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"O destino do ser humano e a Ideia Juche"



Prólogo


Para o ser humano o problema de maior atenção é o de seu destino, ou seja, o de forjá-lo.


Todos os pensamentos e atividades do homem, sejam do passado ou do presente, simples ou complexos, estão destinados a forjar o destino sem qualquer exceção.


Talvez, por isso a literatura toma esse como seu tema eterno e a religião seduz as pessoas ao discutir de tal e qual maneira sobre o destino humano.


A história humana de milhões de anos, pode-se dizer, é uma crônica da luta do ser humano para forjar seu destino.


O homem se diferencia dos animais porque pensa e se esforça constantemente para forjar seu destino. Desde o primeiro momento de sua aparição neste mundo, o homem não deixou um momento sequer de pensar sobre qual é seu destino, como se formou e como se forja.


Apesar de tudo, até então nenhuma ideologia, embora fosse grande, deu uma resposta ao problema secular. Somente a Ideia Juche da Coreia centrada no homem deu esta resposta.


Provavelmente algumas pessoas podem ter dúvidas sobre ela, porque a dita ideia saiu de um país pequeno que estava atrasado. Porém aqui influíram alguns importantes fatores.


Seria um enorme prejuízo se atreve-se a dizer que um país pequeno e atrasado não pode ser nunca a pátria de grande ideologia. Qualquer ideologia destacada é produto da inteligência extraordinária de uma grande pessoa.


A Coreia, embora pequena territorialmente e estivesse atrasada do passado, brilha hoje como a pátria de grande ideologia por contar com o Presidente Kim Il Sung, gênio dos gênios do século XX e seu sucessor Presidente do Comitê de Defesa Nacional, Kim Jong Il.


A diferença da Ideia Juche para as outras é que é uma ideia original que toma o homem como centro da meditação, apresenta e soluciona todos os problemas em relação a ele, uma ideia ideal concebida não a partir de alguma teoria ou fórmula existente, mas sim um meio de atividades práticas do ser humano para forjar seu destino, a luta revolucionária das massas populares.


Em tal ideia poderão depositar confiança e esperança com toda segurança.


Então, onde estará o caminho de forjar o destino do ser humano esclarecido pela Ideia Juche?


O livro explica, de maneira fácil de compreender e em combinação com exemplos para dar uma imagem básica acerca dos profundos princípios da Ideia Juche que elucidam o caminho certeiro de forjar o destino do ser humano.


1. Ponto de partida de forjar o destino


Há um ditado que diz: O trabalho bem começado é meio caminho andado.


Tal como o triunfo ou a derrota na corrida de 100 metros depende de como iniciar a partida, em qualquer trabalho, o bom começo pode dar grandes frutos. O estudo do problema do destino não é uma exceção.


Séneca, filósofo da Roma antiga disse: "O destino leva os que aspiram e arrasta os que não querem" Sua famosa frase quer dizer que o destino do homem está predestinado e este é impotente ante ao seu destino.


No passado, quando o homem era ignorante e não conhecia bem a si mesmo e ao mundo circundante, tal critério dominava a mente das pessoas. Pensava-se que no mundo existia um ser sobrenatural e misterioso que decide a vida ou a morte, que dita e desdita.


Então, existe na realidade tal ser omnipotente? Era absurdo ou errado aquele critério pelo homem desconhecer a si mesmo?


Hoje em dia quando o desenvolvimento espiritual e cultural das pessoas alcançou um nível muito elevado e as ciências e tecnologias modernas desenvolvem-se a ritmo vertiginoso há poucas pessoas que pensam assim. Porém, a maioria ainda se encontra em uma dúvida: Embora não exista Deus, quem é o dono do destino do homem? Em poucas palavras, o problema do dono do destino do homem é assunto fundamental que encara qualquer pessoa desde o primeiro passo no caso de tratar do destino humano e serve de razão para discussão sobre a existência de Deus.


Portanto, será justo começar a apresentar e resolver o problema para colocar as pessoas no correto ponto de partida sobre forjar seu destino.


1) Enigma do destino


O problema do destino humano começou como um enigma indecifrável da história durante um longo tempo. Por isso, o homem não teve outro meio se não deixar o problema de seu destino no despacho de ser um misterioso ser desconhecido.


Na mitologia da Grécia antiga se transmite um mito sobre as "deusas do destino". Elas viviam em um palácio sumptuoso feito de ouro encima do Olimpo junto com outros deuses controlando até o destino de Zeus, pai de todas as coisas do mundo, para não falar das pessoas.


Segundo o mito, uma delas escrevia a linha da vida de cada homem, que termina se corta-se a "linha", a outra dá sorte para a vida das pessoas e a última anota em papeis o que fora definido por suas irmãs mais velhas e nada pode evitá-lo uma vez que ali escrito.


Depois este critério de que o destino humano é fatal foi sistematizado pelas religiões. Ao contrário disto, existiam na idade antiga os pensadores que se opuseram à tal opinião dizendo que "a luta é o pai, o rei de todas as coisas. Ela pode fazer do homem um deus, um cidadão livre ou um escravo".


Na obra literária do Egito antigo "Canção do harpista" argumentaram que nenhum foi ressuscitado da morte para falar da vida do outro mundo e exortaram as pessoas à dedicarem-se às "coisas do presente" em vez de criarem ilusão por outro mundo.


A concepção misteriosa e religiosa sobre o destino era mais predominante nos anos antigos e inclusive coincidiam as palavras "destino" e "fatalidade".


O que ocorrerá se o destino humano se converte na fatalidade?


Se o destino do homem é fatal e o homem deve obedecer ao seu destino, não há mais porque discutir sobre ele. Porém, as atividades ininterruptas das pessoas para melhorar seu destino sem contentar-se com o dado e o transcurso da história negam tangentemente aquele critério pessimista.


Então, de onde surgiu tal contradição?


Se deve ao fato de que até a presente data muita gente pensou o destino relacionando-o ao sobrenatural. O destino não é assim.


O destino que falamos e pensamos ordinariamente abarca um sentido amplo, ou seja, a posição social que determina se o homem pode ou não levar uma vida ditosa e valiosa com dignidade e valor do homem, a boa ou a má situação da vida, a perspectiva, etc.


O destino do homem se determina nas relações com o mundo circundante e não nas relações com algum ser misterioso e absoluto. Se um confia que o Deus que não existe controla o mundo real e segue somente suas instruções, pode-se dizer que seu destino, sua situação, estado de vida e perspectiva não terão nenhuma mudança positiva.


Somente quando o homem transforma o mundo circundante (a natureza e a sociedade) segundo sua demanda se melhoram sua situação social, seu estado de vida, sua perspectiva e no fim, forja-se seu destino.


Em conclusão, para decifrar o enigma do destino, é necessário libertar-se de todo tipo de critérios misteriosos e fatalistas sobre ele e ter uma correta compreensão de que o problema do destino é em essência a questão das relações entre o homem e o mundo.


