por parte destes cavalheiros. Considero tais sentimentos perigosos, pois desenvolvem a nossa obsequiosidade a figuras estrangeiras. É necessário travar uma luta feroz contra a subserviência a estrangeiros.


Mas se continuarmos a publicar discursos pormenorizados, inculcaremos o servilismo e a adulação. Não estou sequer a falar do facto de os líderes soviéticos não precisarem de elogios de líderes estrangeiros.


Quanto a mim, pessoalmente, tais elogios só me aborrecem”.


Do Resistir.info

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