A Ideia Juche, filosofia original centrada no homem que toma como sua missão principal esclarecer o caminho de forjar o destino do ser humano a presentou novamente como problema fundamental da filosofia o das relações do homem com o mundo para decifrar o enigma do destino.


A história da ideologia da humanidade mostra até a presente data que todas as filosofias tomaram como problema fundamental as relações entre a matéria e a consciência, o ser e o pensamento.


O problema de ditas relações serve para esclarecer que o mundo é à parte do homem, ou seja, de que está composto o mundo e se este pode ser transformado e desenvolvido ou não por si só.


Por suposto, não se pode dizer que a solução do dito problema é totalmente alheio a decifrar o enigma do destino humano. Porque o destino do homem se forja no mundo e o estado deste influi em grande medida ao destino humano. Porém, é evidente que com ele não podem dar uma resposta direta e científica ao enigma do destino. Pois esclarecendo que o mundo está composto por matéria ou consciência e se transforma e desenvolver-se por si só, não pode se resolver o problema de quem é o dono do destino do homem e como se forja o destino.


Para dar uma resposta correta ao problema do destino deve-se esclarecer primeiro as relações entre o homem e o mundo, ou seja, deve ser esclarecido se o homem é dominante do mundo ou é dominado por este, se o homem desempenha um papel decisivo na mudança e desenvolvimento do mundo ou o seu desenvolvimento se determina pela mudança e desejo próprio deste.


O homem, que vive e progride dentro do mundo, pode ser o dono de seu destino se domina o mundo, e joga no rol decisivo de forjar seu destino se o faz no desenvolvimento do mundo.


Por isso, para decifrar o enigma do destino, é necessário apresentar o problema das relações entre o homem e o mundo e esclarecer a posição e o papel do homem no mundo.


Com tais razões a Ideia Juche inicia a discussão do problema do destino humano a partir dos problemas das relações do homem com o mundo e da posição e papel do homem no mundo.


O Dirigente Kim Jong Il disse: "A filosofia Juche estabeleceu como novo problema fundamental da filosofia as relações entre o mundo e o homem a posição e o papel que tem este no mundo, e sobre a base de elucidar o princípio filosófico de que o homem é dono de tudo e decide tudo, assinala o caminho mais correto para forjar seu destino".


Em conclusão da Ideia Juche, por cima do problema de que é primeiro a matéria ou a consciência, considerando indiscutível e invariável o pensamento filosófico da humanidade durante ao longo do tempo, realizou a histórica viragem de direção do problema das relações do homem com o mundo sob a base da correta compreensão sobre o problema real do destino do homem.


Este, pode-se dizer, é um evento de maior transcendência incomparável com o descobrimento do fogo ou o estabelecimento do heliocentrismo.


Assim se preparou o fundamento científico que possibilita esclarecer o enigma do destino, que não a humanidade não pôde decifrar ao longo de milhares de anos.


2) A chave da solução do problema do destino


Para conhecer as relações entre o homem e o mundo que constituem o problema de decifrar o enigma do destino há que esclarecer primeiro o que é o mundo e que ente é o homem. É evidente que sem o conhecer é impossível esclarecer corretamente o problema daquelas relações.


O problema da essência do mundo foi resolvido por filosofias precedentes meio do longo tempo de seu desenvolvimento. Em poucas palavras, o mundo está unificado pela matéria e muda e se desenvolve continuamente segundo sua própria lei objetiva. Tal critério é valioso no sentido de que dá a entender que no mundo não existe qualquer ser sobrenatural, como um Deus, e que o destino humano não é inalterável e sem pode ser mudado. Porém, com somente este critério não se pode dar a solução ao problema inicial de forjar o destino humano tais como quem é o dono do destino do ser humano e quem é o dominante nas relações entre homem e o mundo.


Para eles é necessário esclarecer quem é o homem.


Quem é sua natureza? Como se diferencia fundamentalmente de outros seres materiais? Esclarecer estas dúvidas possibilita explicar de modo científico as relações entre o homem e o mundo e dar uma resposta certeira a todos os problemas que se apresentam em forjar o destino humano.


Por suposto, até a presente data as pessoas se esforçaram muito para conhecer a si mesmas e é inegável que nesse processo surgiram diversos critérios sobre o ser humano. Ao sintetizá-los se pode chegar a duas conclusões.


Uma é considerar o homem como um ser puramente espiritual. Este critério religioso e idealista explica que o homem é subproduto de um ser sobrenatural misterioso e que este decide o destino daquele. Sem dúvidas, este critério reacionário serviu para predicar que a situação desafortunada das pessoas exploradas e oprimidas é inevitável e fatal, por tanto elas não têm outro meio se não obedecer a sua sorte dada.


Outra é ver o homem como ser natural, biológico, segundo o qual o homem tem como natureza um dos atributos biológicos e naturais entre outros ambição de sua própria conservação e instintos sensoriais. Este critério que não viu a diferença entre o homem que atua com a consciência com fins bem definidos e os seres biológicos que vivem somente por instintos, serviu para advogar pela sociedade exploradora onde reina a lei da selva.


É precisamente o marxismo que pôs fim a tais critérios não-científicos e reacionários que consideram o homem como subproduto de Deus ou um ser animal vulgar. Pela primeira vez na história a doutrina marxista estudou o homem em meio às relações sociais e definiu a essência do homem como a totalidade destas relações.


Esta afirmação é racional porque insiste que o homem não pode ser como tal separado da sociedade e se pode ter uma correta compreensão sobre ele somente em meio às relações sociais.


Porém o marxismo não se aprofundou mais neste problema e não pôde esclarecer as características essenciais do homem como ser social.


Por suposto, no passado alguns filósofos e pensadores tentaram descobrir defendendo o homem como "ser pensador", "ser falante", "ser trabalhador", etc. Porém estes refletem somente uma parte das atividades humanas e estavam longe de dar uma compreensão essencial e total sobre o homem.


Como resultado, as características essenciais do homem acabaram não sendo esclarecidas.


É muito compreensível que o conhecido poeta alemão Heine se angustiou muito recitando: "Oh, que se esclareça o enigma da vida humana! Diga-me! Quem é o homem? De onde vem? Para onde vai?"


A Ideia Juche apresentou como sua tarefa importante a solução deste problema deixado em branco na história das ideologias da humanidade e deu uma resposta científica.


Uma das razões importantes com que explicam a Ideia Juche como uma filosofia singular e superior centrada no homem, está em que ele deu um completo esclarecimento às características essenciais do homem.


As características essenciais do homem são qualidades fundamentais próprias do homem que tem a ver com todas atividades humanas.


O Dirigente Kim Jong Il disse:


"A Ideia Juche deu um novo esclarecimento às características essenciais do homem em função das relações sociais. Ao definir que o homem é um ser social com o caráter independente, a faculdade criadora e a consciência, criou-lhe uma perfeita configuração filosófica."


Uma das características essenciais do homem é primeiro o caráter independente. Este constitui o atributo do ser social que quer viver e desenvolver-se de maneira independente como dono do mundo e de seu próprio destino.


Atualmente em nosso planeta habitam um milhão e 500 mil espécies de animais. Todos eles, sem exceção, subsistem adaptando-se às circunstâncias naturais. Para os animais, que são uma parte da natureza, adaptar-se bem ao ambiente natural é uma condição principal para a subsistência. Porém, o caso do homem é diametralmente diferente deles.


O homem é um ser especial do mundo pois não se adapta mansamente às circunstâncias e condições do arredor enquanto subsiste e se desenvolve eliminando todo tipo de restrições e imposições da natureza e da sociedade, transformando-as para que sirva a ele.


Por exemplo, se pode falar das atividades humanas o quanto à natureza. Todas as coisas que usam na vida humana são produto de trabalho do homem que quer levar uma vida mais ditosa no material livre das restrições da natureza e servem para realizá-la. No final das contas pode-se dizer que o trabalho é uma atividade dos homens para libertar-se das restrições da natureza e a dominar.


A luta do homem para libertar-se das restrições das circunstâncias e condições do arredor se reflete não somente na transformação da natureza, mas também na transformação da sociedade.


"Se pode morrer no campo de guerra pela liberdade, porém nunca no estádio de diversão para os inimigos". Assim disse Spartacus, a quem as pessoas recordam com admiração chamando de "grande comandante de escravos". Era cidadão livre da região de Tranqiya, foi capturado durante a agressão romana e se converteu em escravo gladiador. Naquele tempo os escravos gladiadores, para satisfazer e provocar interesses aos escravistas, tinham que matar seus amigos ou morrer por eles nos duelos. A princípio eles aceitaram como fatalidade morrer lutando entre si, porém com o passar do tempo tomaram a consciência de sí mesmo e empreenderam a luta para viver como ser humano.


"Dirigir nossa espada não contra nós mesmos, mas contra os escravistas que nos impõem o destino de escravo. Fazer da espada de submissão a de luta." Assim disse Spartacus. Organizou uma seita secreta de 200 gladiadores e preparou a insurreição. Desgraçadamente foi revelada sua intenção e somente mais de 70 conseguiram escapar e iniciaram a luta.


Embora a insurreição de Spartacus fora sufocada pela limitação própria com a morte de 6 mil rebeldes escravos nas cruzes ao longo do caminho de Cápua a Roma, as sucessivas rebeliões de tais escravos afundaram a sociedade escravista na lixeira da história.


A aspiração e a luta das pessoas que queriam viver livremente sem restrição e imposição sociais destruíram por fim o regime escravista que durou por milhares de anos.


No mundo ninguém quer perder a liberdade ou viver dependendo de outros. A luta das pessoas para recuperar a liberdade e viver sem exploração nem opressão trouxe uma mudança de regimes sociais e levou adiante a história.


Na qualidade do homem que lhe permite superar restrições da natureza, opor toda a subjugação social e por tudo a seu serviço é precisamente o caráter independente.


Por suposto, esta não é a única propriedade humana. Outra característica essencial do homem é a faculdade criadora. Esta é um atributo do ser social que transforma o mundo e forja seu destino com fins bem definidos.


Os trabalhos que libertam os homens são muito diversos, porém podemos saber que todos são atividades destinadas a modificar os já existentes ou criar novos fenômenos.


As atividades das pessoas para a transformação da sociedade não são uma exceção. Graças a elas nascem novas relações política, econômica e cultural e se intensificam as relações de colaboração social entre as pessoas. Assim todas as atividades humanas para transformar a natureza são para fazer do mundo mais útil para si mesmo inovando o caduco e criando o novo.


Se compararmos a casa onde vivemos atualmente com a dos primitivos podemos perceber uma enorme diferença como a do céu e da terra.


A característica que se pode observar somente nas atividades do homem, a qualidade de inovar o caduco e criar o novo com que o homem transforma a natureza e a sociedade pondo-as mais a seu favor é precisamente a faculdade criadora.


Outra característica essencial do homem é a consciência. É um atributo do ser social que determina todas as atividades destinadas a conhecer o mundo e a si mesmo e transformá-los.


A atividade humana, ademais de ser independente e criado, se efetua com fins bem definidos sob a determinação da consciência. Eis aqui sua importante característica.


O homem, baseado nos conhecimentos da essência das coisas e fenômenos do mundo circundante, na legitimidade de sua mudança e desenvolvimento, suas próprias demandas e interesses, a mudança das circunstâncias e condições, regula e controla suas atividades com fins bem definidos. Esta qualidade que permite ao homem conhecer o mundo, a legitimidade de seu desenvolvimento e transformar conforme sua demanda a natureza e a sociedade é precisamente a consciência.


Estas qualidades, ou seja, o caráter independente, a faculdade criadora e a consciência são características inatas embora o homem só as adquira nas relações sociais.


Provavelmente os leitores se recordarão da história das "menina lobo Gamara" descoberta no bosque no arredor da aldeia de Godamuri na Índia em 1920. A manos de seis meses de nascida Gamara foi arrastada por lobos e viveu junto com eles por 8 anos separada do mundo humano. A história mostra que embora nasça como homem, se não vive e atua trabalhando as relações sociais não pode ter nem brotos de qualquer atividade independente, criadora e consciente.


Embora um que vive em meio às relações sociais, se separa-se durante um longo tempo delas, perde a qualidade própria do ser humano. O homem é o ser social que vive somente mantendo relações sociais.


Em poucas palavras, o caráter independente, a faculdade criadora e a consciência não são presentes da natureza, mas sim atributos sociais.


O homem é o ser social que tem como natureza o caráter independente, a faculdade criadora e a consciência. Esta é o novo e científico esclarecimento filosófico, uma perfeita compreensão sobre o homem dilucidada pela Ideia Juche.


Pela primeira vez na história, com elucidação científica de quem é o homem, este pôde ter por fim em suas mãos a chave para decifrar o enigma do destino.


3) O dono do destino


Dado que se preparou a chave para decifrar o enigma do destino humano, agora é necessário esclarecer quem é o dono desse destino nas relações entre o homem e o mundo.


A Ideia Juche elucidou que esse dono não é se não o mesmo homem. É que nas relações entre o homem e o mundo o primeiro é o único dominante e transformador do segundo.


O Dirigente Kim Jong Il indicou:


"Estando provido de caráter independente, da faculdade criativa e da consciência como ser social, o homem é o único dominante e transformador do mundo".


A aparição do homem era o nascimento de um ser especial da natureza, com que se iniciou a luta humana para pôr o mundo ao seu serviço. Por suposto, no período inicial da humanidade foi insignificante o âmbito de dominação do homem sobre o mundo. Se o marcasse no mapa seria menor que um ponto. Porém o homem, com suas atividades incansáveis, vem ampliando constantemente este âmbito.


Um bom expoente dele é a história de solução do problema de energia necessária para a produção de bens materiais.


A princípio o homem não tinha energia mais do que sua força física. Com o passar do tempo começou a utilizar a força dos animais, hidráulica e eólica e hoje chegou a dominar a energia atômica. Agora se impulsiona o trabalho destinado a usar hidrogênio como combustível e está em construção o forno de reação nuclear que funde núcleos atômicos de seus isótopos que são o hidrogênio pesado e o hidrogênio superpesado.


Segundo os cientistas, as águas do mar contêm 4,5 bilhões de toneladas de hidrogênio pesado. Se o utilizam como combustíveis para fornos acima mencionados não haveria porque preocupar-se com a energia durante dez milhões de anos.


Há outros exemplos.


A princípio o homem extraia as matérias primas necessárias para a produção do solo ao ar livre e no âmbito muito estreito, porém com o transcurso do tempo o faz na profundidade da terra e mar e inclusive na Lua.


Após milhares de anos de civilização o homem domina uma extensa parte da natureza e seria inimaginável seu âmbito depois de milhões de anos.


No final das contas, o homem domina o mundo em vez de ser dominado por ele.


Nas relações entre o homem e o mundo o primeiro ocupa a posição de dominante e também faz o rol decisivo na transformação e desenvolvimento do segundo. O homem, baseado nos conhecimentos de leis de mudança e desenvolvimento do mundo objetivo, transforma à sua demanda as coisas e fenômenos.


Dizem que a origem da galinha era da selvagem que habitou na Índia. O homem a domesticou por mais de 5 mil anos e naquele tempo ela punha somente uns 10 ovos ao ano. Porém hoje, graças ao homem, ela põe 200 a 300 ovos mais do que antes. Durante esse lapso a natureza não lhe produziu mudanças palpáveis.


Na parte de ciências da vida mediante o surpreendente desenvolvimento de engenharia genética e celular o homem cria novas espécies de plantas, impossíveis segundo as leis da natureza, por exemplo que uma que dá tomates no caule e batatas na raiz.


Hoje apoiado na nanotecnologia tenta fazer coisas de características completamente novas. Dita tecnologia possibilita conectar um atrás do outro os átomos. Como se sabe a unidade principal da composição de todas as coisas é o átomo. Por isso com a nanotecnologia se pode criar qualquer coisa que se queira. Os cientistas preveem que no futuro não distante, no tratamento médico, aparecerá a nano robótica que retirará sedimentos das paredes de vasos sanguíneos, atacará as bactérias e vírus e localizará as células cancerosas.


E indubitável que se estenderá mais o âmbito da natureza dominado pelo homem.


O homem transforma não somente a natureza, mas também a sociedade. A sociedade humana se desenvolveu desde a primitiva, passando pela escravista, feudal e a capitalista, até a socialista de hoje. Este desenvolvimento não se realizou por si só e muito menos por um ser misterioso. Todo ele se deve à luta humana para destruir o caduco sistema social e construir o novo.


Na verdade, o homem é precisamente o gigante que domina e controla o mundo, o único dominante e transformador do mundo que, sendo dono de todas as coisas, desempenha um papel decisivo em seu desenvolvimento. Aqui podemos chegar à conclusão de que o dono do destino humano não é outro se não o próprio homem.


Dado que não existe na realidade um "ser" misterioso ou "força" sobrenatural que domina e transforma o mundo, é evidente que estes não podem ser donos do destino do homem. Ademais, todas as coisas do mundo são dominadas e alteradas pelo homem, pelo qual nunca podem controlar o destino humano. Somente o próprio homem é o dono de seu destino e pode forjá-lo por conta própria. Qualquer ser, exceto o homem, não pode ser dono do destino humano.


Como se vê, a Ideia Juche apresentou novamente como o problema fundamental a filosofia das relações entre o homem e o mundo, a posição e o papel que ocupa o primeiro e o segundo, e baseada no esclarecimento original de que o caráter independente, a faculdade criadora e a consciência constituem os atributos essenciais do homem, elucidou que o dono do destino do homem é ele mesmo e que o homem pode forjar seu destino por sua própria força.


Graças ao descobrimento desta verdade grandiosa o homem, que vivia longo tempo em misticismo e fatalismo crendo em um ser sobrenatural pôde recuperar a dignidade e o valor como dono de seu destino. Esta verdade serviu como valioso ponto de partida que permite solucionar corretamente todos os problemas apresentados em forjar o destino.


2. Processo de forjar o destino


O processo de forjar o destino humano pode comparar-se com a difícil competência de maratona. Igual aos maratonistas chegam à meta superando os limites físicos e espirituais, o destino humano se forja em meio de certo processo legítimo.


Sendo assim, para quem está na justa linha de partida em forjar seu destino, é importante conhecer corretamente seu processo e atuar com iniciativa e com fins bem definidos. Somente esclarecendo cientificamente este problema um pode ocupar seguramente a posição de dono de seu destino e julgar o papel devido e forjar seu destino com êxito e sem desvios.


A Ideia Juche que toma como sua missão fundamental iluminar o caminho de forjar o destino humano deu respostas científicas não somente ao problema do ponto de partida para ele, mas também ao de seu processo legítimo. Graças a ela se abriu a luminosa perspectiva para o homem que quer forjar seu destino na qualidade de dono, levando uma vida independente, criadora e consciente.


1) Sujeito de forjar o destino


Se apresenta-se como problema o homem como dono de seu destino ele mesmo, pode forjá-lo sem alguma relação social ou separado do coletivo social.


Agora algumas pseudofilosofias argumentam que o homem é, em essência, um indivíduo, "existência real" chamado "eu" ou "você" impossível de incorporar a qualquer coletivo, porém é muito evidente que o homem como tal indivíduo não pode fazer nada.


Ao dizer que o homem é dono de seu destino quer-se dizer que qualquer ser misterioso não pode controlar seu destino e nunca significa que ele, separado do coletivo, pode o forjar.


Sendo assim, para dar maior entendimento ao critério de que o homem é o dono de seu destino é necessário esclarecer quem é o encarregado, o sujeito que o forja.


Na realidade o homem vive não por separado, mas formando certo grupo social. Na sociedade de classes as pessoas estão divididas em classes antagônicas: Em escravos e escravistas, na escravista; em escravos e camponeses e senhores feudais, na feudal; em operário e capitalista, na capitalista; ou em poucas palavras, nas massas populares trabalhadoras e na classe que as explora e domina. A partir daqui que se apresenta o problema de quem é o encarregado de forjar o destino das primeiras e da segunda.


A história da humanidade mostra que somente as massas trabalhadoras podem ser os encarregados de forjar seu futuro. Em qualquer sociedade elas ocupam a maioria. Sem elas não pode formar-se a sociedade e nem se pode realizar o desenvolvimento sócio-histórico.


O Presidente Kim Il Sung assinalou:


"As massas do povo trabalhador são o sujeito da história e constituem a força motriz do desenvolvimento da sociedade."


As massas populares são o sujeito de forjar o destino não somente simplesmente por ocupar a maioria dos membros da sociedade, mas também por criar todos os bens materiais e culturais. Todas as coisas incluindo as mais valiosas e preciosas são produto de seu trabalho criador.


Se pode citar as pirâmides do Egito considerando-as como nº 1 dos 7 milagres do mundo.


A pirâmide de maior tamanho das conservadas até hoje é do segundo rei da quarta dinastia construída em 2560 a.C. Foi feita de 2 milhões e quinhentos mil peças de granitos de 2,5 toneladas médio. A mais pesada tem 16 toneladas. Segundo os dados se construíram umas 180 pirâmides das quais sobraram até a presente data somente 80 pois muitas foram destruídas por guerras e catástrofes naturais.


A criação dessas pirâmides, consideradas como milagre, se deve à força e inteligência das massas trabalhadoras, incluindo escravos. Elas criam com suas mãos os bens materiais e culturais e também impulsionam movimentos sociais dando à luz a pensadores progressistas, cientistas e inventores destacados, literados e artistas talentosos.


Não podemos dizer que o descobrimento da lei da gravitação universal se deve inteiramente à inteligência de Newton.


O inglês recebeu a inspiração dessa lei quando estava embaixo de uma macieira e com o fim de a comprovar ele aplicou leis dos movimentos dos planetas de Kleper. O resultado foi positivo. Porém Newton não o publicou pois o resultado de algumas contas se diferenciava das previstas. Assim transcorreu 13 anos. Então um matemático publicou o valor do raio da Terra e o inglês então usou essa cifra na conta que deu respostas corretas. Depois de certo tempo Newton disse de modo muito significativo que por estar sobre "ombros do gigante" ele não pôde ver longe de outros. Quer dizer que seus êxitos científicos se devem não somente à sua inteligência, mas a totalidade das realizações científicas alcançadas pela humanidade.


Também o desenvolvimento da sociedade é inimaginável à margem das massas populares.


A insurreição dos escravos tratados como "instrumentos falantes" arruinou o antigo Império de Roma que tinha vias a todas partes do mundo e a luta dos escravos agrícolas e camponeses franceses expulsou do poder Luís XVI e fundou a república burguesa. Na Rússia a luta dos operários, camponeses e soldados derrotou o reacionário regime despótico czarista e estabeleceu o sistema socialista.


No centro da praça de Saint-Augustin de Paris se encontra a estátua de bronze de Jeanne d'Arc, estimada como heroína pelos franceses.


Como se sabe, ela que era uma menina de 16 anos pastora de ovelhas se lançou na luta contra os agressores quando o país estava a ponto de perder todo o território na Guerra de cinco anos entre a França e a Inglaterra. Graças à enérgica luta contra os invasores e demais massas populares comuns de Paris foi possível derrotar a Inglaterra.


Assim as massas populares transformaram a natureza e a sociedade porque constituem devidamente o sujeito em forjar o destino.


Então, o que é a classe exploradora?


Por suposto ela também tem interesse na produção, porém somente para seu proveito. Não cria os bens materiais com suas mãos e inclusive os obstrui. Quando foi inventado o fluorescente de menor consumo elétrico, EUA os monopólios produtores de eletricidade se mostraram muito descontentes por não vender mais como antes seus produtos. Por conseguinte, eles acertaram um convênio destinado a restringir a produção de fluorescentes.


Assim a classe exploradora gasta a força criadora dos povos para enaltecer sua "autoridade" e para suas diversões anormais atrasando a transformação da natureza e da sociedade.


As pirâmides anteriormente citadas também foram construídas por trabalho forçado de centenas de milhares de escravos durante dezenas de anos para "vida eterna" dos sucessivos reis do Egito embora em "outro mundo".


Por outra parte é muito claro que a classe exploradora não participaria na luta para mudar o regime explorador que lhe garanta posição privilegiada. Ao contrário, ela faz todo o possível para reprimir a luta revolucionária das massas populares.


A história da humanidade registra muitos exemplos de repressão da luta popular pela reforma social progressista hora com violência e hora com tentativas de "conciliação" ou engano como fizeram Nerón, César, Hitler e Mussolini. Os fatos mostram que a classe exploradora é a reacionária da história que tentam deter e retroceder o avanço da época.


Então quem é o indivíduo?


Por suposto não se pode ignorar totalmente o papel do indivíduo no desenvolvimento da história. Porém, o indivíduo somente quando é parte das massas populares e aprende as experiências e conhecimentos acumulados por elas, pode demonstrar sem reserva seu talento.


A história e a realidade comprovam que somente as massas populares podem ser o sujeito na luta para forjar o destino humano. Hoje elas lutam para forjar o destino formando um coletivo social que são o país e a nação. Nessa luta o país e a nação constituem a unidade principal.


Dadas estas condições a luta das massas populares para forjar seu destino se concretiza na contenda de forjar o destino do país e da nação e assim forja-se também o destino das massas populares e cada indivíduo junto com o país e a nação.


Dado que o destino das massas populares se forja tendo como unidade o país e a nação, o sujeito que forja o destino de cada país e nação são precisamente as massas populares deste país.


Nunca os estrangeiros podem forjar o destino de outro país e nação. Isto é bem mostrado pelas lições da guerra civil da Espanha que durou entre 1936-1939. Naquele tempo, com o fim de defender a revolução espanhola, mais de 35 mil estrangeiros procedentes de 34 países formaram 7 brigadas internacionais e lutaram com valentia em defesa das grandes cidades de Madri e Barcelona. A cifra das pessoas que ajudaram a Espanha material e espiritualmente superava a um milhão. Porém a frente popular deste país não defendeu as conquistas da revolução. Isso se deve não à debilidade da ajuda internacional, mas ao fato de que o povo espanhol não estava preparado firmemente como sujeito de seu destino e nem desempenhou seu papel de dono.


O sujeito da história social, o dono em forjar o destino são as massas populares de cada país e nação, e o indivíduo, somente quando participa na luta para transformar a natureza e a sociedade como membro delas pode ser autêntico dono de seu destino.


2) Direção do forjar do destino


Se as massas populares são o encarregado, sujeito do forjar do destino, onde se dirige o processo de o forjar?


As gotas de cada chuva caídas na extensa terra embora sejam pequenas forma inumeráveis riachos e grandes rios e se unem a mares. Forjar o destino humano tem também sua direção.


Sem ela seria igual que um bote que navega sem destino em meio à tempestade.


O Presidente Kim Il Sung assinalou:


"Viver felizes, por igual, em um mundo pacífico, livre de dominação e submissão, de agressões e guerras, constitui o ideal dos seres humanos, emanado de sua natureza social como entes independentes, e os encaminhar para esse novo mundo é a direção principal do desenvolvimento da história."


Forjar o destino quer dizer realizar a aspiração e a demanda fundamentais das pessoas. Então, quais são essas aspiração e demanda? São precisamente a demanda independente de viver felizes e livres de restrições e submissão da natureza e da sociedade.


Como se explicou nos capítulos anteriores, uma das características essenciais do homem é o caráter independente. É um atributo fundamental do homem como ser social. Se um o perde e vive submetido ou atropelado por outros, embora viva fisicamente, é igual a um morto como ente social.


O homem exerce a faculdade criadora e a consciência a fim de alcançar a independência. A história do mundo conhece um bom número de combatentes que lutam contra a exploração e a opressão sacrificando até sua vida pois a independência é mais valiosa que a vida física.


A demanda emanada do caráter independente que constitui a vida do ser humano é a demanda independente, que serve de fundamento de todas as atividades do homem.


Por suposto, dado que a situação de cada pessoa é diferente, o conteúdo detalhado de suas demandas pode ser distinto. Porém todas suas demandas tem a comunidade em querer viver livremente como dono sem dependência alguma. Por esta comunidade o destino dos homens se une e se forja em direção de realizar suas demandas independentes.


Então onde será o ponto de chegada do rio do destino, o da história que ocorre sob essa direção?


O quanto a isto, devem ter em mente que a situação social, o estado de vida e a perspectiva das pessoas se determinam pela posição e papel que ocupa na sociedade. O que ocupa a posição de dono e desempenha o papel de dono na sociedade pode forjar seu destino segundo sua vontade e demanda e ser dono de si mesmo, porém o que não faz não pode evitar a situação miserável de ser dominado e explorado por outros.


A posição e o papel das pessoas na sociedade se decidem pelas relações de posse do poder estatal e dos meios produtivos que asseguram a dominação política sobre a sociedade e por conseguinte o processo de forjar o destino se encaminha a estabelecer uma sociedade onde as massas populares as tomem em suas mãos.


Sem ser donas do poder estatal e dos meios produtivos elas nunca podem desfrutar de uma vida independente e nem forjar verdadeiramente seu destino.


A novela "Os miseráveis" escrita pelo francês Victor Hugo em 1862 é uma obra representativa de romanticismo progressista da França que deu grande aporte ao desenvolvimento da literatura europeia. Mostra vividamente a vida miserável dos despojados na sociedade de exploração mediante os personagens entre outros o protagonista Jean Valjean que, logo ao estar preso 19 anos por haver roubado um pedaço de pão para os sobrinhos famintos, sofre todo tipo de vicissitudes e uma mulher que para subsistência dela mesma e sua filha corta a trança, tira os bons dentes e até pratica prostituição, porém ao fim acaba morrendo. Os leitores podem conhecer claramente que na sociedade de classes os despojados do poder e meios produtivos não podem evitar nunca a miséria e a privação de direitos.


Hoje também nos países capitalistas as massas populares trabalhadoras em sua maioria seguem sem exercer seus direitos políticos e são tratados como meios para a produção material, insignificantes possuidores de mão de obra que se comercializam.


É péssima a situação dos povos colonizados. Por exemplo, a Coreia esteve ocupada militarmente pelo imperialismo japonês durante mais de 40 anos. Durante este lapso, mais de um milhão de coreanos inocentes foram assassinados e em 7 anos de 1938 a 1945 mais de 8 milhões e 400 mil jovens e homens de meia idade foram recrutados para trabalhos forçados e serviço militar e 200 mil mulheres coreanas foram obrigadas a levar a vida de escrava sexual sob o nome de "consoladoras". Ao considerar que a população coreana naquele tempo oscilava em 20 milhões, cifras acima mencionadas mostra o quão miserável era a situação dos coreanos sob a dominação do imperialismo japonês.


A situação dos povos de países africanos colonizados não era uma exceção. Hoje também se vê na costa da África ocidental os depósitos onde os comerciantes europeus de escravos deixavam os africanos sequestrados. Segundo o cálculo de um sábio africano, o número de negros africanos sequestrados ou assassinados chega a 100 milhões. Por isso desde a antiguidade diziam que as pessoas privadas de sua pátria viviam em situação pior que cachorro sem dono nas ruas.


Por estas razões a luta dos povos para forjar o destino se orienta a construir uma sociedade onde eles tomem em suas mãos o poder estatal e os meios produtivos.


A sociedade onde as massas populares, convertidas em donas do poder estatal e dos meios produtivos realizam verdadeiramente suas demandas independente é a socialista. A sociedade socialista se diferencia das demais sociedades pelo fato de que o poder estatal e os meios produtivos estão nas mãos das massas populares.


Na sociedade socialista as massas populares são donas do poder estatal e dos meios produtivos e na qual não existe nenhuma exploração e opressão e todos são iguais e toda a sociedade forma uma família onde reinam as relações de camaradagem de ajudar-se mutuamente sob o lema de "Um por todos e todos por um!". Se combinam de modo harmonioso os interesses do coletivo e do indivíduo e se abre a perspectiva de desenvolver-se cada um segundo seus talentos.


Na sociedade socialista, onde as massas populares que se encarregam diretamente da produção são donas do poder estatal e dos meios produtivos, se dá uma maior possibilidade de desenvolver a produtividade destinada a preparar condições suficientes para a vida independente e criadora de todos seus membros.


A realidade mostra que a sociedade socialista é precisamente uma sociedade onde se realiza a demanda independente do ser humano de viver livre e ditoso e se realiza os desejos seculares dos homens de viver todos como donos.


Não por casualidade muitos veem a esperança no socialismo e lutam por ele.


O Presidente do Zimbábue, apesar das ameaças e tentativas de conciliação dos imperialistas, assegurou que seu país avançaria pelo caminho socialista. Em Benin, onde outrora os EUA apresentavam como "modelo da democracia ocidental" para a África, o Partido de tendência socialista goza de amplo apoio das massas e em Uganda e no Quênia foi rejeitado o modo político ocidental.


Na América Latina considerada "pátio tranquilo" dos EUA, se elevam as chamas socialistas. O povo cubano avança invariavelmente pelo caminho socialista optado por ele mesmo na década de 1960 e a Venezuela segue rejeitando a intervenção e pressão do imperialismo estadunidense. Mesmo nos países ex-socialistas os movimentos pelo renascimento socialista ganham maior força.


É invariável que tanto ontem como hoje o processo de forjar o destino se orienta a realizar a independência humana, a construir e desenvolver a sociedade socialista.


3) Modo de forjar o destino


A demanda independente do homem não se realiza por si só mas sim mediante certo modo das atividades humanas. O modo de realizar a demanda independente é precisamente o de forjar o destino do ser humano.


A Ideia Juche elucida com clareza que a demanda independente do homem se alcança somente pelas atividades criadoras do ser humano que transforma a natureza e a sociedade com fins bem definidos, o qual mostra que o modo de atividade criadora é o principal de forjar o destino do homem.


O Dirigente Kim Jong Il indicou:


"As atividades das massas populares para levar uma vida independente são de caráter criador. O homem satisfaz suas necessidades vitais mediante atividades criativas."


As coisas necessárias para satisfazer a demanda independente do homem não se dão por si só. Não existe uma árvore que as dá como frutas e nem uma deusa que cria obras literárias e artísticas.


Aquela demanda não tem fim, ou seja, se aumenta continuamente. Por suposto seria vanidade sonhar uma vida impossível, porém esse aumento é natural. Por isso com as coisas já dadas não se podem satisfazer nunca aquela demanda.


As coisas necessárias de hoje se convertem em desnecessárias ou caducas amanhã. Portanto para realizar a demanda independente do homem e forjar seu destino, há que criar continuamente o novo e abandonar o caduco.


Sobram possibilidades. A natureza e a sociedade mudem e se desenvolvem segundo suas leis objetivas. Por exemplo a água se converte em vapor sob a pressão de 1 Pa e à temperatura de 100° C em qualquer lugar. Isto permite ao homem conhecer corretamente, renovar e transformar as coisas e fenômenos naturais segundo sua demanda independente.


Por outra parte o homem possui a faculdade criadora e acumula conhecimentos técnico-científicos com que estuda a essência e leis de mudança e desenvolvimento das coisas. Com elas o homem busca o modo de renovar a seu favor a composição, função, qualidade e forma das coisas e a põe em prática. Como resultado estas se convertem em objetos úteis para realizar as demandas independentes.


As atividades humanas que a possibilitam são precisamente o caráter criador. Graças a ele as coisas e fenômenos são transformados servindo para alcançar suas demandas e forjar o destino.


As atividades criativas do homem de que se fala aqui significam as das massas populares como sujeito que forja o destino, o da criação com a capacidade criadora inesgotável.


A longa história da humanidade comprova que as atividades criadoras das massas populares constituem o modo de forjar o destino para realizar suas demandas independentes.


Toda a trajetória da humanidade é uma história de criação das massas populares para forjar seu destino. Em qualquer sociedade todos os bens são produtos do trabalho criador delas. Por suas atividades criativas se renovam os instrumentos laborais, se convertem as circunstâncias naturais nas mais úteis, se aumentam e melhoram os bem materiais. Também pela luta delas contra o caduco e a favor do novo se destrói a sociedade de exploração, aparece o avançado regime social e se melhoram as relações sociais conforme a demanda essencial do ser humano.


A criação como modo principal de forjar o destino não se alcança facilmente e acompanha sem falta a luta. Sem esta não existe aquela.


No período histórico compreendido pelo século XVI em que nascia o capitalismo até princípios do século XIX havia pensadores que apresentaram a ideia de estabelecer uma sociedade equitativa baseada na possessão social para eliminar a exploração, opressão e a desigualdade social baseada na propriedade privada. Eram chamados de socialista utópicos porque seus pensamentos não passavam de uma utopia. Sua razão principal estava em que eles acreditavam que poderiam alcançar seu ideal pelo método de apelar para a "boa vontade" da classe exploradora.


O socialista utópico Fourier criou o "falanstério", uma "aliança voluntária que não tem nenhum vínculo exceto a amizade" em que não existe antagonismo entre a cidade e o campo e cada um pode trabalhar livremente conforme seu gosto e capacidade. Para conseguir um milhão de FF, fundo necessário para sua organização, ele publicou uma declaração em que disse que daria boas-vindas ao proprietário que o custeasse. Durante vários anos, todos os dias, regressava para casa na noite avançada por esperar que qualquer capitalista ou proprietário potente aceitasse sua proposta.


Porém da classe trabalhadora cuja natureza classista é a cobiça não se pode esperar nenhuma "boa vontade" ou "misericórdia". A história não conhece nenhum exemplo em que ela cedeu voluntariamente sua posição privilegiada, e somente comprova que a sociedade ideal onde as pessoas vivem livres e ditosas sem exploração e opressão se estabeleceu não por uma "boa vontade" da classe exploradora, mas sim pela revolução socialista destinada a eliminar.


As atividades para transformar a natureza não são uma exceção. Como se sabe, não se alcança facilmente um descobrimento científico ou uma invenção para o bem-estar da humanidade. Cada um dos êxitos alcançados nas práticas destinadas a dominar a natureza é p produto de penosos esforços de muitas pessoas dedicados a revelar os segredos da natureza para a pôr em seu favor.


Por isso, o trabalho para transformar a natureza é descrito como uma luta contra ela.


As atividades criadoras dos povos para conquistar a natureza sofrem, em muitos casos, dificuldades devido às maquinações da classe exploradora reacionária que não tem nenhum interesse nela. Tais manobras obstaculizadoras persistem também em nossa época de civilização. Somente pela razão de não convir aos proveitos dos multimilionários alguns frutos de esforços criativos não se dão à luz, ao contrário, se abusam como meios de grave ameaça à existência e desenvolvimento da humanidade. Por isso se diz que a criação como modo principal de forjar o destino acompanha a luta e sendo assim pode-se dar aporte a realizar as demandas independentes das massas populares.


Com ela os povos renovam e transformam as coisas e os fenômenos do mundo objetivo e se preparam como os mais potentes e por conseguinte lideram as atividades a nível cada vez mais elevado.


Os cientistas preveem em vários aspectos os seguintes êxitos técnico-científicos se alcancem no século XXI:


- Em 2018 aparecerá o cérebro artificial em fins de afazeres da pesquisa científica.

- Em 2030 se inventará um robô em forma humana com inteligência igual a de Einstein.

- Em 2050 se construirá na lua uma aldeia planetária e seguirá a construção de laboratório em Marte.


As surpreendentes previsões que superam a imaginação não são impossíveis de realizar, mas sim a realidade do futuro próximo. Quando as massas populares aumentem continuamente sua faculdade criadora e se preparem como entes criadores mais potentes mediante a luta para transformar o mundo a realização de tais metas não é um problema.


Tudo isso mostra que as massas populares podem forjar com êxito o destino somente mediante as atividades criativas destinadas a realizar as demandas independentes.


4) Força impulsora de forjar o destino


O processo de forjar o destino é complexo e muitos fatores lhe tem influência. Deles se podem citar como os objetivos das condições naturais e geográficas, os meios técnico-materiais e como os subjetivos da capacidade física, os conhecimentos e o espírito ideológico.


Destes fatores, qual é o principal, ou seja, a força impulsora em forjar o destino? Solucioná-lo é outra tarefa importante no problema do destino.


Por suposto não se pode negar a ação positiva das condições naturais e geográficas ou modernos meios técnico-materiais na luta das massas populares para forjar o destino. Também é verdade que somente um homem são com ricos e profundos conhecimentos técnicos-científicos pode forjar seu destino com êxito.


Apesar de tudo, nenhum desses fatores pode ser o decisivo. É porque separado da consciência ideológica elas não servem para nada.


O motivo da criação da novela "História verídica de Ah Q" escrita pelo chinês Lu Xun o mostra bem. Em 1902 ele estudava medicina no Japão. Durante sua permanência no país insular o chinês experimentou todos meios de insulto e ofensa de estudantes japoneses, imbuídos do militarismo e do estreito nacionalismo, que chamavam de "escravos do país Qing".


Em dia um documentário sobre a guerra Russo-Japonesa projetada na classe de prática de biologia elevou a ira de Lu Xun. Na tela apareceu a cena em que um chinês morria degolado sem direito de defesa por ser acusado de ser espião russo que havia tentado retirar segredos do Japão na presença de muitos compatriotas com rostos assustados.


Em meio às aclamações que davam os estudantes olhando estas cenas, Lu Xun concebeu uma ideia. Ele pensou: Temos que nos despertar do sonho. Sem o espírito, para que serve o corpo robusto? Com a medicina pode-se curar o corpo enfermo, mas não o espírito enfermo. Assim ele iniciou a criação de obras literárias e escreveu a "História verídica de Ah Q" com o fim de despertar o espírito da nação chinesa.


Sua obra deu muito aporte para a conscientização dos chineses que embora a descrição do protagonista que se declara vitorioso logo ao ser golpeado recebeu uma séria crítica e rejeição de algumas pessoas como ofensa à nação.


Como se vê, o estado ideológico é muito importante. Se um se converte em escravo ideologicamente o é também no corpo e se perdem em um instante a longa história e excelente tradição cultural de uma nação.


A consciência ideológica que aqui falamos é a consciência que reflete a demanda e interesses das pessoas sobre as coisas e fenômenos. Ela reflete não somente a essência e legitimidade da mudança e desenvolvimento das coisas e fenômenos, mas também as demandas e os interesses do homem que surgem em relação com elas. Em poucas palavras, a consciência ideológica reflete não a existência mesma de coisas e fenômenos, mas sim a demanda e os interesses de cada um.


Esta consciência ideológica é o fator decisivo que impulsiona as atividades humanas.


Todas as atividades do homem, sem exceção, se destinam a realizar suas demandas de vida e interesses. Se controlam inevitavelmente pela consciência ideológica.


Por outra parte todos os fatores que influenciam nas atividades humanas o fazem somente mediante a consciência ideológica. Igual aos raios solares que refractam diferentes direções pelo prisma, estes fatores dão diferentes influências nas atividades do homem segundo a consciência ideológica que cada um tempo.


Há um exemplo que mostra que ao ter uma elevada consciência ideológica se pode superar quaisquer dificuldades e provas e forjar por sua própria conta seu destino.


A guerra coreana de três anos desatada na década de 1950 era uma violenta contenda que se decidia o destino do povo coreano: voltar a converter-se em escravo colonial ou viver com a independência.


Seu rival era precisamente os Estados Unidos que aumentou em mais de 10 vezes seu território através de 114 invasões e guerras desde sua fundação, se enriqueceu pela exploração e saque à outras nações e surgiu como líder do imperialismo depois da Segunda Guerra Mundial. Na guerra os EUA mobilizaram mais de 2 milhões de efetivos incluindo um terço de suas forças terrestres, um quinto de suas forças aéreas, a maioria das frotas do Pacífico, tropas de 15 países satélites, sul coreanas e militaristas japonesas. Consumiu mais de 73 milhões de toneladas de munições bélicas equivalentes a 11 vezes na totalidade gastada na guerra do Pacífico e investiu 15 mil milhões de dólares com gastos bélicos diretos e 150 mil milhões como indiretos.


Em comparação com os EUA, a Coreia estava apenas 5 anos libertada e 2 anos de fundação do exército regular. Seu potencial econômico era débil e sofria da escassez de armas. Para dizer francamente se considera que com essas condições seria impossível enfrentar o poderoso adversário imperialista.


Porém em 27 de julho de Juche 42 (1953) os EUA que se gabava da "supremacia mundial" caiu por terra ante ao heroico povo coreano no mesmo lugar onde havia invadido. Às 10 da manhã desse dia o delegado chefe da parte estadunidense, uniformizado, entrou no local onde estavam postas as bandeiras da ONU e da República Popular Democrática da Coreia e assinou o acordo de armistício que reconhecia sua derrota. Logo ao assinar, o comandante em chefe das forças estadunidenses no Extremo Oriente e das forças da ONU, Clark, que se gabava de haver aceitado a rendição das forças alemãs na Itália e das forças de Mussolini em Florenza durante a Segunda Guerra Mundial e sonhava repetir tal "proeza" no país asiático confessou:


"Com o cumprimento da ordem do governo ganho o título não honroso de primeiro comandante em chefe norte americano que assinou o acordo de armistício sem alcançar a vitória."


A assinatura do armistício era precisamente a capitulação estadunidense ante ao povo coreano e a derrota das forças aliadas imperialistas.


Enfim, ao que se deve a vitória da Coreia, que tinha menos população e era atrasada economicamente, contra o poderoso inimigo? Se deve não às condições objetivas favoráveis ou ajuda externa, mas sim à extraordinária vontade ideológica dos coreanos de não viver mais como escravos coloniais do imperialismo.


Então, que consciência ideológica deve possuir as massas populares como donas de seu destino?


Há vários tipos de consciência ideológica: o espírito ideológico de viver como dono de si mesmo, a ideia de submissão escravista ou a fanática de agressão que vociferam os imperialistas.


O Dirigente Kim Jong Il indicou:


"A consciência ideológica que os povos devem possuir como donos de seu destino é a consciência ideológica independente."


Se trata da consciência do dono de seu destino e da vontade de forjá-lo por conta própria. A consciência do dono de seu destino e da força de forjá-lo a tem ele mesmo, e a vontade de forjar seu destino por conta própria constitui a decisão firme, o espírito de luta indomável de forjar seu destino até o fim com sua própria força.


Desde a antiguidade diziam que ao conhecer a si mesmo pode ser forte e ao não conhecer, se torna débil. A consciência ideológica lhe mostra que o homem levar ou não uma vida digna e ditosa depende dele mesmo e da capacidade para tal ele mesmo tempo, pela qual lhe permite lutar com tenacidade para forjar seu destino.